"Explain again how sheep's bladders may be employed to prevent earthquakes."
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segunda-feira, março 23, 2015
Ah! a democracia, a democracia... isso é para os outros...
Joana Amaral Dias propõe-se mudar a política. Torná-la mais séria... para isso ignora os princípios democráticos e forma partido sem precisar das assinaturas do "povinho" porque isso dá muito trabalho...
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quarta-feira, março 11, 2015
Heróis com pés de barro...
É por este tipo de coisas que eu tenho sempre muito receio em colocar os fundamentalistas anti-corrupção, que enchem os noticiários e os programas de televisão cheios de certezas absolutas sobre tudo e mais alguma coisa, em cima de um pedestal. A maior parte, como Marinho Pinto e, aparentemente, Paulo Morais, acaba por saber (ou provar) tanto sobre a corrupção como a maioria dos cidadãos mais ou menos informados. Muitas suspeitas, muitos "de certeza que foi o tipo X ou Y", mas depois provar, não o conseguimos. A diferença é que enquanto uns o fazem no Facebook ou no café, estes senhores fazem a vida a escrever livros, aparições em tudo o que é espaço de jornal e televisão, promovendo a inevitável entrada na cena política. Arranjam um bom tacho, e depois vão diminuindo as críticas e as aparições até acabarem englobados dentro de um partido qualquer.
terça-feira, fevereiro 24, 2015
quinta-feira, janeiro 22, 2015
Nivelar por baixo para sair por cima...

"São todos iguais..."
"É tudo a mesma m****a!"
"Querem é poleiro..."
Todos nós ouvimos com frequência este tipo de frases feitas para classificar os políticos, para justificar a abstenção ou o desinteresse em relação aos destinos políticos do país, da Europa etc.
Admito que é coisa que me irrita desde muito jovem. Isto porque, como liberal, recuso-me a aceitar que todos os homens são iguais, que todos têm as mesmas virtudes e defeitos. Seja na política ou em qualquer outra actividade que seja praticada por seres humanos. A questão é: a quem interessa este tipo de frases?
Na minha opinião, só serve aos piores políticos. Porque não, os políticos não são todos iguais, como nós não somos todos iguais. Nem dentro do mesmo país, nem dentro do mesmo partido, nem dentro da mesma casa, as pessoas são diferentes. Faz parte da condição humana. Ainda não somos todos clones, não pensamos nem agimos todos da mesma forma.
Ao assumirmos que são todos iguais, então passará a ser-nos indiferente ter X, Y ou Z à frente dos destinos de um país, abrindo caminho para que certas personagens, a quem não devíamos confiar sequer uma nota de 5€, possam governar a seu bel-prazer. Junta-se a isto outra expressão comum "como se os outros fizessem melhor, queres ver?"
Ultimamente, tenho lido bastantes vezes esta frase em relação ao ex-primeiro ministro, "eng." José Sócrates, chegando-se a dizer que não devia ser investigado/julgado/preso porque "há muitos como ele, se vai ele tinham que ir todos". Um princípio perigoso e que implicaria que não se prendesse qualquer violador ou assassino, dado que há muitos outros a praticar os mesmos crimes.
E, se me parece relativamente unânime afirmar que existem muitos políticos maus neste país, tenho para mim que o cliente da cela 44 do Estabelecimento Prisional de Évora se encontra num patamar à parte, para a realidade nacional. Há muito político com quem não simpatizo, há muitos outros que considero incompetentes, mentirosos e até corruptos. E depois há Sócrates, que foi/é todas essas coisas, mas em formato XXL e que teve (tem?) poder para fazer reais estragos a um nível que nos afecta a todos. Estragos que nos hipotecaram o futuro para muitos anos.... e é por isso que achar que falar dele é perda de tempo ou um caso de psiquiatria é abrir as portas a repetir um qualquer Sócrates, com aquelas cores partidárias ou outras, assim a (falta de) memória o permita!
segunda-feira, janeiro 19, 2015
terça-feira, janeiro 13, 2015
Vergonha e hipocrisia política
Manifestação ou politiquice? Vergonha é, com certeza. Roubando o comentário de Ricardo Veiga no Facebook: "A foto da “manifestação”, divulgada, repetida e matraqueada pelos media de todo o mundo “mostra” chefes de Estado e de governo a encabeçar uma enorme “manif” anunciada como a maior de sempre em Paris (como pode ver na primeira foto aqui reproduzida).
O problema da coisa surgiu quando o ‘Le Monde’ decidiu dar um ar de graça jornalística e mostrar (sem aspas) o que se passou (ver a segunda foto aqui reproduzida): os senhores da política tinham formado um ajuntamento, numa rua fechada e estavam bem longe da enorme manifestação popular de repúdio pelo terrorismo islamista! O divórcio entre eleitores e políticos teve aqui a sua sessão solene de fotografias. E ficou bem registado!
Esta manipulação político-mediática deu, claro, bernarda… E da grossa! Marine Le Pen, cuja presença os organizadores tinham antecipadamente anunciado que não seria permitida, está rir-se… E a usar o disparate para ridicularizar e denunciar a classe política reinante, a UMPS, como ela gosta de dizer. E, claro, nem terá de lhes agradecer os pontitos a mais na sua popularidade que o disparate lhe trouxe, sem que ela tivesse de fazer nada por isso."
O problema da coisa surgiu quando o ‘Le Monde’ decidiu dar um ar de graça jornalística e mostrar (sem aspas) o que se passou (ver a segunda foto aqui reproduzida): os senhores da política tinham formado um ajuntamento, numa rua fechada e estavam bem longe da enorme manifestação popular de repúdio pelo terrorismo islamista! O divórcio entre eleitores e políticos teve aqui a sua sessão solene de fotografias. E ficou bem registado!
Esta manipulação político-mediática deu, claro, bernarda… E da grossa! Marine Le Pen, cuja presença os organizadores tinham antecipadamente anunciado que não seria permitida, está rir-se… E a usar o disparate para ridicularizar e denunciar a classe política reinante, a UMPS, como ela gosta de dizer. E, claro, nem terá de lhes agradecer os pontitos a mais na sua popularidade que o disparate lhe trouxe, sem que ela tivesse de fazer nada por isso."
quarta-feira, dezembro 31, 2014
Perspectivas de ricos e pobres
Se eu ganhar 800 euros, chegar ao fim do mês a contar os tostões, e achar que o que é justo é que crise seja paga pelos ricos, sou pobre a ser esfolada por um governo neo-liberal.
Se eu ganhar 800 euros, chegar ao fim do mês a contar os tostões, e achar que temos de cortar na administração pública, e Estado Social para ultrapassar a crise, porque os ricos já pagam mais que todos e acho que os impostos são mais injustos do que os cortes, sou uma privilegiada que fala de barriga cheia.
Se eu ganhar 1200 euros tiver 2 carros na família, pagar 600 só por causa deles, tiver um filho na escola pública e com todas as outras contas andar a contar os tostões e me queixar que a escola é uma miséria e que eu não tenho opção, sou pobre a ser esfolada por um governo neo-liberal que quer acabar com a educação pública.
Se eu ganhar 1200 euros, tiver um carro já pago, com matrícula com mais de 10 anos, tiver um filho em escola privada porque acho que a pública é uma miséria e, por isso, pagar 600 euros para a educação do filho e com todas as outras contas andar a contar os tostões, afirmando que acho que o Estado deveria atribuir um cheque-escola para permitir a todos os pais a escolha da escola que mais se adapta aos seus filhos, sou um privilegiada que fala de barriga cheia e quer é acabar com a escola pública.
Se eu ganhar 3000 euros e achar que os ricos são outros e esses é que têm de pagar a crise. Sou uma trabalhadora que está a ser vítima de um governo neo-liberal.
Se eu ganhar 3000 euros e achar que temos de cortar na administração pública e Estado Social para ultrapassar a crise, porque os impostos não motivam o trabalho e o investimento e porque os ricos já pagam mais que todos e acho que os impostos são mais injustos do que os cortes, sou rica e uma privilegiada que fala de barriga cheia e era bem feita que os impostos me levassem mais de metade do que eu ganho, para ver se aprendo.
Se eu disser que os ricos têm de pagar a crise e tiver casa comprada em Paris, fizer gastos mensais 3 vezes superiores ao que ganho, e passar férias em Pine Cliffs, AI DE QUEM O MENCIONE porque estou a ser vítima de uma conspiração.
Se eu disser que são necessários cortes na despesa e tiver apartamento em Massamá, um opel corsa e passar férias em Manta Rota, sou um ladrão que só quer é meter para o bolso.
sexta-feira, dezembro 19, 2014
O enigma do Zé
quinta-feira, dezembro 18, 2014
A política e o futebol
Parte do mal deste estado adormecido e de ignorância em que o português anda relativamente à política é o facto de ninguém gostar de política e ninguém ligar à política porque, dois assuntos tabu entre amigos e conhecidos são a política e o futebol.
Ora, quando se liga a política na mesma frase com o futebol, isso cria, na cabeça das pessoas a ideia que simpatizar e votar num partido político é a mesma coisa que ser adepto de um qualquer clube de futebol. Eu sou benfiquista e, por muita merda que o meu clube faça vou continuar a ser benfiquista. Mesmo que o meu clube descesse para a 2ª divisão, eu continuava a ser benfiquista.
Já com os partidos, se eu votar PS e o PS fizer merda eu, para a próxima não voto no PS, voto noutro qualquer, seja ele o PSD o CDS, o PCP, o PPM, o BE ou um dos pequenotes e no qual eu acredite, porque a política tem essa parte do acreditar naquilo que nos dizem e ninguém tem o direito de criticar o outro por acreditar em coisas diferentes. Não temos o direito de critcar, mas um debate esclarecido entre pessoas sobre as diferentes políticas seguidas pelos diversos partidos, as comparações do que tem resultado lá fora e do que tem falhado lá fora e cá dentro, só faziam bem à população em geral. Mas as pessoas não querem saber. De 4 em 4 anos lá vão colocar uma cruzinha, umas sendo sempre fieis ao seu "clube" outras saltitanto, quais borboletas entre dois que são sempre os mesmos.
Hoje estamos mal, muito mal. Já estivemos pior, por muito que esta realidade custe a uns quantos "bota-abaixo". A culpa podemos colocá-la em todos os partidos que nos (des)governaram desde o 25 de Abril e, nesse caso, culpem também a constituição da republica portuguesa que permite certos abusos.
(Excerto de texto publicado originalmente em Março de 2011 no facebook, adaptado)
terça-feira, dezembro 16, 2014
"Portugal para totós" por Catarina Carvalho
No outro dia, um amigo estrangeiro de um amigo meu sugeriu um livro que falta no panorama editorial: "Portugal for dummies". Traduzo: "Portugal para totós". Um título mais naquela colecção de livros técnicos de capa amarela que explicam coisas complexas. Na verdade, o título é enganador. Portugal tem tantas idiossincrasias que nem mesmo os mais inteligentes e cultos politólogos o entendem. Experimentem explicar, por exemplo, a um americano, o sistema semipresidencial português. Quais as funções do presidente da República? Árbitro? Moderador? E que poder tem, de facto? Difícil, não? Daí, a ideia do livro, que faria jeito, aposto, mesmo a quem nos conhece bem. Por exemplo, nós próprios.
O momento presente seria ideal para a publicação de um livro destes. Ideal para exemplos vividos e recentes. Toda a gente de bom senso já percebeu que o actual momento político-económico é tão difícil que precisa de uma maioria governativa, e, no actual cenário, de uma coligação onde os interesses do país estejam à frente de todos os outros. Apesar dessa clarividência - expressa desta vez por Luís Amado, este fim-de-semana, em entrevista ao "Expresso" - nenhum dos partidos do arco governamental aceita dar esse passo. Ah, e tal, o PSD está à espera de ganhar as próximas eleições, e o PS não pode dar parte de fraco... e vai atirando as responsabilidades para o lado... Pois, tudo isso é muito bonito como joguinho político, se não estivesse a empenhar o nosso futuro como país.
Um livro como o "Portugal for Dummies" podia explicar, precisamente, por que é que as coligações são corriqueiras, por exemplo, na Alemanha e na Inglaterra, e em Portugal parecem impossíveis. A explicação passaria certamente por algo bem pouco nobre: os partidos têm como fundo de comércio os lugares, funções e dependências do Estado que obtêm quando chegam ao poder, para distribuir pelas suas bases. Sendo assim, o único objectivo de um partido português é... ganhar eleições. De preferência, sozinho.
Tudo isto funciona bem em duas circunstâncias: quando os tempos são de vacas gordas ou quando há maiorias. O pior problema é quando há minorias em tempos de vacas magras. Aí, os governos ficam maus. Ou de mãos atadas porque não conseguem fazer passar medidas, ou eleitoralistas - se bem que esta é uma tendência de todos os governos, mesmo os de maioria, porque quando as têm já sabem que as perdem com medidas difíceis, daí estarem sempre a pensar nas próximas eleições.
E, como o sistema português não obriga a maiorias, nem as forma automaticamente, o que acontece é que ... andamos sempre nisto. Com um olho no burro e outro no cigano, para explicar bem a situação a verdadeiros totós. Totós que somos nós todos: temos um sistema político que nos prejudica, a nós, que o inventámos e que através dele nos regulamos. E nada fazemos para o mudar.
Portugal precisa, portanto, de um "Portugal para totós". A falta desse livro deve explicar, em parte, o facto de as agências internacionais de rating continuarem a dar-nos na cabeça, mesmo depois de haver um acordo orçamental entre os dois maiores partidos portugueses, e de o Orçamento propor cortes e mais cortes e nenhum deles convencer quem nos avalia os nossos empréstimos. Outra hipótese é terem-no percebido bem de mais: que os dois partidos, PS e PSD, são, afinal, duas faces da mesma moeda. E que muito pouco vai mudar enquanto continuarmos neste jogo de roda bota fora.
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sábado, dezembro 13, 2014
Encontrado por aí...

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sexta-feira, dezembro 12, 2014
Entre a desconfiança e o desinteresse: A abstenção eleitoral nas democracias
Com ou sem propaganda abstencionista, não faltam as manifestações de cepticismo na democracia representativa, e o que vemos por todo o mundo é uma colossal perda de legitimidade desses regimes.
Por João Bernardo
Os inquéritos sociológicos indicam que a maioria dos participantes em eleições não se ilude quanto à eficácia do sufrágio, por isso vota mais contra um partido ou um candidato do que a favor de outro partido ou de outro candidato. Quer estas pessoas sejam de esquerda ou de direita ou de lugar nenhum, ir pregar-lhes que as eleições são um logro é chover no molhado. Para evocar um exemplo do outro lado do mundo, recordo que nas eleições legislativas realizadas em Madagáscar em 1989 contaram-se cerca de 40% de abstenções, o que a oposição considerou uma vitória, visto que lançara um apelo nesse sentido. Mas como esta taxa de abstenção não parece superior à de outros países onde as oposições apelam à participação no voto, veremos neste artigo que com ou sem propaganda abstencionista não faltam as manifestações de cepticismo na democracia representativa. Com efeito, serão raros aqueles que julgam que podem mudar o mundo através do voto. [...] Quaisquer que sejam os espaços possíveis de obter através dos resultados eleitorais, o facto decisivo, a meu ver, consiste na enorme taxa de abstenções.
[...]
É interessante considerar que uma percentagem muito significativa de pessoas prefere mostrar a sua descrença pela democracia representativa pura e simplesmente não votando, em vez de eleger os candidatos de extrema-esquerda que se apresentam em plataformas críticas dessa democracia representativa. A desconfiança atinge todos os que participam nos processos eleitorais, quaisquer que sejam as suas ideologias e o teor dos seus discursos. E assim o que vemos por todo o mundo é uma colossal perda de legitimidade das democracias. Basta uma aritmética rudimentar para constatarmos que, com 1/3 de abstencionistas, que é uma percentagem bastante comum, o candidato ou o partido que obtenham metade dos votos conseguirão, afinal, o sufrágio de apenas 1/3 do eleitorado. Mesmo quando o número de abstencionistas se reduz a 1/4, o que pode ser considerado como uma taxa de participação elevada, quem alcance metade dos votos conta apenas com 37,5% de aprovação. Que grandes vitórias! Esta perda de legitimidade das democracias não é certamente alheia ao reforço da fiscalização dos gestos mais comuns do dia-a-dia, através dos meios electrónicos de vigilância. O que tem afinal ocorrido é a transformação gradual das democracias representativas em autoritarismos tecnocráticos, e o crescimento das abstenções é um indício deste processo.
Excertos de de um artigo de João Bernardo de Março de 2009
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FEUDALISMO: Tens duas vacas. O teu senhorio fica com a maior parte do leite.
SOCIALISMO: Tens duas vacas. O governo pega nelas e mete-as num celeiro com as vacas de toda a gente. São tratadas por ex-tratadores de galinhas. Tens que tratar das galinhas que o governo tirou aos tratadores de galinhas. O governo dá-te o leite e os ovos que a legislação diz que precisas.
FASCISMO: Tens duas vacas. O governo fica com elas, contrata-te para tratar delas e vende-te o leite.
COMUNISMO: Tens duas vacas. O governo nacionaliza as vacas e contrata 300 pessoas para tratar das duas vacas proclamando uma taxa de emprego de 100%. Divide o leite das duas vacas pelas 300 pessoas, afirma que todos têm o que precisam e mata o fulano que revelou os números reais ao resto do mundo.
DITADURA MILITAR: Tens duas vacas. O governo fica com elas e recruta-te para o exército.
DEMOCRACIA DIRECTA: Tens duas vacas. Todos decidem quem fica com o leite.
DEMOCRACIA REPRESENTATIVA: Tens duas vacas. Todos elegem alguém para decidir quem fica com o leite.
BUROCRACIA: Tens duas vacas. O governo começa por regulamentar o que lhes podes dar de comer e quando as podes ordenhar. Depois paga-te para não as ordenhares, em seguida tira-te as duas, mata uma, ordenha a outra e deita o leite pelo cano abaixo. Finalmente obriga-te a preencher papelada a pedir satisfações pelas vacas desaparecidas.
ANARQUIA: Tens duas vacas. O teu vizinho mata uma e rouba a outra.
CAPITALISMO: Tens duas vacas. Vendes uma e compras um boi. Eles multiplicam-se , e a economia cresce. Vendes a manada e aposentas-te.
CAPITALISMO SELVAGEM: Tens duas vacas. Vendes uma e forças a outra a produzir o leite de quatro vacas. Ficas surpreendido quando ela morre.
NACIONAL SOCIALISMO - Tens duas vacas. O governo mata-te e fica com elas.
JAPÃO: Tens duas vacas. Redesenha-as para que tenham um décimo do tamanho de uma vaca normal e produzam 20 vezes mais leite. Depois crias desenhinhos de vacas chamados Vaquimon que vendes por todo o mundo.
ESPANHA: Tens duas vacas. Não sabes por onde elas andam. Vais fazer a sesta.
ITÁLIA: Tens duas vacas. A máfia mata uma e cobra-te para manter a outra segura.
EUA: Tens uma vaca mas dizes a toda a gente que tens duas.
IRAQUE: Tinhas duas vacas. Os americanos mataram-nas com uma bomba, mas por engano. Mas dizem que agora és uma democracia.
REINO UNIDO: Tens duas vacas. As duas são loucas.
HOLANDA: Tens duas vacas. Elas vivem juntas, em união de facto, não gostam de bois e está tudo bem.
ALEMANHA: Tens duas vacas. Elas produzem leite regularmente, segundo padrões de quantidade e horário previamente estabelecido, de forma precisa e lucrativa. Mas o que tu querias mesmo era criar porcos.
RÚSSIA: Tens duas vacas. Contas e vês que tens cinco. Contas de novo e vês que tens 42. Contas de novo e vês que tens 12 vacas. Paras de contar e abres outra garrafa de vodka.
SUÍÇA: Tens tem 500 vacas, mas nenhuma é tua. Tu cobras para guardar as vacas dos outros.
BRASIL: Tens duas vacas. Fazes greve porque a tua manada não cresce...
ÍNDIA: Tens duas vacas. Ai de quem tocar nelas!
PORTUGAL:
Tens duas vacas. O governo fica com uma para dar a quem não tem nenhuma e, em seguida, cria O IVVA- Imposto de Valor Vacuum Acrescentado.
Um fiscal vem e multa-te porque, embora tu tenhas pago correctamente o IVVA, o valor era pelo número de vacas presumidas e não pelo de vacas reais.
O Ministério das Finanças, por meio de dados também presumidos do teu consumo de leite, queijo, sapatos de couro, botões, presume que tenhas 200 vacas.
E para te livrares do sarilho, dás a vaca que resta ao inspector das finanças para que ele feche os olhos e dê um jeitinho. Como ficas sem vacas o governo dá-te o leite que pede emprestado aos Alemães...
SURREALISMO: Tens duas girafas. O governo pede-te que aprendas a tocar harmónica.
FACEBOOK: Tens duas vacas e partilhas fotos delas com toda a gente. Os teus amigos comentam a afimar que tens umas vacas giríssimas e partilham fotos dos porcos deles. Todos parecem felizes.
TWITTER: Tens duas vacas. As tuas vacas têm 1000 seguidores.
TUMBLR: Tens duas vacas. Queres que elas tenham uma relação. Fazes GIFs, desenhos e escreves histórias sobre como elas são queridas juntas. Gritas que adoras as tuas vacas e zangas-te com qualquer pessoa que afirme que as vacas na verdade querem é um boi.
SOCIALISMO: Tens duas vacas. O governo pega nelas e mete-as num celeiro com as vacas de toda a gente. São tratadas por ex-tratadores de galinhas. Tens que tratar das galinhas que o governo tirou aos tratadores de galinhas. O governo dá-te o leite e os ovos que a legislação diz que precisas.
FASCISMO: Tens duas vacas. O governo fica com elas, contrata-te para tratar delas e vende-te o leite.
COMUNISMO: Tens duas vacas. O governo nacionaliza as vacas e contrata 300 pessoas para tratar das duas vacas proclamando uma taxa de emprego de 100%. Divide o leite das duas vacas pelas 300 pessoas, afirma que todos têm o que precisam e mata o fulano que revelou os números reais ao resto do mundo.
DITADURA MILITAR: Tens duas vacas. O governo fica com elas e recruta-te para o exército.
DEMOCRACIA DIRECTA: Tens duas vacas. Todos decidem quem fica com o leite.
DEMOCRACIA REPRESENTATIVA: Tens duas vacas. Todos elegem alguém para decidir quem fica com o leite.
BUROCRACIA: Tens duas vacas. O governo começa por regulamentar o que lhes podes dar de comer e quando as podes ordenhar. Depois paga-te para não as ordenhares, em seguida tira-te as duas, mata uma, ordenha a outra e deita o leite pelo cano abaixo. Finalmente obriga-te a preencher papelada a pedir satisfações pelas vacas desaparecidas.
ANARQUIA: Tens duas vacas. O teu vizinho mata uma e rouba a outra.
CAPITALISMO: Tens duas vacas. Vendes uma e compras um boi. Eles multiplicam-se , e a economia cresce. Vendes a manada e aposentas-te.
CAPITALISMO SELVAGEM: Tens duas vacas. Vendes uma e forças a outra a produzir o leite de quatro vacas. Ficas surpreendido quando ela morre.
NACIONAL SOCIALISMO - Tens duas vacas. O governo mata-te e fica com elas.
JAPÃO: Tens duas vacas. Redesenha-as para que tenham um décimo do tamanho de uma vaca normal e produzam 20 vezes mais leite. Depois crias desenhinhos de vacas chamados Vaquimon que vendes por todo o mundo.
ESPANHA: Tens duas vacas. Não sabes por onde elas andam. Vais fazer a sesta.
ITÁLIA: Tens duas vacas. A máfia mata uma e cobra-te para manter a outra segura.
EUA: Tens uma vaca mas dizes a toda a gente que tens duas.
IRAQUE: Tinhas duas vacas. Os americanos mataram-nas com uma bomba, mas por engano. Mas dizem que agora és uma democracia.
REINO UNIDO: Tens duas vacas. As duas são loucas.
HOLANDA: Tens duas vacas. Elas vivem juntas, em união de facto, não gostam de bois e está tudo bem.
ALEMANHA: Tens duas vacas. Elas produzem leite regularmente, segundo padrões de quantidade e horário previamente estabelecido, de forma precisa e lucrativa. Mas o que tu querias mesmo era criar porcos.
RÚSSIA: Tens duas vacas. Contas e vês que tens cinco. Contas de novo e vês que tens 42. Contas de novo e vês que tens 12 vacas. Paras de contar e abres outra garrafa de vodka.
SUÍÇA: Tens tem 500 vacas, mas nenhuma é tua. Tu cobras para guardar as vacas dos outros.
BRASIL: Tens duas vacas. Fazes greve porque a tua manada não cresce...
ÍNDIA: Tens duas vacas. Ai de quem tocar nelas!
PORTUGAL:
Tens duas vacas. O governo fica com uma para dar a quem não tem nenhuma e, em seguida, cria O IVVA- Imposto de Valor Vacuum Acrescentado.
Um fiscal vem e multa-te porque, embora tu tenhas pago correctamente o IVVA, o valor era pelo número de vacas presumidas e não pelo de vacas reais.
O Ministério das Finanças, por meio de dados também presumidos do teu consumo de leite, queijo, sapatos de couro, botões, presume que tenhas 200 vacas.
E para te livrares do sarilho, dás a vaca que resta ao inspector das finanças para que ele feche os olhos e dê um jeitinho. Como ficas sem vacas o governo dá-te o leite que pede emprestado aos Alemães...
SURREALISMO: Tens duas girafas. O governo pede-te que aprendas a tocar harmónica.
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TUMBLR: Tens duas vacas. Queres que elas tenham uma relação. Fazes GIFs, desenhos e escreves histórias sobre como elas são queridas juntas. Gritas que adoras as tuas vacas e zangas-te com qualquer pessoa que afirme que as vacas na verdade querem é um boi.
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quinta-feira, dezembro 11, 2014
Mário Soares defendendo tudo o que é ladrão e incompetente... maravilha...
Mário Soares: «Ricardo Salgado, de quem sou amigo, está calado e muito bem»
"O antigo Presidente da República, Mário Soares, defendeu, numa curta entrevista ao jornal “i”, a posição de silêncio absoluto adoptada pelo «amigo» Ricardo Salgado em todo o caso BES, ao mesmo tempo que, abordando a situação de outro amigo, o ex-primeiro-ministro José Sócrates, revelou que este «não quer voltar à política».
«Ricardo Salgado, de quem sou amigo, está calado e muito bem», defendeu o co-fundador do PS, não deixando de imputar responsabilidades no caso BES ao Banco de Portugal: «Tem imensas culpas e a sua gestão já devia ter sido modificada», salientou, não deixando de criticar também o Governo de Passos Coelho, por ter começado «por pôr em causa um banco que se deveria ter preservado».
Já sobre o ex-primeiro-ministro José Sócrates, o antigo Presidente da República reitera a «velha» amizade que mantêm, deixando a garantia de que o ex-PM «não quer voltar à política». «Acho que não é isso que quer fazer. Mas sim o seu doutoramento», acrescentou.
Mário Soares aborda ainda, na entrevista, as recentes eleições primárias ocorridas no PS, garantindo, ele que foi um apoiante assumido do vencedor António Costa, que, apesar dos ataques duros desferidos pelos dois candidatos, «não chegou a haver feridas»." (in diario digital)
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Quando ouço dizer: Mário Soares foi um bom presidente. Além de me apetecer vomitar, lembro-me disto:
«MÁRIO SOARES
[Por António Marinho (advogado e jornalista) in «Diário do Centro», de 15 de Março de 2000]
MÁRIO SOARES E ANGOLA
A polémica em torno das acusações das autoridades angolanas segundo as quais Mário Soares e seu filho João Soares seriam dos principais beneficiários do tráfico de diamantes e de marfim levados a cabo pela UNITA de Jonas Savimbi, tem sido conduzida na base de mistificações grosseiras sobre o comportamento daquelas figuras políticas nos últimos anos.
Espanta desde logo a intervenção pública da generalidade das figuras políticas do país, que vão desde o Presidente da República até ao deputado do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, passando pelo PP de Paulo Portas e Basílio Horta, pelo PSD de Durão Barroso e por toda a sorte de fazedores de opinião, jornalistas (ligados ou não à Fundação Mário Soares), pensadores profissionais, autarcas, «comendadores» e comentadores de serviço, etc.
Tudo como se Mário Soares fosse uma virgem perdida no meio de um imenso bordel.
Sei que Mário Soares não é nenhuma virgem e que o país (apesar de tudo) não é nenhum bordel. Sei também que não gosto mesmo nada de Mário Soares e do filho João Soares, os quais se têm vindo a comportar politicamente como uma espécie de versão portuguesa da antiga dupla haitiana «Papa Doc» e «Baby Doc».
Vejamos então por que é que eu não gosto dele(s).
A primeira ideia que se agiganta sobre Mário Soares é que é um homem que não tem princípios mas sim fins.
É-lhe atribuída a célebre frase: «Em política, feio, feio, é perder».
São conhecidos também os seus zigue-zagues políticos desde antes do 25 de Abril. Tentou negociar com Marcelo Caetano uma legalização do seu (e de seus amigos) agrupamento político, num gesto que mais não significava do que uma imensa traição a toda a oposição, mormente àquela que mais se empenhava na luta contra o fascismo.
JÁ DEPOIS DO 25 DE ABRIL, ASSUMIU-SE COMO O HOMEM DOS AMERICANOS E DA CIA EM PORTUGAL E NA PRÓPRIA INTERNACIONAL SOCIALISTA. Dos mesmos americanos que acabavam de conceber, financiar e executar o golpe contra Salvador Allende no Chile e que colocara no poder Augusto Pinochet.
Mário Soares combateu o comunismo e os comunistas portugueses como nenhuma outra pessoa o fizera durante a revolução e FOI AMIGO DE NICOLAU CEAUCESCU, FIGURA QUE CHEGOU A APRESENTAR COMO MODELO A SER SEGUIDO PELOS COMUNISTAS PORTUGUESES.
Durante a revolução portuguesa andou a gritar nas ruas do país a palavra de ordem «Partido Socialista, Partido Marxista», mas mal se apanhou no poder meteu o socialismo na gaveta e nunca mais o tirou de lá. Os seus governos notabilizaram-se por três coisas: políticas abertamente de direita, a facilidade com que certos empresários ganhavam dinheiro e essa inovação da austeridade soarista (versão bloco central) que foram os salários em atraso.
INSULTO A UM JUIZ
Em Coimbra, onde veio uma vez como primeiro-ministro, foi confrontado com uma manifestação de trabalhadores com salários em atraso. Soares não gostou do que ouviu (chamaram-lhe o que Soares tem chamado aos governantes angolanos) e alguns trabalhadores foram presos por polícias zelosos. Mas, como não apresentou queixa (o tipo de crime em causa exigia a apresentação de queixa), o juiz não teve outro remédio senão libertar os detidos no próprio dia. Soares não gostou e insultou publicamente esse magistrado, o qual ainda apresentou queixa ao Conselho Superior da Magistratura contra Mário Soares, mas sua excelência não foi incomodado.
Na sequência, foi modificado o Código Penal, o que constituiu a primeira alteração de que foi alvo por exigência dos interesses pessoais de figuras políticas.
Soares é arrogante, pesporrento e malcriado. É conhecidíssima a frase que dirigiu, perante as câmaras de TV, a um agente da GNR em serviço que cumpria a missão de lhe fazer escolta enquanto presidente da República durante a Presidência aberta em Lisboa: «Ó Sr. Guarda! Desapareça!». Nunca, em Portugal, um agente da autoridade terá sido tão humilhado publicamente por um responsável político, como aquele pobre soldado da GNR.
Em minha opinião, Mário Soares nunca foi um verdadeiro democrata. Ou melhor é muito democrata se for ele a mandar. Quando não, acaba-se imediatamente a democracia. À sua volta não tem amigos, e ele sabe-o; tem pessoas que não pensam pela própria cabeça e que apenas fazem o que ele manda e quando ele manda. Só é amigo de quem lhe obedece. Quem ousar ter ideias próprias é triturado sem quaisquer contemplações. Algumas das suas mais sólidas e antigas amizades ficaram pelo caminho quando ousaram pôr em causa os seus interesses ou ambições pessoais.
Soares é um homem de ódios pessoais sem limites, os quais sempre colocou acima dos interesses políticos do partido e do próprio país.
Em 1980, não hesitou em APOIAR OBJECTIVAMENTE O GENERAL SOARES CARNEIRO CONTRA EANES, NÃO POR RAZÕES POLÍTICAS MAS DEVIDO AO ÓDIO PESSOAL QUE NUTRIA PELO GENERAL RAMALHO EANES. E como o PS não alinhou nessa aventura que iria entregar a presidência da República a um general do antigo regime, Soares, em vez de acatar a decisão maioritária do seu partido, optou por demitir-se e passou a intrigar, a conspirar e a manipular as consciências dos militantes socialistas e de toda a sorte de oportunistas, não hesitando mesmo em espezinhar amigos de sempre como Francisco Salgado Zenha.
Confesso que não sei por que é que o séquito de prosélitos do soarismo (onde, lamentavelmente, parece ter-se incluído agora o actual presidente da República (Mário Soares), apareceram agora tão indignados com as declarações de governantes angolanos e estiveram tão calados quando da publicação do livro de Rui Mateus sobre Mário Soares. NA ALTURA TODOS METERAM A CABEÇA NA AREIA, INCLUINDO O PRÓPRIO CLÃ DOS SOARES, E NEM TUGIRAM NEM MUGIRAM, APESAR DE AS ACUSAÇÕES SEREM ENTÃO BEM MAIS GRAVES DO QUE AS DE AGORA. POR QUE É QUE JORGE SAMPAIO SE CALOU CONTRA AS «CALÚNIAS» DE RUI MATEUS?».
«DINHEIRO DE MACAU»
Anos mais tarde, um senhor que fora ministro de um governo chefiado por MÁRIO SOARES, ROSADO CORREIA, vinha de Macau para Portugal com uma mala com dezenas de milhares de contos. *A proveniência do** dinheiro era tão pouco limpa que um membro do governo de Macau, ANTÓNIO **VITORINO, *foi a correr ao aeroporto tirar-lhe a mala à última hora. Parece que se tratava de dinheiro que tinha sido obtido de empresários chineses com a promessa de benefícios indevidos por parte do governo de Macau. Para quem era esse dinheiro foi coisa que nunca ficou devidamente esclarecida. O caso EMAUDIO (e o célebre fax de Macau) é um episódio que envolve destacadíssimos soaristas, amigos íntimos de Mário Soares e altos dirigentes do PS da época soarista. MENANO DO AMARAL chegou a ser responsável pelas finanças do PS e Rui Mateus foi durante anos responsável pelas relações internacionais do partido, ou seja, pela angariação de fundos no estrangeiro.
Não haveria seguramente no PS ninguém em quem Soares depositasse mais confiança. Ainda hoje subsistem muitas dúvidas (e não só as lançadas pelo livro de Rui Mateus) sobre o verdadeiro destino dos financiamentos vindos de Macau. No entanto, em tribunal, os pretensos corruptores foram processualmente separados dos alegados corrompidos, com esta peculiaridade (que não é inédita) judicial: os pretensos corruptores foram condenados, enquanto os alegados corrompidos foram absolvidos.
Aliás, no que respeita a Macau só um país sem dignidade e um povo sem brio nem vergonha é que toleravam o que se passou nos últimos anos (e nos últimos dias) de administração portuguesa daquele território, com os chineses pura e simplesmente a chamar ladrões aos portugueses. E isso não foi só dirigido a alguns colaboradores de cartazes do MASP que a dada altura enxamearam aquele território.
Esse epíteto chegou a ser dirigido aos mais altos representantes do Estado Português. Tudo por causa das fundações criadas para tirar dinheiro de Macau. Mas isso é outra história cujos verdadeiros contornos hão-de ser um dia conhecidos. Não foi só em Portugal que Mário Soares conviveu com pessoas pouco recomendáveis. Veja-se o caso de BETINO CRAXI, o líder do PS italiano, condenado a vários anos de prisão pelas autoridades judiciais do seu país, devido a graves crimes como corrupção. Soares fez questão de lhe manifestar publicamente solidariedade quando ele se refugiou na Tunísia.
Veja-se também a amizade com Filipe González, líder do Partido Socialista de Espanha que não encontrou melhor maneira para resolver o problema político do país Basco senão recorrer ao terrorismo, contratando os piores mercenários do lumpen e da extrema direita da Europa para assassinar militantes e simpatizantes da ETA.
Mário Soares utilizou o cargo de presidente da República para passear pelo estrangeiro como nunca ninguém fizera em Portugal. Ele, que tanta austeridade impôs aos trabalhadores portugueses enquanto primeiro-ministro, gastou, como Presidente da República, milhões de contos dos contribuintes portugueses em passeatas pelo mundo, com verdadeiros exércitos de amigos e prosélitos do soarismo, com destaque para jornalistas. São muitos desses «viajantes» que hoje se põem em bicos de pés a indignar-se pelas declarações dos governantes angolanos.
Enquanto Presidente da República, Soares abusou como ninguém das distinções honoríficas do Estado Português. Não há praticamente nenhum amigo que não tenha recebido uma condecoração, enquanto outros cidadãos, que tanto mereceram, não obtiveram qualquer distinção durante o seu «reinado». Um dos maiores vultos da resistência antifascista no meio universitário, e um dos mais notáveis académicos portugueses, perseguido pelo antigo regime, o Prof. Doutor Orlando de Carvalho, não foi merecedor, segundo Mário Soares, da Ordem da Liberdade. Mas alguns que até colaboraram com o antigo regime receberam as mais altas distinções. Orlando de Carvalho só veio a receber a Ordem da Liberdade depois de Soares deixar a Presidência da República, ou seja logo que Sampaio tomou posse. A razão foi só uma: Orlando de Carvalho nunca prestou vassalagem a Soares e Jorge Sampaio não fazia depender disso a atribuição de condecorações.
FUNDAÇÃO COM DINHEIROS PÚBLICOS
A pretexto de uns papéis pessoais cujo valor histórico ou cultural nunca ninguém sindicou, Soares decidiu fazer uma Fundação com o seu nome. Nada de mal se o fizesse com dinheiro seu, como seria normal. Mas não; acabou por fazê-la com dinheiros públicos. SÓ O GOVERNO, DE UMA SÓ VEZ DEU-LHE 500 MIL CONTOS E A CÂMARA DE LISBOA, PRESIDIDA PELO SEU FILHO, DEU-LHE UM PRÉDIO NO VALOR DE CENTENAS DE MILHARES DE CONTOS. Nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Alemanha ou em qualquer país em que as regras democráticas fossem minimamente respeitadas muita gente estaria, por isso, a contas com a justiça, incluindo os próprios Mário e João Soares e as respectivas carreiras políticas teriam aí terminado. Tais práticas são absolutamente inadmissíveis num país que respeitasse o dinheiro extorquido aos contribuintes pelo fisco. Se os seus documentos pessoais tinham valor histórico Mário Soares deveria entregá-los a uma instituição pública, como a Torre do Tombo ou o Centro de Documentação 25 de Abril, por exemplo. Mas para isso era preciso que Soares fosse uma pessoa com humildade democrática e verdadeiro amor pela cultura. Mas não. Não eram preocupações culturais que motivaram Soares. O que ele pretendia era outra coisa. Porque as suas ambições não têm limites ele precisava de um instrumento de pressão sobre as instituições democráticas e dos órgãos de poder e de intromissão directa na vida política do país. A Fundação Mário Soares está a transformar-se num verdadeiro cancro da democracia portuguesa.»
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