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terça-feira, março 26, 2019

Duas notícias no mesmo dia:

1ª -  Carga fiscal atingiu o valor mais alto desde 1995. Segundo dados preliminares do INE, a carga fiscal, subiu de 34,4% em 2017 para 35,4% em 2018, sendo esta a percentagem mais elevada desde o início da série disponibilizada pelo instituto.

2º - “Portugal conseguiu virar a página da austeridade contra todas as premonições diabólicas”, garante Mário Centeno.  “Não cortámos nas pensões nem aumentámos impostos. Conseguimos consolidar as contas públicas devolvendo orgulho e rendimento aos portugueses“


quinta-feira, março 19, 2015

Porque a austeridade continua a ser necessária

É a isto que os portugueses têm de estar atentos quando votarem nas próximas eleições.
Se alguém promete "devolver" o que foi cortado (promessa de quase todos os partidos à esquerda do PS, incluindo este), devemos questionar como é que essa devolução vai ser compensada para não voltarmos a pedir resgate.
Se alguém promete mais investimento (promessa de quase todos (ou todos) os partidos à esquerda da coligação PSD/CDS, incluindo esta), devemos verificar que "investimento" é esse, se é, ou não, necessário, se vai, ou não, trazer retorno, ou seja, se compensa e, se não compensar, não devemos calar-nos e devemos avisar que, por muito "bonito" que pareça tal investimento, vai prejudicar o país.
Devemos exigir mais cortes. Devemos ter coragem para perceber que não se pode "cortar" sem afectar a vida das pessoas e devemos arranjar mecanismos, sociais, para minimizar os problemas que os cortes trazem, sem prejudicar a economia do país. Devemos ser mais responsáveis por nós e esperar (e culpar) menos o estado.

Alguém consegue explicar?

Se mais de metade dos gregos revela que quer manter-se no euro, mesmo que isso implique mais medidas de austeridade, como é que, nem há 2 meses, mais de metade dos gregos votaram em partidos que defendem exactamente o contrário?

segunda-feira, janeiro 26, 2015

Imaginem...

Imaginem que nas legislativas este ano ganhava o Bloco de Esquerda e a terceira força era o Partido Nacional Renovador. Imaginem que o BE, para governar com maioria absoluta se coligava com o PNR. Imaginem.
Acham que ia dar um bom resultado? Todos aqueles que agora rejubilam com os novos ares "democráticos" que vêm da Grécia, imaginem, no vosso país, um governo de Extrema Esquerda e Extrema Direita e pensem nos resultados práticos disso... Felizmente penso que a maioria dos eleitores portugueses não chega a um extremo de ignorância tão grande como os Gregos e, felizmente para nós (infelizmente para os Gregos - que assim escolheram), poderemos assistir, na plateia (com um pacote de pipocas), aos resultados práticos de tal governo sem termos votado nele. Talvez assim acabe a demagogia que ainda invade muita gente (incluindo o António Costa que devia ter mais juizinho, mas...).




sexta-feira, janeiro 24, 2014

"Não houve austeridade a mais"

E é sempre bom ouvir um homem tão credível como José Gomes Ferreira a afirmar isto:

"Não houve austeridade a mais no sentido de equilibrar as contas do estado. É preciso continuar a corrigir o desacerto do Estado para evitar nova dívida. Este défice ficar abaixo do combinado com a Troika é extremamente positivo porque é sinal que foi possível ter mão no desacerto do Estado. Mas não houve um excesso (de austeridade) porque ainda é preciso continuar a fazer mais, porque nós não podemos continuar a viver com um desacerto de contas desta natureza"

Mas então não é possível?

Hoje nas notícias: PS divorcia-se de Hollande

...Ou um "a realidade é uma chatice, por que é que não podemos viver todos no mundo utópico onde o dinheiro cresce nas árvores?"

quinta-feira, janeiro 16, 2014

Socialismo na gaveta...

Nas notícias de hoje: França: Hollande mete o socialismo na gaveta

Ora vamos lá ver, Hollande, como qualquer socialista, vive da teoria. A teoria é bonita e fácil de defender... facílima de defender. Mas, obviamente,que, quando se está a gerir algo repara-se que o socialismo não funciona e leva à falência. Ninguém deseja a falência. Consegue-se governar com políticas socialistas no caso de existir dinheiro acumulado (que alguém não socialista acumulou, ou emprestado, em quantidade suficiente para "esbanjar" até vir o próximo (e ter de acumular de novo). Por isso é natural que na teoria o socialismo se grite, berre e exija, na prática mete-se na gaveta porque a realidade bate-nos de frente.

terça-feira, janeiro 14, 2014

Então mas?... e o socialismo?

Nas notícias de hoje:



ENTÃO MAS?!... "O presidente francês quer reformar o Estado e cortar na despesa para criar folga para baixar a carga fiscal sobre as empresas porque estas são “as únicas capazes de gerar empregos sustentáveis”"; "disse também que o Estado social tem de ser reformado, designadamente as pensões, para ser sustentável e poder proteger as gerações mais novas, dando como exemplos as reformas já realizadas pelos países nórdicos."

segunda-feira, janeiro 06, 2014

Olha, afinal a culpa é dos culpados... quem diria!?

E nas notícias do dia:


 Os deputados da comissão parlamentar de inquérito aos 'swaps' contratados pelas empresas públicas aprovaram hoje o relatório final que responsabiliza o anterior Governo PS e a banca."

Afinal parece que os culpados foram os fulanos que assinaram os contratos! realmente neste país está tudo ao contrário...