Estamos a formar cerca de 3000 enfermeiros por ano.
Digamos que a idade média ao terminar o curso destes enfermeiros é de 25 anos. Portugal tem empregados cerca de 64000 enfermeiros. Ou seja em cerca de 23 anos formamos gente suficiente para substituir esses 64.000. O que significa que para todos terem emprego os enfermeiros deveriam trabalhar, no máximo, até aos 50 anos e depois reformarem-se (corrijam-me se estou errada nas contas)... E ainda se admiram que haja muitos enfermeiros a emigrar?
"Explain again how sheep's bladders may be employed to prevent earthquakes."
Mostrar mensagens com a etiqueta estado social. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta estado social. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, fevereiro 16, 2015
quinta-feira, fevereiro 12, 2015
Não quero saber dos ricos...
Não me faz confusão a existência de ricos no mundo, faz-me confusão a existência de pobres e não me importo com quem vive melhor do que eu, importo-me com quem vive pior. Não quero a distribuição da riqueza existente, quero a produção de mais riqueza. Não quero que todos tenhamos de pagar o mesmo nível de saúde e educação, quero que quem é pobre tenha acesso gratuito a saúde e educação de qualidade e quem pode pague para a ter.
Etiquetas:
distribuição,
estado social,
justiça,
justiça social,
liberal,
liberalismo,
pobres,
ricos,
sou liberal
quarta-feira, fevereiro 11, 2015
Para os rancorosos dos "direitos adquiridos"
"Se te ensinarem a sentir rancor e raiva vais sentir-te como uma vítima. Vais sentir-te prejudicado e, por isso, vais sentir que te devem direitos. Em seguida sentes que alguém te deve alguma coisa e, por isso, não tens de trabalhar para obter o que te é devido e entras num péssimo caminho para lado nenhum porque há pessoas que vão jogar com o teu sentimento de que és vítima, que foste prejudicado e tens direitos e não farás nada para melhorar a tua vida."Condoleezza Rice
Etiquetas:
America,
benefícios,
Condolezza Rice,
conservatives,
direitos adquiridos,
estado social,
impostos,
Portugal,
privados,
rancor,
republicans,
subsídios,
USA
quinta-feira, janeiro 29, 2015
Estado social e sensatez
"Considero que é errado penalizar aqueles que trabalham e que fazem o que está certo, em benefício daqueles que podem trabalhar mas não o fazem"
David Cameron
(sobre os cortes no Estado Social britânico)
terça-feira, janeiro 27, 2015
Melhorar a economia para melhorar o Estado Social

"Só com uma economia forte se pode ter um Estado Social forte. Tentar ter o segundo antes de alcançar o primeiro é destruir a possibilidade de ter ambos"
David Cameron hoje em entrevista à Rádio 2 da BBC.
Etiquetas:
BBC,
conservatives,
David Cameron,
economia,
estado social,
radio 2
segunda-feira, janeiro 12, 2015
Uma sociedade sem vergonha
Ouvi uma velhinha de 87 anos afirmar que sente vergonha de uma sociedade que não tem vergonha de viver de subsídios pagos pelos outros: "Chamam progresso, mas eu acho que é exactamente o contrário, quando uma sociedade deixa de ter vergonha e se acha no direito de receber o dinheiro alheio sem trabalhar para isso".

Etiquetas:
esquerda,
estado social,
Portugal,
RSI,
socialismo,
sociedade,
subsídios,
trabalho,
trabalho social,
vergonha
segunda-feira, janeiro 05, 2015
Pagar o mesmo com menos direitos
Eis uma das coisas que critico no nosso sistema de "protecção social" socialista.
A notícia é do ano passado mas, INFELIZMENTE, mantém-se actual.
Como podemos ter as pessoas de Mirandela a pagar, durante a vida, a mesma percentagem do seu ordenado para a Segurança Social que as pessoas do Porto e de Lisboa? Como podemos ter pessoas com reformas para cima dos 1000 euros a ter os mesmos benefícios (ou falta deles) que as pessoas que têm reformas de 300 euros? Mas quando digo que a saúde e a educação não deviam ser tendencialmente gratuitas para toda a gente e sim GRATUITAS para QUEM PRECISA, tendo os outros de pagar de acordo com o que ganham, sou uma "ultra-liberal" quando não nomes piores. Porque toda a gente, com um mínimo de coração, critica que coisas destas aconteçam, mas abdicar das suas "gratuitidades" para que o dinheiro seja canalizado para quem realmente precisa, isso já nem pensar e quem o sugere é um perigoso fascista...
A notícia é do ano passado mas, INFELIZMENTE, mantém-se actual.
Como podemos ter as pessoas de Mirandela a pagar, durante a vida, a mesma percentagem do seu ordenado para a Segurança Social que as pessoas do Porto e de Lisboa? Como podemos ter pessoas com reformas para cima dos 1000 euros a ter os mesmos benefícios (ou falta deles) que as pessoas que têm reformas de 300 euros? Mas quando digo que a saúde e a educação não deviam ser tendencialmente gratuitas para toda a gente e sim GRATUITAS para QUEM PRECISA, tendo os outros de pagar de acordo com o que ganham, sou uma "ultra-liberal" quando não nomes piores. Porque toda a gente, com um mínimo de coração, critica que coisas destas aconteçam, mas abdicar das suas "gratuitidades" para que o dinheiro seja canalizado para quem realmente precisa, isso já nem pensar e quem o sugere é um perigoso fascista...
Etiquetas:
comunismo,
desigualdades,
educação,
estado social,
fascista,
gratuito,
injustiças,
liberal,
liberalismo,
Portugal,
saúde,
socialismo
sábado, dezembro 27, 2014
Conceitos de precariedade...

A propósito desta notícia:
Comércio Hipermercados: um em cada quatro trabalhadores é temporário
Precariedade?! 26% de trabalhadores COM CONTRATO temporário e acham que isso é precariedade?! os restantes pertencem aos quadros das empresas?! precariedade?! precariedade é estar anos a fio a recibo verde, sem direitos, só com deveres. A pagar mais do que todos os outros em impostos e contribuições e se ficar sem emprego ficar a chuchar no dedo porque nem a subsídio de desemprego tem direito. Isso sim é precariedade... sempre que tive contrato, mesmo que de seis meses, não me senti precária... senti-me precária quando trabalhei, para empresas, a ganhar o ordenado mínimo a recibos verdes e deixar logo mais de metade disso no Estado e no fim ficar a chuchar no dedo... isso sim é ser precário! Neste país ninguém pensa nos verdadeiros precários (e neste momento, apesar de continuar com recibos verdes sou uma "verdadeira recibos verdes" - sou-o por escolha. Sou para não me queixar do estupor do patrão, criei o meu emprego, porque queixar de quem o cria é muito fácil, criar é que não é para todos... seja como for, devíamos era andar preocupados com os "falsos" recibos verdes e não com malta que, apesar de tudo, tem contrato e alguma segurança).
Os Dois Países por Miguel Sousa Tavares
Caminhamos para um confronto civil entre dois países dentro da mesma nação: o país dos que apenas pagam os custos do Estado, na proporção dos seus rendimentos, e sem pouco ou nada esperar dele em troca, e o país dos que pagam (e, muitas vezes, não pagam) os custos, mas esperam tudo em troca. Não somos originais na existência destes dois mundos, o independente e o dependente, mas somo-lo na situação de confronto entre eles para que todos os dias caminhamos. Porque, entre uma direita liberal que odeia a própria noção de Estado e que, se pudesse, reduzia-o apenas às Forças Armadas e à política externa, e uma esquerda obtusa que acha que ainda vive no pós-guerra e no baby boom e para quem
qualquer recuo do Estado é uma afronta ideológica, há, e fatalmente terá de haver, espaço para um compromisso mútuo. E esse compromisso terá de assentar em ideias, mas também em factos. Ao contrário do que os liberais gostam de imaginar, não existem mundos perfeitos onde todos os que têm valor e se esforçam não precisam do Estado para nada: pelo contrário, o que existe, naturalmente, são condições de desigualdade estruturais — que começam no berço, continuam na escola e em casa e prolongam-se para a vida profissional. O Estado não pode, pois, demitir-se da sua função de correcção das injustiças pré-existentes e, não o conseguindo, acorrer aos que, sem ajuda e sem protecção, não têm o mínimo de condições de dignidade de vida: é para isso que pagamos impostos. Mas se o Estado não pode abandonar os que nada mais têm, também não pode, como gosta de imaginar alguma esquerda, acorrer a todos, mesmo aos que, tendo-se habituado a viver protegidos, não fazem nenhum esforço e não têm qualquer desejo de não precisar de ajuda. Não pode, porque não tem meios para tal e cada vez vai ter menos. As circunstâncias demográficas, a evolução da esperança de vida, a sofisticação crescente dos recursos médicos, a globalização da produção e dos mercados (que, convém recordar, retirou centenas de milhões de pessoas da miséria), faz com que os países do welfare state já não possam sustentar, intocado, o maravilhoso catálogo de direitos sociais que a todos era garantido, quando eu, por exemplo, entrei no mercado de trabalho. Hoje sei, todos sabemos, que a geração de reformados que agora protesta contra os cortes nas suas pensões tem muito melhores condições de reforma do que o que eu irei ter e seguramente muitíssimo melhores do que aquelas que irão ter os meus filhos — se ainda houver dinheiro para lhes pagar qualquer pensão. Nos primeiros dez anos deste século, a percentagem do PIB que Portugal gasta a pagar as pensões de reforma quase duplicou, passando de 9,5% para 18%, e a relação entre
trabalhadores activos, contribuintes do sistema, e beneficiários, que há uns vinte anos era de 3 para 1, hoje é de 1,4 para 1. Estamos perante uma progressão aritmética (as receitas do Estado) a concorrer com uma progressão geométrica (as despesas sociais do Estado). E, que eu me lembre da matemática, jamais a primeira conseguirá alcançar a segunda. Isto não são ideias, são factos, e é sobre os factos que se deve raciocinar.
Mas há uma cultura instalada de dependência do Estado que não autoriza, sequer, que se raciocine. Vem de muito longe, mas foi cimentada com o salazarismo, o gonçalvismo e o Portugal dos dinheiros europeus. Volto a dizer que subscrevo quase todas as críticas à política de combate à crise das dívidas soberanas que são feitas à troika, à UE e à Alemanha, e que conseguiram juntar a uma crise financeira dos Estados uma crise económica das nações. Mas, independentemente das razões de queixas externas que temos, nada — a não ser a demagogia dos políticos, sufragada pelo comodismo dos eleitores — nos pode dispensar de olhar para as responsabilidades próprias na tragédia que nos aconteceu e que só irá piorar, se insistirmos em meter a cabeça na areia e repetir até à náusea que a culpa é "deles" (essa entidade semiabstracta que deveria ser capaz de fazer nascer petróleo nas Berlengas e euros na defunta Casa da Moeda, onde antes nasciam escudos).Olhar para as responsabilidades próprias significa, hoje e nesta conjuntura, encontrar um compromisso para um Estado, que assegure o essencial a todos e mais do que isso apenas a uma minoria. Fazendo-o com os meios razoáveis ao seu dispor e não à custa da ruína do país. Isso passa por reformar o Estado, reduzi-lo na sua dimensão e funções? Com certeza que sim, mas antes um Estado diminuído do que um país falido. E passa por rever a Constituição? Com certeza que sim, mas antes uma Constituição revista e menos populista do que um país de desempregados e emigrados, no pleno gozo de todos os direitos constitucionais imagináveis.
Olho, por exemplo, para os mais recentes focos de contestação sócio-profissional, e constato que todos os sectores activos estão ligados ao Estado: os transportes públicos — o cancro financeiro das contas públicas e a tropa de choque da CGTP, sempre disponíveis para as greves e para a luta pela manutenção de alguns privilégios impensáveis no sector privado; os professores a mando da Fenprof, que já ninguém se incomoda sequer em saber o que os incomoda, porque tudo os incomoda; os magistrados e a PJ (que, com um carro por cada dois agentes e uma sede sumptuosa à beira da inauguração, protestam contra as "condições de trabalho"); as Forças Armadas, que acham pouco 5000 promoções num ano e num país onde há anos ninguém mais é promovido e que continuam a sua luta para nos convencer de que uma apendicite de um marinheiro não pode ser tratada no mesmo hospital que a apendicite de um artilheiro ou de um mecânico de aviões, e que acabam de fazer a escandalosa descoberta de que têm de esperar por uma consulta, como se fossem utentes do SNS. A todos eles apetece repetir a célebre frase de Vítor Gaspar: "Não há dinheiro. Qual destas três palavras é que não perceberam?".
Mas, entre os milhares de empresas que foram à falência desde que a crise começou, não há uma só empresa ou serviço público. Não há um funcionário do Estado despedido entre os mais de 600.000 portugueses desempregados. E, entre os 100.000 que se estima que terão emigrado este ano, não há um servidor do Estado que o tenha feito depois de perder o emprego. No Estado, nada se extingue, nenhum trabalhador efectivo é dispensado, não há lay-off, as horas extraordinárias são sempre pagas e as reduções salariais têm de passar pelo Tribunal Constitucional. Não sou, como acima disse, um adversário ideológico do Estado e, menos ainda, penso que os trabalhadores do Estado sejam piores do que os outros: pelo contrário, nada me provou até hoje a verdade dessa crença. Mas não há maior mentira acerca desta crise do que dizer que são os trabalhadores do Estado que têm pago o grosso da factura. E até seria natural que assim fosse, pois quem faliu e quem necessita de reduzir despesa é o Estado e não a economia. Mas quem tal diz, ignora por completo o que sejam os inúmeros dramas que sucedem "cá fora" e a ginástica que tantos fazem para sobreviver todos os dias, sem qualquer tribunal que os proteja e sem voz que chegue à imprensa. Tomara uma pequena parte que fosse dos quase quatro milhões de trabalhadores do sector privado deste país poder arriscar uma greve "por melhores condições de trabalho"! Onde isso já vai!
Ou nós controlamos o "monstro" de uma vez por todas ou ele nos arrasta a todos para o fundo. Quem diz o contrário, mente. E foi essa mentira continuada que nos trouxe até aqui.
Artigo publicado no Expresso a 9/11/2013 (http://expresso.sapo.pt/os-dois-paises=f840039
sexta-feira, dezembro 26, 2014
O Estado Social e os pobres como reféns
A função pública faz greve para exigir a manutenção dos direitos que "adquiriu" em tempos de ressaca de ditadura e de vacas gordas (com dinheiro alheio, mas gordas), tendo assim o país refém das suas exigências. Os pais, os pobres, reféns da sua vontade de ter ou não escola para os filhos. Os doentes, os pobres, reféns da sua vontade de lhes oferecer ou não cuidados de saúde. Os trabalhadores, os pobres, reféns da sua vontade de os transportar ou não. E tem-nos a todos reféns das suas vontades porque todos temos de as pagar, quer queiramos quer não. Só eles podem querer ou não. Nós "pagamos e calamos", somos obrigados a isso ou retiram-nos o que é nosso pela força.
A função pública e o Estado Social têm os pobres como reféns (os ricos têm sempre escolha). O Estado Social e quem o defende, têm como bandeira os pobres, a moral. Apontam dedos aos outros. Gritam palavras de ordem e assustam os pobres com fantasmas de fascismos, e os pobres nem se percebem que são os maiores reféns das suas vontades.
Quando querem impedir a existência de coisas como o cheque-ensino (que dá liberdade aos pobres, tal como os ricos já têm), o desejo é manter os pobres reféns das suas vontades. Como podem depois os professores fazer greve se os pobres escolherem escolas privadas para colocar os filhos? que efeito terão essas greves? Quando se opõem a uma extensão da ADSE para todos, permitindo aos pobres o acesso a clínicas privadas (tal como os ricos têm), desejam apenas manter os pobres reféns das suas vontades. Como podem depois fazer greves se os pobres tiverem outra saúde que não a pública à qual recorrer? Quando querem impedir a concessão das empresas de transportes públicos a empresas privadas, ou a privatização das mesmas, o que desejam é manter os pobres seus reféns. Que efeito teria a greve em transportes públicos se os pobres tiverem opções privadas por preço semelhante?
O Estado Social não é moralmente justo. O Estado Social com o discurso mentiroso de ajuda aos mais necessitados (mentiroso porque a saúde e educação são gratuitas para todos e não apenas para os mais necessitados), mantém os pobres reféns das suas vontades, dá benefícios a classes que enriquecem à conta desses pobres e a outras que beneficiam de gratuitidades que não precisam.
Mas os pobres continuam a cair na cantiga e a pagar a factura, dos maus serviços, ao final do mês. Eles agradecem.
Etiquetas:
estado social,
greves,
pobres,
Portugal,
reféns
quarta-feira, dezembro 24, 2014
"Que se lixe a corrupção, quero uma justiça que funcione!"
"Casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão". Já dizia o antigo ditado. Todos gritam no país, todos sentem as consequências de anos e anos a vivermos acima das nossas possibilidades. "Ah! mas eu nunca vivi acima das minhas possibilidades!"... lamento, mas viveu. Vivemos todos. Num Estado paizinho, e que aparentemente queremos que assim continue (ainda não aprendemos), o que o pai faz afecta os filhos. Dou outro exemplo mais simples de entender: se o meu vizinho pedir um grande montante emprestado e a seguir, com esse dinheiro, fizer obras em casa, comprar carro novo e contratar-me para ser sua cozinheira e, se, de repente, o vizinho deixar de ter quem lhe empreste, vai ter continuar a pagar as obras, porque já estão feitas, pode entregar o carro e eu tenho de perder o meu emprego de cozinheira porque o meu vizinho deixou de ter como me pagar e eu estava directamente dependente do que ele fazia. Tenho culpa? Posso não ter, mas teria consciência que aquilo era um emprego de mentira, dado por alguém que fingia ter um dinheiro que não tinha. Logo deveria estar preparada para essa eventualidade ou deveria ter ido trabalhar para quem tinha dinheiro a sério.
Agora não temos dinheiro e temos de ter consciência de uma série de coisas. Se mal temos para comprar o "pão", que é o essencial, como podemos continuar a exigir mais para além disso?
Quando leio coisas como a afirmada por Henrique Monteiro "o mundo é mais do que a Economia. A mera racionalidade económica, se não for compensada por aspetos como caridade/solidariedade; amizade/companheirismo/amor; coesão/camaradagem/vizinhança entre muitas outras categorias não económicas (ocorre-me também a boa educação), é inútil." penso, quanto à boa educação, à amizade, companheirismo, amor, nada contra, também porque nada se paga por isso, mas será possível praticarmos a caridade se dela estivermos a necessitar? E a amizade mata a fome?... Estas palavras de Henrique Monteiro e são uma resposta por Camilo Lourenço ter afirmado que os cursos de história não têm utilidade para a economia. Eu concordo com Camilo Lourenço: Como podemos pagar cursos para pessoas ficarem desempregadas quando não temos "pão"? A educação é um investimento que o país faz, já nem referindo que só pode investir quem tem dinheiro para isso, pergunto: que investimento está a representar a maioria dos cursos de humanidades actualmente pagos? estamos a investir em quê? desemprego? Se é para pagar que seja para algo que nos faça ter o tal pão que agora falta.
Já sei que se vão levantar contra mim, contra a minha insensibilidade porque as humanidades são importantes. Nem eu disse que não eram, apenas que, neste momento, não precisamos de mais licenciados nessa área, e neste momento devíamos aprender a restringir-nos ao essencial. Se queremos tirar cursos que têm como fim o desemprego, devemos pagá-los do nosso bolso.
Todos concordamos que o maior problema do país é a corrupção, o clientelismo e, no entanto, o mote da manifestação é "que se lixe a troika, quero a minha vida de volta" e não "Que se lixe a corrupção, quero uma justiça que funcione!". Era isto que se devia estar a exigir e no entanto o que vemos são palavras de ordem contra o governo e pedidos para que quem nos empresta o dinheiro para contratarmos a "cozinheira" deixe de meter-se na nossa vida.
Cantar a grândola não mata a fome. Fazer manifestações não resolve os problemas do país. Se o país gasta mais do que o que ganha, ou passa a ganhar mais, e aí temos de ir trabalhar e não manifestar, ou passa a gastar menos e aí vai ter de despedir a "cozinheira" que contratou com dinheiro que não era dele. Somos um povo que não sabe exigir o que, realmente, é essencial.
(texto publicado em Março de 2013 no facebook)
Etiquetas:
clientelismo,
Corrupção,
estado social,
grândola,
justiça,
liberalismo,
paizinho,
Portugal,
socialismo,
troika
terça-feira, dezembro 23, 2014
Comissão Europeia ataca aumento do salário mínimo em Portugal
A malta "politicamente correcta" e que gosta de chamar a si os pobrezinhos e usar palavreado como "justiça social", chamará "faxistas" ao pessoal da CE... Quem saiba fazer contas, quem saiba como funciona um negócio, entende a verdade do que está a ser dito.
É um facto que os salários em Portugal são baixos, mas também é um facto que são mais elevados do que a produção... Ora não se pode pagar sem produzir (a não ser recorrendo a crédito que leva onde já chegámos). É óbvio que os mais vulneráveis (aqueles cujo trabalho não vale os 505 euros) não vão arranjar trabalho. É óbvio que vão haver empresas em dificuldades para suportar os aumentos e, provavelmente, muitas irão dispensar funcionários para poderem continuar em funcionamento... Mas é claro que todos nós gostávamos de pensar que era possível que o ordenado mínimo fosse 505 euros sem problemas... e, já agora, por que não 5000 euros de ordenado mínimo? O que impede que isso aconteça? (talvez o mesmo que prejudica a economia aos 505).
Mas, como mencionei anteriormente. Fácil fácil é ser de esquerda porque é só dizer: "fascistas! no Luxemburgo pagam mais que isso e ninguém diz nada, hipócritas!"; ou "Fascistas! eles é que haviam de viver com 505 euros para verem se é muito"; ou então revoltarem-se contra autores de textos como o meu dizendo: "falas de barriga cheia, sua fascista de merda"...
Fácil, fácil manter o discurso de esquerda porque é impossível para alguém desmentir que um ordenado de 505 euros é uma miséria, porque é... entender que mesmo essa miséria é difícil de pagar, vai prejudicar os mais vulneráveis, vai traduzir-se num aumento de desemprego, com a economia actual é que é mais complicado de entender e aceitar.
Etiquetas:
CE,
comunismo,
economia,
esquerda,
estado social,
fascismo,
fascistas,
hipócritas,
nacional,
ordenado mínimo,
pobres,
Portugal,
ricos,
salário mínimo,
socialismo,
União Europeia
"Tadinhos dos Pobrezinhos"
Discursos de Esquerda no Facebook
É tão fácil ser de esquerda, caramba! tão fácil!...
Metem-se umas fotos dos Sem Abrigo em Lisboa (ou num qualquer túnel de Madrid) e afirma-se "ah 'tadinhos dos pobrezinhos, ninguém pensa nos pobrezinhos". Falam muito dos pobrezinhos, e gritam contra os "capitalistas", sentadinhos em frente ao seu computador HP, com ligação à internet, na rede social do capitalista Mark Zuckerberg.
Resolver o problema económico do país que permitiria a LONGO PRAZO acabar com os pobrezinhos, está quieto porque isso implica que AGORA seremos mais pobres, porque isso implica sofrermos no nosso bolso e como não queremos sofrer no nosso bolso, que se lixem os pobrezinhos, atiram-se umas bocas sobre os pobrezinhos e os sem abrigo porque a esquerda é a dona da moral e a direita só fala de problemas económicos e, como tal, não pensa nos pobrezinhos... A esquerda é que quer resolver o problema dos pobrezinhos...
Tão fácil... tão, tão fácil...
Se alguém tiver o descaramento de responder e apontar factos, mandam-se umas bocas que metam as palavras "submarinos","ladrões", "capitalistas", "corruptos", "o Passos é um mentiroso" e pronto, ficam os outros sem argumentos porque a esquerda parte do princípio que a direita não quer resolver os problemas da corrupção, sejam de esquerda ou da direita (aliás ficam danados se alguém afirmar que sim, que se investiguem os submarinos)... enquanto isso vão tentando esconder toda e qualquer corrupção de esquerda e desculpar o santo senhor Sócrates...
(eu bem digo que já não tenho pachorra para a estupidez que leio no facebook)...
Etiquetas:
comunismo,
esquerda,
esquerda caviar,
estado,
estado social,
facebook,
já não tenho pachorra,
mark zuckerberg,
pachorra,
Portugal,
social,
socialismo
terça-feira, março 25, 2014
Alerta vermelho na natalidade
Nas notícias de hoje:
Portugal está em "alerta super vermelho" na natalidade
Quem é que quer fazer um cidadão nascer aqui? A sério?! Para quê? Para 20 e tal anos depois de nascer estar a pagar mais de 50% em impostos (caso tenha a sorte de ter emprego), para sustentar este Estado gigantesco?!
Não é de "políticas amigas da natalidade" que precisamos. O que precisamos é de "políticas amigas da vida". O que precisamos é de reformar o Estado e torná-lo mais "amigo do cidadão", caso contrário quem puder vai evitar condenar os filhos a morar aqui.
Portugal está em "alerta super vermelho" na natalidade
Quem é que quer fazer um cidadão nascer aqui? A sério?! Para quê? Para 20 e tal anos depois de nascer estar a pagar mais de 50% em impostos (caso tenha a sorte de ter emprego), para sustentar este Estado gigantesco?!
Não é de "políticas amigas da natalidade" que precisamos. O que precisamos é de "políticas amigas da vida". O que precisamos é de reformar o Estado e torná-lo mais "amigo do cidadão", caso contrário quem puder vai evitar condenar os filhos a morar aqui.
Etiquetas:
estado gigantesco,
estado social,
Natalidade,
Portugal
quarta-feira, março 19, 2014
quinta-feira, março 13, 2014
Lei obriga funcionários públicos a trabalhar...
Nas notícias de hoje:Órgãos da administração pública passam a ter prazos apertados para dar respostas aos cidadãos. Governo avança com código de conduta.
Portanto temos de ter uma lei que obrigue a função pública a fazer serviço público, caso contrário ignoram os cidadãos que deveriam servir.
quinta-feira, fevereiro 27, 2014
A esquerda, em todo o lado em defesa do povo e dos desfavorecidos
Etiquetas:
brasil,
comunismo,
comunistas,
Corrupção,
defesa dos pobres,
esquerda,
estado social,
fraude,
lula,
partido trabalhista,
PT,
socialismo
quarta-feira, janeiro 29, 2014
Países com cabecinha... e os outros

Há países assim... países que mudam as regras das reformas a tempo, países que mudam o Estado Social a tempo e países que não constroem estádios quando existe o risco de isso ser um encargo para os contribuintes sem o retorno suficiente. E depois há os outros, os que fazem tudo ao contrário, pedem emprestado e ficam muito admirados quando já ninguém quer emprestar e têm de fazer sacrifícios.
Etiquetas:
contribuintes,
dinheiro,
dinheiro público,
estádios,
estado social,
jogos,
olímpicos,
Suécia
quinta-feira, janeiro 16, 2014
Socialismo na gaveta...
Nas notícias de hoje: França: Hollande mete o socialismo na gaveta
Ora vamos lá ver, Hollande, como qualquer socialista, vive da teoria. A teoria é bonita e fácil de defender... facílima de defender. Mas, obviamente,que, quando se está a gerir algo repara-se que o socialismo não funciona e leva à falência. Ninguém deseja a falência. Consegue-se governar com políticas socialistas no caso de existir dinheiro acumulado (que alguém não socialista acumulou, ou emprestado, em quantidade suficiente para "esbanjar" até vir o próximo (e ter de acumular de novo). Por isso é natural que na teoria o socialismo se grite, berre e exija, na prática mete-se na gaveta porque a realidade bate-nos de frente.
Ora vamos lá ver, Hollande, como qualquer socialista, vive da teoria. A teoria é bonita e fácil de defender... facílima de defender. Mas, obviamente,que, quando se está a gerir algo repara-se que o socialismo não funciona e leva à falência. Ninguém deseja a falência. Consegue-se governar com políticas socialistas no caso de existir dinheiro acumulado (que alguém não socialista acumulou, ou emprestado, em quantidade suficiente para "esbanjar" até vir o próximo (e ter de acumular de novo). Por isso é natural que na teoria o socialismo se grite, berre e exija, na prática mete-se na gaveta porque a realidade bate-nos de frente.

terça-feira, janeiro 14, 2014
Então mas?... e o socialismo?
Nas notícias de hoje:
ENTÃO MAS?!... "O presidente francês quer reformar o Estado e cortar na despesa para criar folga para baixar a carga fiscal sobre as empresas porque estas são “as únicas capazes de gerar empregos sustentáveis”"; "disse também que o Estado social tem de ser reformado, designadamente as pensões, para ser sustentável e poder proteger as gerações mais novas, dando como exemplos as reformas já realizadas pelos países nórdicos."
ENTÃO MAS?!... "O presidente francês quer reformar o Estado e cortar na despesa para criar folga para baixar a carga fiscal sobre as empresas porque estas são “as únicas capazes de gerar empregos sustentáveis”"; "disse também que o Estado social tem de ser reformado, designadamente as pensões, para ser sustentável e poder proteger as gerações mais novas, dando como exemplos as reformas já realizadas pelos países nórdicos."

Subscrever:
Mensagens (Atom)









