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quinta-feira, abril 07, 2016

Por muito que gritemos, o progresso não pára

Estão a chegar às estradas europeias os camiões que se conduzem sozinhos

Não há como parar o progresso e a substituição dos humanos por máquinas.
O futuro tem dois caminhos: Num continuamos teimosamente a "cuspir" nos criadores de emprego e a exigir mais direitos para os humanos que trabalham, a insistir em ter um Estado Social enorme baseado nos impostos extorquidos aos que trabalham, resultando numa substituição cada vez mais rápida de quem "cospe" por máquinas que estão sempre contentes e podem trabalhar 24 horas sem exigir direitos, a população em geral empobrece, o desemprego torna-se gigantesco. Noutra entendemos que o mundo evolui, alteramos leis, damos mais liberdade ao ser humano, promovemos a criação de emprego próprio, criamos novos empregos baseados na nova realidade, e novas regras de trabalho que permitam trabalhar menos horas para haver empregos para mais pessoas, reduzimos o tamanho do Estado para ser possível às pessoas ficaram com rendimento disponível sem ter de o entregar todo às finanças e segurança social e ensinamos cada um a responsabilizar-se por si, pelo seu futuro, pelas suas poupanças.
Mas vá, continuem a acreditar que é possível vivermos todos bem continuando a seguir políticas que ficaram paradas na realidade dos anos 70 do século XX, ainda que essas tenham falhado mesmo na realidade da altura.

segunda-feira, outubro 26, 2015

Europa com radicais de esquerda e direita e os maus dos liberais

Muito destaque se dá à vitória da extrema-esquerda (não referindo a aliada extrema-direita (isso não interessa)), na Grécia. Aconteceu este ano em Janeiro e voltou a acontecer em Setembro. O que não se vê destacado na imprensa é que desde Janeiro do ano passado (2014), a Sérvia, Hungria, Bósnia-Herzegovina, Ucrânia e Polónia elegerem governos Nacionalistas, com ou sem coligação (de extrema-direita). Há, portanto 5 países com novos governos nacionalistas na Europa (contando com o grego, que os tem em coligação, 6) e ninguém o menciona. Passa-nos ao lado. Parece que não interessa. Que não significa uma mudança na mentalidade europeia. Mudança à qual devíamos estar atentos e não estamos.
Numa nota mais positiva (para quem é verdadeiramente democrata e defende a liberdade para todos (ricos, pobres, brancos, não brancos, gays, heterossexuais, etc.) é que, também desde Janeiro de 2014, Bélgica, Eslovénia, Kosovo, Suécia, Letónia, Andorra, Estónia e Suíça elegeram governos Liberais (com ou sem coligação), ou seja, há 8 países na Europa com governos Liberais, e ninguém o menciona... há um com a extrema-esquerda e falam em "mudança" (só porque a Grécia, tendencialmente de esquerda, "mudou" para a extrema-esquerda)... mas há 6 com extrema-direita, e 8 com liberalismo, e parece que não interessa nada.
Quem ler a imprensa neste país, pensa que a Europa está a virar à esquerda. Sendo que ignorar a extrema-direita, não abordar o assunto e deixar passar ao lado como se nada fosse, não resolve nada, não leva a que se perceba que existe um perigo. Mas compreendo, tal como os jornalistas acham que influenciam opiniões e fazem com que mais gente vote extrema-esquerda (que defendem) ao noticiarem a vitória Grega, e por isso o fazem, também acham que podem levar a que mais gente vote na extrema-direita (que demonizam) se falarem nas várias vitórias que a mesma tem na Europa e por isso calam... infelizmente, ou calavam ambas, porque ambas são perigosas, ou falavam de ambas pelo mesmo motivo. Mas não... Continuamos num mundo ridículo onde, ao mesmo tempo que, realisticamente, se teme o nacionalismo, se branqueia e se beatifica o regime, até à data, mais mortal do mundo - o comunista.



P.S - Já agora, por mera curiosidade, em todas as eleições parlamentares europeias desde Janeiro de 2014 só a Grécia tem muitos comunistas e extrema-esquerda, que estão inclusivamente no governo, assim como Portugal (18%), a Bélgica ficou com 4% de comunistas (elegendo, tal como referido anteriormente, um governo liberal), e os restantes países (e regiões autónomas) que tiveram eleições desde Janeiro de 2014 (um total de 19) elegeram 0% (ZERO POR CENTO) de comunistas e extrema esquerda no parlamento, e a grande maioria nem socialistas elegeram, havendo ainda uma quantidade significativa de social-democratas (que são considerados de esquerda em qualquer outro país, para além de Portugal).
No entanto, quem lê a imprensa de esquerda fica com a impressão que "o medo mudou de lado" e que "os comunistas estão em força"... não estão... o que estão é a perdê-la cada vez mais. Daí o medo.

quarta-feira, junho 03, 2015

Ajudar aqueles que foram fustigados pelo infortúnio é extremamente diferente de fazer da dependência uma forma de vida
Thomas Sowell

quinta-feira, abril 02, 2015

A era do "O ódio ao bom por ser bom" - Ayn Rand

"A pior coisa hoje em dia são os ataques à habilidade. Chamo à atmosfera actual "A Era da Inveja" e essa é a coisa mais imoral na terra: Atacar um homem não pelas suas falhas mas pelas suas virtudes. Porque termos sucesso, em qualquer área, é uma grande virtude! E as pessoas atacam quem tem sucesso pelas suas habilidade, trabalho duro, pela persistência, pela ambição. E querem que as pessoas se sintam culpadas por ter sucesso. E esse é o maior mal, de acordo com a minha filosofia - É o que eu chamo de "o ódio ao bom por ser bom"" - Ayn Rand
É fantástico que as pessoas que acham que não temos dinheiro para pagar médicos, hospitais e medicamentos sejam as mesmas que acham que temos dinheiro para pagar médicos, hospitais, medicamentos e toda a burocracia governamental para os administrar. 

Thomas Sowell

quarta-feira, março 04, 2015

Citações

Nunca entendi por que é que se considera "ganancioso" aquele que quer ficar com o dinheiro que ganhou, mas não se considera ganancioso aquele que quer tirar o dinheiro aos outros.
Thomas Sowell

segunda-feira, março 02, 2015

Como é que, sendo pobre, votas em partidos de ricos?

É uma pergunta que ouço frequentemente por defender ideias liberais.
Vou tentar responder:

Primeiro, não me considero pobre. Nem quem me faz a pergunta se deveria considerar pobre. Tenho internet, tenho comida na mesa. Tenho luz eléctrica, tenho água canalizada. Tenho um aquecedor e uma ventoinha. Tenho um carro, tenho roupa no corpo. Ok., o meu carro é velho, as refeições nem sempre são grande coisa e a roupa é comprada nos supermercados e algumas peças têm mais de 10 anos, mas tenho tudo isso que cerca de 80% das pessoas no mundo não tem. Logo, eu não sou pobre. Eu estou entre os 20% mais ricos do mundo, tal como quem agora está a ler este post está (porque se o faz é porque tem, pelo menos, a luz eléctrica e a internet - calculo que tenha tudo o resto).
Segundo, mesmo que seja pobre dentro do conceito do "rico" da pessoa que me faz a pergunta do título - rico esse que se compara com os 20% mais ricos que ele e não com os 80% mais pobres - não sou ladra, invejosa, nem rancorosa e sou, completamente, contra o roubo. Assim sendo, não creio que vote em "partidos de ricos", voto sim em partidos de gente que não defende a política de roubar ao outro para me dar a mim (e mesmo que me considerem pobre não creio que tenha direito de roubar ao outro em meu benefício).
Terceiro: pela definição de partido de ricos e partido de pobres da pessoa que me faz a pergunta, podem crer que prefiro votar em partidos que defendem a riqueza do que em partidos que defendem a pobreza. Basta olhar para o exemplo do mundo para perceber que  quanto mais se "defendem os pobres" e se "atacam os ricos" mais pobres se cria, porque não se estão a defender políticas económicas que estimulem a criação de riqueza e sim, e apenas, políticas económicas que defendem a distribuição da riqueza criada. Ora, se não se cria riqueza o que sobra para "distribuir"?

Os bons e os maus...

Sem meios-termos, zonas cinzentas ou cor...


É tão mais fácil viver num mundo onde há uns que são "maus" e outros "bons". os "bons" somos sempre nós, os "maus" são os "outros"... Nós, não cumprimos, mas somos os bons. Nós não queremos mudar nada na situação que nos leva à bancarrota e a pedir dinheiro emprestado, aos maus, claro está, mas somos os bons. Eles são maus porque nos emprestam dinheiro aproveitando a nossa angústia e o facto de sermos incompetentes e incapazes de corrigirmos a nossa situação e de termos de continuar a pedir emprestado aos maus que só emprestam, vejam lá, com garantias de que vamos pagar e até querem ter lucro com a nossa desgraçada situação, aquela que não queremos corrigir, porque somos bons. Os gregos também são bons porque também têm de pedir emprestado e não querem mudar nada. Até ameaçaram que não pagavam o que já tinham pedido e encheram a boca com um "não queremos mais dinheiro, não precisamos de mais empréstimos". Mas afinal voltaram a pedir. Mas, como são os bons, não têm de mudar nada, de provar nada, nem sequer deviam ter de pagar nada aos maus que lhes emprestaram o dinheiro. Porque os contribuintes dos maus são também eles maus e não precisam de tanto dinheiro para nada. Não precisam de escola gratuita, nem de boa educação, saúde e segurança... se têm é porque são maus. Nós, que somos bons, não conseguimos ter porque gastamos no que interessa e no que não interessa, porque temos mais protecção dos trabalhadores do que os maus e por isso produzimos menos, porque somos bons. Eles produzem muito porque são ruins e por isso têm de dar-nos as coisas a nós que somos bons. E, neste caso, ou se está com a Grécia, ou, se se alerta para o facto de a Grécia ter de cumprir, porque queremos que corrija o problema e saia da situação em que está, somos maus porque não lhe atiramos com dinheiro, nosso, dos nossos contribuintes, para cima do problema sem pedir nada em troca, apenas prejudicando os nossos contribuintes... mas isso não interessa porque eles, os nossos contribuintes, são maus.

quinta-feira, fevereiro 12, 2015

Diferenças entre esquerda e direita


Depois de ler o quadro acima, imaginemos que, num país com moeda própria e sem entrar em ditadura, os eleitores nunca mudavam o caminho e iam sempre ou pela esquerda ou pela direita.

Comecemos o cenário pela direita  (liberal)- concentrados na solução:

Inicialmente a ideia seria combater o défice existente. Assim despedia-se parte dos funcionários públicos ao mesmo tempo que se aumentavam impostos. A saúde e educação deixavam de ser gratuitas para todos, passando a ser pagas de acordo com as possibilidades. Faziam-se acordos com os privados para alguns serviços públicos. A taxa de desemprego aumentava bastante e a qualidade de vida percebida diminuía. A criminalidade aumentava. Com o baixar da despesa em ordenados, tratamentos e educação, baixavam-se inicialmente os impostos para empresas permitindo o investimento em mais empresas e mais trabalhadores. A taxa de desemprego começava a diminuir. Acabavam-se os subsídios como o RSI, mas mantinham-se as pensões por invalidez de acordo com dinheiro disponível. As reformas passavam a ser mistas: uma pequena parte era garantida pelo estado mas a maioria tinham de ser os próprios cidadãos a garantir para si. Ao fim de uns anos com mais investimento privado e mais emprego aumentava a produtividade, a riqueza no país e o défice diminuía, as infraestruturas e facilidades aumentavam. Reduziam-se os impostos. Aumentava a qualidade de vida, reduzia a criminalidade. Os empreendedores enriqueciam, havia uma forte classe média com boa qualidade de vida, poucos pobres e alguns miseráveis que viviam da caridade (e culpavam os "ricos"), ou seja de contribuições voluntárias dos membros produtivos da sociedade.

O cenário pela esquerda (socialista) - concentrados no problema:

Inicialmente a ideia era combater a pobreza. Garantia-se a todos os cidadãos um subsídio de sobrevivência e casa. Nacionaliza-se a banca e grandes empresas. O ordenado mínimo era aumentado e quem não tinha emprego ou era enfiado no Estado ou tinha um subsídio garantido. Saúde e educação era gratuitas para todos. A qualidade de vida percebida aumentava. O défice aumentava e o Estado deixava de ter dinheiro para pagar os ordenados e subsídios. Aumentavam os impostos, em especial para as empresas privadas que ainda existissem. Pediam-se empréstimos e, com o aumento da dívida, o défice ainda aumentava mais. Não se pagavam as dívidas. desvalorizava-se a moeda de modo a promover as exportações e a baixar salários sem que as pessoas percebessem. Como havia subsídios para todos muito deixavam de trabalhar porque preferiam viver mal mas sem ter trabalho. O estado não produzia o suficiente para as contas porque, com emprego garantido, ou subsídio garantido, as pessoas simplesmente não se davam ao trabalho. Os ricos, ao aperceberem-se do que ia acontecer já tinham fugido há muito. A classe média era assim a principal contribuinte em termos de impostos. As empresas, as poucas privadas que se mantivessem, eram vistas como "ladrões" e "gananciosos" e submetidas a cargas fiscais altíssimas. Assim, iam fechando e o desemprego aumentava. Mais gente ia viver de subsídios ou ter "emprego" no Estado. A moeda desvalorizava uma vez mais. Já não se conseguia sair do país porque a vida lá fora era muito cara para a bolsa nacional. Apesar das constantes desvalorizações o estado continuava a empobrecer. Já não dava para pagar subsídios a todos. A criminalidade aumentava. O resultado ao fim de uns anos era a existência de muitos miseráveis, muitos pobres, pouca classe média (e mesmo essa era baixa) e os ricos contavam-se pelos dedos das mãos pertencendo todos ao partido no poder. Culpavam-se os outros países, que tivessem seguido um regime "capitalista" pela desgraça própria e convencia-se o povo que só era miserável porque os outros eram ricos. (o país só teria salvação se entrasse numa ditadura obrigando os cidadãos a trabalhar e produzir "à lei da bala").

Não quero saber dos ricos...

Não me faz confusão a existência de ricos no mundo, faz-me confusão a existência de pobres e não me importo com quem vive melhor do que eu, importo-me com quem vive pior. Não quero a distribuição da riqueza existente, quero a produção de mais riqueza. Não quero que todos tenhamos de pagar o mesmo nível de saúde e educação, quero que quem é pobre tenha acesso gratuito a saúde e educação de qualidade e quem pode pague para a ter.


domingo, fevereiro 08, 2015

Ministra da justiça defende a liberalização das drogas leves


Está demonstrado – e para mim isso ficou muito claro com a lei seca nos EUA – que a proibição leva a que se pratiquem não só aqueles crimes [tráfico, venda], mas também outros, associados”, disse Paula Teixeira da Cruz, que deu a actividade de gangues violentos e o branqueamento de capitais como exemplo."

Aqui está algo que, há muito, defendo. Ensinem-se os cidadãos sobre os seus perigos, tal como se ensina sobre outras drogas já legalizadas (o tabaco e o álcool), e permita-se que cada qual faça a sua escolha, acabando com a criminalidade associada. Liberdade e confiança em quem deve ter a decisão sobre a sua própria vida. Gostava de ver a ministra implementar esta ideia.

sexta-feira, janeiro 30, 2015

Passos rejeita ser responsabilizado se "algum desastre" acontecer à Grécia

Passos rejeita ser responsabilizado se "algum desastre" acontecer à Grécia - JN: "O primeiro-ministro afirmou que o Governo português está disponível para "ajudar a Grécia a prosseguir um caminho que lhe permita reestabelecer os seus equilíbrios e crescer" e considerou que os gregos "merecem o melhor resultado", reiterando: "Mas não aceito que se venha dizer que, se alguma coisa não correr bem na Grécia, é porque os governos europeus ou a Comissão Europeia não aceitam as propostas do Governo grego".

"Porque, se a noção de responsabilidade for essa, então fazemos todos aquilo que queremos e aquilo que nos apetece e depois esperamos que alguém pague as nossas escolhas. Nós somos livres para escolher como queremos, e somos adultos para escolher também as consequências das responsabilidades das nossas decisões"[...] "a Grécia tem hoje mais tempo para pagar a sua dívida" do que Portugal e a Irlanda, "tem carência de pagamento de juros durante dez anos, só os vai pagar a partir de 2022" e "teve também perdão de juros".[...]"E eu respeito as decisões do povo grego, como respeitarei as decisões do Governo grego, como eu espero que na Grécia se respeite as decisões do Governo português e do povo português. Não há uma forma mais solidária nem menos solidária. É assim""




segunda-feira, janeiro 26, 2015

A culpa vai ser do liberalismo... claro

Depois da vitória do Syriza (extrema esquerda) nas eleições Gregas, vejo dois possíveis cenários: no primeiro (o que penso que vá acontecer), acabam por ceder à Europa porque falar é fácil, mas a realidade é outra. E, quando isso acontecer, a malta que agora os defende vai acusar o liberalismo. No segundo não cedem, saem do euro. Ficam sem dinheiro. Passam dificuldade. E a malta que agora os defende vai acusar o liberalismo por deixar a Grécia à sua sorte... aconteça o que acontecer, com um governo de extrema esquerda, a culpa vai ser do liberalismo (tal como o problema da Venezuela/Cuba/Coreia do norte são os Estados Unidos e o liberalismo).

quarta-feira, janeiro 21, 2015

Liberalismo e socialismo

Ouço, com maior frequência do que gostaria, a acusação que nos regimes mais liberais há muitos pobres e nem todos conseguem ter sucesso.
Ora, nunca leram em lado nenhum que o liberalismo promete uma sociedade cheia de ricos. O que lêem é que no liberalismo cada um tem a liberdade de alcançar aquilo que as suas capacidades permitem. O liberalismo não promete proteger os preguiçosos que não querem trabalhar. O liberalismo não promete que o caminho de cada um vai ser fácil. No liberalismo algumas pessoas alcançam sucesso com maior facilidade, outras com menor, outras não alcançam... e, claro, depende do que cada um de nós considere sucesso. Há pouco li alguém comentar o seguinte: "Quando vir extractos de banco com 1 milhão nas mãos de cada liberal, serei liberal"... Bom, se essa pessoa considera isso sucesso e se a sua família não trabalhou e não lhe deixou uma herança suficientemente grande para atingir a meta de "1 milhão", então temo que essa pessoa nunca será liberal. É socialista porque defende que quem já alcançou esse milhão, ou vários milhões, o distribua por si, que não o alcançou, nem tem ideias suficientemente brilhantes que "valham 1 milhão". No entanto, é um erro achar que um liberal tem de alcançar "1 milhão" por ser liberal. Só a ideia de pensar que por termos uma ideologia vivemos, automaticamente, de acordo com ela (ou com o que achamos que ela é) é errada... seria certa num regime liberal, onde cada um pode agrupar-se com pessoas com as mesmas ideias e criar grupos, por exemplo, de socialistas e comunistas a lutarem por um bem comum, porque o "Estado Liberal" tem o mínimo de impostos possível. Mas um liberal, por muito bom que seja, por muitas "ideias de 1 milhão" que tenha, em países com políticas socialistas pode não alcançar o sucesso porque não tem a liberdade de ser liberal, tem de pagar a sociedade socialista tendo a carga fiscal que todos os que vivem nesses regimes conhecem.
Também ao contrário do que tenho ouvido, o liberalismo não defende um "cada um por si" - isso é a anarquia. Não permitindo que os preguiçosos prejudiquem os trabalhadores, o liberalismo não condena à sua sorte, ou falta dela, aqueles que não têm como trabalhar embora queiram, e estabelece princípios para salvaguardar essa pequena percentagem da população.
Porém, ao contrário do liberalismo, o socialismo promete bem-estar, riqueza e felicidade para todos. Como tal, ao contrário do liberalismo, que não promete o que não pode cumprir, prometendo apenas que cada um seja livre para alcançar o que consegue (sabendo que alguns, lamentavelmente, só conseguem alcançar miséria mas não devem ser responsabilidade dos restantes), o socialismo promete aquilo que nunca poderá cumprir porque é uma utopia. Uma sociedade onde toda a gente é rica, se sente bem e é feliz é, temos de convir, uma utopia. Não existe. Continuar a defender a realidade de tal ideia é continuar a viver num mundo de contos de fada.
Se o socialismo ainda não tivesse sido tentado e aplicado (tanto por países como por pessoas em particular), compreendia-se que o sonho se mantivesse. Mas, tendo invariavelmente levado à miséria, a regimes ditatoriais e à morte de milhões, não se compreende como continuam tantos a defender a sua existência e o seu sucesso, afirmando que precisamos de, ainda, mais socialismo.

Socialismo ou liberalismo? Reflexões

Se 10% das pessoas trabalharem e produzirem, os outros 90% não quiserem trabalhar mas quiserem uma "justa" distribuição da riqueza e 100% votarem; e se houver 2 partidos - um que defende que cada qual fique com o que ganha apenas dando 10% do seu lucro para ajudar quem não pode trabalhar e outro defende que todo o lucro deve ser igualmente dividido por todos e que temos de dar muitas coisas gratuitas às pessoas todas - em quem é que pensam que 90% vai votar?

segunda-feira, janeiro 05, 2015

As empresas não pagam impostos

Acabo de ler um excelente artigo no site do Instituto
Ludwig Von Mises, Portugal, do qual deixo apenas alguns, excertos. Vão ler na totalidade porque vale a pena:

As empresas não pagam impostos. Nem um cêntimo. Não é porque não queiram, mas porque não podem. Só as pessoas podem pagar impostos.

As empresas alocam o pagamento dos impostos, como qualquer outro custo geral, entre os seus clientes, funcionários e accionistas – pessoas reais – e todos sentirão os resultados de diferentes formas. 

Discutam o que quiserem sobre que parte dos custos gerais da empresa deveriam ser imputados a quem. Mas nós, as pessoas, pagamos a porção, até ao último cêntimo.

Mas devemos reconhecer que o IRC, de facto, passa no teste político. Faz com que aqueles que realmente pagam o imposto acreditem que o fardo recai sobre outrem. Isso é sempre útil. “Os lucros das empresas estão a aumentar, logo decidi aumentar o IRC” – soa a uma frase normal da retórica de um ministro das Finanças, não soa? “Sim, sim, façam essas empresas pagar”, surgem os gritos de apoio, “façam-nas financiar o dinheiro que falta para o Serviço Nacional de Saúde”. Infelizmente, pobres incultos manifestantes, não são essas empresas a pagar, não importa quão grandes, mas será você a pagar e nenhum grau de queixume o pode evitar. 

De acordo com o National Office for Statistics aqueles no quintil inferior de rendimento pagam entre 35% e 40% do seu rendimento em impostos. Essas pessoas estão próximas ou abaixo da linha de pobreza, lamentam-se os benfeitores de ambos os partidos. No entanto, tudo o que esses grandes senhores conseguem pensar fazer é aumentar impostos, que os seres humanos no quintil inferior terão que ajudar o governo a encontrar. 

Se as pessoas pudessem ser persuadidas de que são elas, e apenas elas – não as instituições e as empresas – que pagam o sistema até ao último cêntimo, talvez surgisse alguma sensatez. Mas só talvez.

Temos falta de médicos? Estou com o sindicato. Que se pague mais.

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) defendeu hoje que a falta de médicos nas urgências hospitalares resolve-se com o recrutamento de recém-especialistas e com salários atractivos, depois de conhecidos casos, alguns fatais, de esperas de várias horas.

Sou liberal. Como liberal que sou penso que o mercado se auto-regula e a única intervenção que se deve ter nele é para evitar ilegalidades.
Há falta de médicos... ou melhor, não há. Há má distribuição de médicos. Formamos, na verdade, médicos suficientes para as nossas necessidades (fossem todos os cursos como medicina, em que não não há nem a mais, nem a menos), mas os médicos, depois de formados, não querem ficar em exclusividade na saúde pública, trabalhando igualmente em diversas clínicas (e bastantes exclusivamente em clínicas). Vejo duas soluções para isto. A primeira é: Ou se assina um contrato com os estudantes de medicina que, em troca do curso que lhes pagamos, no qual investimos, eles são obrigados à exclusividade durante X anos (e logo aí se estabelece o valor máximo e mínimo a ser-lhes pago) ou se eles quiserem praticar no privado têm de pagar o cursos do seu bolso, ou parte dele para terem redução de anos de exclusividade. A segunda é aquela que propõe o Sindicato. Se temos falta de médicos na saúde pública porque eles conseguem ganhar melhor no privado, então a oferta que se está a fazer aos médicos, a nível público, é insuficiente. Temos de oferecer-lhes mais para os atrair para a saúde pública.

Claro que, para fazermos isto, enquanto país com falta de dinheiro, teríamos igualmente de ter a liberdade de oferecer menos aos enfermeiros, aos professores, e a todos os profissionais que temos "a mais" e que conseguimos arranjar facilmente mesmo pagando menos... a tal lei da oferta e da procura, a auto-regulação... o mal é que temos regulado o mercado artificialmente. Oferecemos muito quando podemos oferecer menos, oferecemos pouco quando devíamos oferecer mais. Claro que temos também de ter mecanismos para os penalizar em caso de abusos (como me parece que tem havido), ou seja a tal regulação para evitar ilegalidades.

O politicamente correcto virá afirmar que os médicos não são mais que os professores... mas a nível de mercado, de necessidade, são... são mais difíceis de arranjar, logo têm de ter um salário muito maior...

Pagar o mesmo com menos direitos

Eis uma das coisas que critico no nosso sistema de "protecção social" socialista.

A notícia é do ano passado mas, INFELIZMENTE, mantém-se actual.

Como podemos ter as pessoas de Mirandela a pagar, durante a vida, a mesma percentagem do seu ordenado para a Segurança Social que as pessoas do Porto e de Lisboa? Como podemos ter pessoas com reformas para cima dos 1000 euros a ter os mesmos benefícios (ou falta deles) que as pessoas que têm reformas de 300 euros? Mas quando digo que a saúde e a educação não deviam ser tendencialmente gratuitas para toda a gente e sim GRATUITAS para QUEM PRECISA, tendo os outros de pagar de acordo com o que ganham, sou uma "ultra-liberal" quando não nomes piores. Porque toda a gente, com um mínimo de coração, critica que coisas destas aconteçam, mas abdicar das suas "gratuitidades" para que o dinheiro seja canalizado para quem realmente precisa, isso já nem pensar e quem o sugere é um perigoso fascista...