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quarta-feira, abril 15, 2015

Mário Soares, por anónimo



Este é o maior fracasso da democracia portuguesa
por anónimo
Eis parte do enigma:
Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana, para a voz da rua.
A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante uma longa carreira politica.
A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom par de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo de Paris.
A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma "brilhante" que se viu o processo de descolonização.
A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia.
A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiência governativa.
A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros.
A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os "dossiers".
A lucidez que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois de tão fantástico desempenho no cargo.
A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e vencer as eleições presidenciais.
A lucidez que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um grupo empresarial, a Emaudio, com "testas de ferro" no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas internacionais.
A lucidez que lhe permitiu utilizar a Emaudio para financiar a sua segunda
campanha presidencial.
A lucidez que lhe permitiu nomear para Governador de Macau Carlos Melancia, um dos homens da Emaudio.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume ao caso Emaudio e ao caso Aeroporto de Macau e, ao mesmo tempo, dar os primeiros passos para uma Fundação na sua fase pós-presidencial.
A lucidez que lhe permitiu ler o livro de Rui Mateus, "Contos Proibidos", que contava tudo sobre a Emaudio, e ter a sorte de esse mesmo livro, depois de esgotado, jamais voltar a ser publicado.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume as "ligações perigosas" com Angola , ligações essas que quase lhe roubaram o filho no célebre acidente de avião na Jamba (avião esse carregado de diamantes, no dizer do Ministro da Comunicação Social de Angola).
A lucidez que lhe permitiu, durante a sua passagem por Belém, visitar 57 países ("record" absoluto para a Espanha - 24 vezes - e França - 21), num total equivalente a 22 voltas ao mundo (mais de 992 mil quilómetros).
A lucidez que lhe permitiu visitar as Seychelles , esse território de grande importância estratégica para Portugal.
A lucidez que lhe permitiu, no final destas viagens, levar para a Casa-Museu João Soares uma grande parte dos valiosos presentes oferecidos oficialmente ao Presidente da República Portuguesa.
A lucidez que lhe permitiu guardar esses presentes numa caixa-forte blindada daquela Casa, em vez de os guardar no Museu da Presidência da Republica.
A lucidez que lhe permite, ainda hoje, ter 24 horas por dia de vigilância paga pelo Estado nas suas casas de Nafarros, Vau e Campo Grande.
A lucidez que lhe permitiu, abandonada a Presidência da Republica, constituir a Fundação Mário Soares. Uma fundação de Direito privado, que, vivendo à custa de subsídios do Estado, tem apenas como única função visível: ser depósito de documentos valiosos de Mário Soares. Os mesmos que, se são valiosos, deviam estar na Torre do Tombo.
A lucidez que lhe permitiu construir o edifício-sede da Fundação violando o PDM de Lisboa, segundo um relatório do IGAT, que decretou a nulidade da licença de obras.
A lucidez que lhe permitiu conseguir que o processo das velhas construções que ali existiam e que se encontrava no Arquivo Municipal fosse requisitado pelo filho e que acabasse por desaparecer convenientemente num incêndio dos Paços do Concelho.
A lucidez que lhe permitiu receber do Estado, ao longo dos últimos anos, donativos e subsídios superiores a um milhão de contos.
A lucidez que lhe permitiu receber, entre os vários subsídios, um de quinhentos mil contos, do Governo Guterres, para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifico cedido pela Câmara de Lisboa.
A lucidez que lhe permitiu receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador e Presidente.
A lucidez que lhe permitiu que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse um gabinete, a que tinha direito como ex-presidente da República, na... Fundação Mário Soares.
A lucidez que lhe permite que, ainda hoje, a Fundação Mário Soares receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria.
A lucidez que lhe permitiu fazer obras no Colégio Moderno, propriedade da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente era... João Soares (seu filho).
A lucidez que lhe permitiu silenciar, através de pressões sobre o director do "Público", José Manuel Fernandes, a investigação jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema.
A lucidez que lhe permitiu candidatar-se a Presidente do Parlamento Europeu e chamar dona de casa, durante a campanha, à vencedora Nicole Fontaine.
A lucidez que lhe permitiu considerar José Sócrates "o pior do guterrismo" e ignorar hoje em dia tal frase como se nada fosse.
A lucidez que lhe permitiu passar por cima de um amigo, Manuel Alegre, para concorrer às eleições presidenciais uma última vez.
A lucidez que lhe permitiu, então, fazer mais um frete ao Partido Socialista.
A lucidez que lhe permitiu ler os artigos "O Polvo" de Joaquim Vieira na "Grande Reportagem", baseados no livro de Rui Mateus, e assistir, logo a seguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume depois de apelar ao voto no filho, em pleno dia de eleições, nas últimas Autárquicas.
No final de uma vida de lucidez, o que resta a Mário Soares? Resta um punhado de momentos em que a lucidez vem e vai. Vem e vai. Vem e vai.
Vai... e não volta mais."

terça-feira, janeiro 13, 2015

Conta do amigo, com 20 milhões de euros, era usada exclusivamente por Sócrates

Sócrates: Dinheiro saiu da mesma conta:



"Da conta bancária do amigo Carlos Santos Silva investigada na Operação Marquês, só saiu dinheiro para as despesas de Sócrates e a compra de imóveis à sua família.



Segundo uma fonte conhecedora da investigação, Santos Silva possui outras 15 contas em diferentes bancos. Mas a do BES – para onde Santos Silva transferiu cerca de 20 milhões de euros, em 2010, que estavam no UBS da Suíça e que se suspeita serem de Sócrates – foi movimentada exclusivamente para satisfazer as entregas de dinheiro em numerário ao ex-primeiro-ministro (cerca de um milhão de euros em três anos) e comprar o apartamento em Paris e as casas da sua mãe."


sexta-feira, janeiro 02, 2015

Histórico socialista afirma que Sócrates é um aldrabão e usa técnicas de maçonaria

Relembrando as declarações do histórico socialista Henrique Neto, proferidas em 2010:

«Sempre achei que o PS entregue a um tipo como Sócrates só podia dar asneira», Sócrates «é um vendedor de automóveis» que «está no topo da pirâmide dos que dão cabo disto». «Este gajo não percebe nada disto». «Mas ele falava com aquela propriedade com que ainda hoje fala sobre aquilo que não sabe» «Este gajo é um aldrabão. É um vendedor de automóveis».«tem três qualidades, ou defeitos: autoridade, poder, ignorância. E fala mentira».«Aquilo é uma máfia que ganhou experiência na maçonaria», acusa. «Sócrates entrou por essa via, e os outros todos. Até o Procurador-geral da República», garante. «Usa técnicas de maçonaria para controlar a verdade».«Não tenho nada contra José Sócrates. Se ele se limitasse a ser um vendedor de automóveis. Mas ele é primeiro-ministro e está a dar cabo do meu país. Não é o único, mas é o mais importante de todos»

quinta-feira, dezembro 25, 2014

Mário Soares “esqueceu-se” que foi ele que recomendou a Sócrates o pedido de ajuda externa



"Infelizmente, um dos principais responsáveis da história portuguesa recente, tem revelado algum esquecimento e incoerência com o que defendeu e fez anteriormente.

Na entrevista que Mário Soares deu sobre a ajuda externa a Portugal, sugerindo que o PS rompesse o memorando de entendimento, contraria inequivocamente com a sua decisão de governar durante dois anos com apoio do FMI.
 Mário Soares foi dos primeiros, senão o primeiro a saber o que é governar em circunstâncias como as actuais - em resgate financeiro - e sabe melhor do que ninguém que reformar Portugal nos dias de hoje, não se coaduna com tacticismos partidários, porque o interesse nacional assim o exige.
 Mesmo que o PS um dia, e esperemos que não, por uma questão de responsabilidade e compromisso, descole do resgate financeiro que pediu depois de seis anos de governação, há nódoas que, aparentemente no melhor pano, nunca descolam.
 Se o Dr. Soares se esqueceu, os portugueses jamais se esquecerão: foram seis anos de má governação socialista, de tácticas ilusórias e irresponsáveis que conduziram Portugal a esta grave situação.
 Para além de estranho, é preocupante e incoerente, que seja o Primeiro Ministro que negociou a entrada de Portugal na CEE a instigar ao incumprimento perante esta e as outras instituições que apoiaram Portugal numa altura difícil.
 Após uma década de governação socialista que levou o país à bancarrota, com os aplausos de Mário Soares, a solidariedade destas instituições internacionais salvou os salários dos funcionários públicos e a solvência do país. 
Mário Soares que, como bom governante à moda socialista, tem uma grande experiência em levar o país à bancarrota e à necessidade de ajuda externa, devia deixar as tristes memórias do tempo em que governou em paz e deixar para o PSD, mais uma vez, a tarefa difícil de reerguer o país dos desvarios socialistas. Note-se a determinada passagem da entrevista tem o desplante de dizer que “nesta altura também não convinha nada ao PS ir para o Governo”, nem para o PS mas muito menos para Portugal.
De referir que Mário Soares, quando pediu ajuda externa, o PSD foi sempre solidário. Agora foi o PS que pediu ajuda, negociou o Acordo e é o PSD que o está a cumprir. António José Seguro tem aqui a oportunidade de separar o trigo do joio e demonstrar se é um Estadista ou apenas mais um líder do PS."






 

sexta-feira, dezembro 19, 2014

O enigma do Zé

Adivinha, adivinhão...

Na 2ª 4ª e 6ª é pobrezinho e só vive como vive com a ajuda dos amigos. Na 3ª 5ª e ao sábado foi a herança que recebeu que lhe permite viver como vive.

E ao domingo? Ao domingo faz exames!