Mostrar mensagens com a etiqueta socialismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta socialismo. Mostrar todas as mensagens

domingo, novembro 17, 2019

Socialismo

1 - Promete-se que o dinheiro existente no país será partilhado de igual forma por todos, sendo os ricos quem mais irá "contribuir" para termos uma óptima saúde, educação e serviços públicos.

2 - Afinal o dinheiro dos ricos só não chega e, como tal, aumenta-se ainda mais os impostos aos ricos e também à classe média.

3 - Os ricos evitam investir no país, pois o investimento feito não é para si, e vão investir em países de economia liberal.

4 - Aumentam ainda mais os impostos à classe média, e a classe média/baixa também tem de contribuir com mais.

5 - Culpam-se os países de economia liberal por roubarem o investimento dos países socialistas. Culpam-se os ricos gananciosos por irem embora.

6 - Os serviços públicos começam a mostrar sinais de fraqueza. As cantinas das escolas oferecem más refeições, a saúde pública falha, a segurança pública também falha.

7 - Aumentam-se os impostos directos, como na comida e, especialmente, nos combustíveis com a desculpa do combate às alterações climática.

8 - Mais pessoas deixam os seus carros em casa, ou vendem-nos e optam pelos transportes públicos, por incapacidade de pagar o preço dos combustíveis.

9 - Os transportes públicos passam a ter demasiada gente, a sofrer atrasos, a avariar mais e a evidenciar claros problemas.

10 - Culpa-se as pessoas que decidiram todas optar por transportes públicos.
11 - Para colmatar os problemas nos serviços públicos aumenta-se ainda mais os impostos directos, e taxam-se as actividades que ainda conseguem criar valor, como o arrendamento, o turismo, e o investimento.

12 - As pessoas vendem as suas acções, deixam de arrendar, vendem as casas, emigram.

13 - Com o país cada vez pior, aumenta-se ainda mais os impostos e culpam-se os gananciosos capitalistas pela desgraça em que se caiu.

14-... (em desenvolvimento)


quinta-feira, março 21, 2019

Uma bela famiglia


Quando vi este esquema, só me veio à memória aqueles quadros com fiozinhos a ligar as diferentes fotos, que estão sempre nas esquadras de polícia ou no FBI, em filmes onde essas entidades combatem uma qualquer organização criminosa! Vá-se lá entender...

terça-feira, abril 19, 2016

Bruxelas pede mil milhões de austeridade. Governo recusa

Depois desta recusa o resultado vai ser o seguinte: Os juros vão subir (porque ninguém vai querer emprestar a quem não dá garantias de pagamento), com isso a percentagem de dívida vai aumentar muito mais, o que leva a que o défice aumente, o que leva a que seja necessário mais dinheiro, o que leva a que se tenha de pedir mais emprestado porque não se quer "fazer austeridade", o que leva a que aumentem os juros, o que leva a que a percentagem de dívida volte a aumentar, o que leva a que o défice volte a aumentar, o que leva a que seja necessário mais dinheiro, o que leva a que seja necessário pedir emprestado (idem, idem, " "), o que , depois de mais uns passos iguais ao anterior, leva a que não se consiga empréstimos, o que leva a aumento de impostos, o que leva aumento de desemprego, o que leva a falências, o que leva a que o défice aumente, o que leva a que se precise de mais dinheiro, o que leva a intervenção das "Instituições anteriormente denominadas de Troika", o que leva a que o governo peça demissão, o que leva a novas eleições com o governo actual a culpar o neo-liberalismo, os mercados e o capital pela situação onde estamos metido, o que leva a uma austeridade muito maior do que aquela que teríamos de sofrer agora caso eles não recusassem o que tem de ser feito. O que leva a 4 anos de povo a gritar e berrar que o governo sob intervenção e a dizer que a culpa é deles, o que leva vermos a lata da esquerda a acusar o neoliberalismo pelos problemas que eles trouxeram, o que leva a que quem tiver juízo emigre e desista deste buraco onde moramos.

quinta-feira, abril 07, 2016

Por muito que gritemos, o progresso não pára

Estão a chegar às estradas europeias os camiões que se conduzem sozinhos

Não há como parar o progresso e a substituição dos humanos por máquinas.
O futuro tem dois caminhos: Num continuamos teimosamente a "cuspir" nos criadores de emprego e a exigir mais direitos para os humanos que trabalham, a insistir em ter um Estado Social enorme baseado nos impostos extorquidos aos que trabalham, resultando numa substituição cada vez mais rápida de quem "cospe" por máquinas que estão sempre contentes e podem trabalhar 24 horas sem exigir direitos, a população em geral empobrece, o desemprego torna-se gigantesco. Noutra entendemos que o mundo evolui, alteramos leis, damos mais liberdade ao ser humano, promovemos a criação de emprego próprio, criamos novos empregos baseados na nova realidade, e novas regras de trabalho que permitam trabalhar menos horas para haver empregos para mais pessoas, reduzimos o tamanho do Estado para ser possível às pessoas ficaram com rendimento disponível sem ter de o entregar todo às finanças e segurança social e ensinamos cada um a responsabilizar-se por si, pelo seu futuro, pelas suas poupanças.
Mas vá, continuem a acreditar que é possível vivermos todos bem continuando a seguir políticas que ficaram paradas na realidade dos anos 70 do século XX, ainda que essas tenham falhado mesmo na realidade da altura.

terça-feira, junho 09, 2015

Se for assaltado atire com o quadro à cabeça do ladrão...


Para compreenderem mais ou menos quanto esta gente pede: O governo investe cerca de 4% do PIB para a educação. Para todos os níveis de ensino, para tudo o que aprendemos e ensinamos, desde os 4 até sair da universidade, o governo faz um esforço de investimento de 4% do PIB. Para a saúde são cerca de 9,5% do PIB. Para as FORÇAS ARMADAS (onde nos queixamos que há muito gasto), o governo investe cerca de 1% do PIB (o mesmo que pedem os artistas). Ou seja, os artistas  que fazem aqueles teatrinho que quase ninguém quer ver, pintam aqueles quadros que quase ninguém entende e muito menos quer pagar, fazem aquelas esculturas e "instalações" que quase ninguém gosta e muito menos quer pagar, querem que o Estado invista o mesmo com eles que investe na nossa segurança. Que se lixe a saúde, a segurança e a educação... quando estivermos doentes, com fome ou a ser assaltados, olhamos para um quadro daqueles que não se percebe nada, pago com o nosso dinheiro, e ficamos logo bem... é isso?

quarta-feira, junho 03, 2015

Ajudar aqueles que foram fustigados pelo infortúnio é extremamente diferente de fazer da dependência uma forma de vida
Thomas Sowell

sábado, maio 02, 2015

Venezuela sempre a subir!


Depois de uma taxa de inflação de 68,5% o "democrata" Maduro anuncia, no dia 1 de Maio, à semelhança de anos anteriores, um aumento de 30% no ordenado dos funcionários públicos do país (no fundo "só" perderam 38.5% do ordenado que tinham anteriormente) e salário mínimo que agora passa a ser a exorbitante quantia de 87 euros mensais. Não admira pois que o Camarada Soares continue a elogiar o socialismo venezuelano, pois nos anos 80 fez o mesmo por cá enquanto as pessoas batiam palmas ao aumento sem perceber por que razão, com ordenados mais altos, não conseguiam comprar o mesmo que compravam antes...

Os produtos, por sua vez, tiveram aumentos que vão dos 60% aos 100%. Para terem alguns exemplos, um quilo de cenouras na Venezuela custa cerca de 17 euros, um cabo de vassoura custa 20 euros, um caixa de 36 lápis de cor é mais caro que um ordenado mínimo, fica por 120 euros, uma toalha de banho cerca de 140 euros, e uma barbie são 2 ordenados mínimos... viva o socialismo que com este aumento de 30% no ordenado dá uma estalada no "imperialismo americano" onde qualquer marmanjo tem dinheiro para uma barbie e um quilo de cenouras.


sexta-feira, maio 01, 2015

António Costa manda SMS por estar ofendidinho...

Um cronista escreve um artigo. O que, para um cronista, é uma crónica de opinião. Ora, a opinião é mesmo só isso: uma opinião. É isso que se faz também em blogues, como este.
As opiniões podem até ser encaradas como informativas, mas a sua principal função é fazer pensar. Quem as lê pode considerá-las ridículas, verdadeiras, fraquinhas e sem fundamento, ou fantásticas. Normalmente quando se acha que as crónicas não têm fundamento, pura e simplesmente, ignora-se a crónica e, com o tempo, deixa de ler-se o autor com quem não concordamos, que não nos faz pensar, que, basicamente, não tem importância para nós.
A não ser que sejamos o António Costa para quem uma crónica, uma opinião, pode ser motivo para se processar alguém e é motivo para se enviar um SMS ao cronista onde se pode ler, assim como que a modos de ameaça, as seguintes palavras (entre outras):

Quem se julga para se arrogar a legitimidade de julgar o carácter de quem nem conhece? Como não vale a pena processá-lo, envio-lhe este SMS para que não tenha a ilusão que lhe admito julgamentos de carácter, nem tenha dúvidas sobre o que penso a seu respeito. António Costa

A crónica em questão é esta que é apenas uma opinião sobre as propostas económicas do PS (nem sequer são sobre António Costa em particular). E podem ler o SMS por inteiro nesta notícia.

E, depois deste episódio, pergunto: é este "censor" que queremos ter como Primeiro-Ministro?

terça-feira, abril 28, 2015

Compravam a t-shirt barata se soubessem como é feita? (vídeo)

Marx dizia "Há apenas uma maneira de matar o capitalismo: com impostos, impostos e mais impostos". Não sou a favor de matar o capitalismo, muito menos sou a favor de impostos, sou mais a favor de matar o comunismo (onde as pessoas são forçadas a trabalhar por nada) e onde há muitos impostos. Mas sou a favor de vencer o capitalismo selvagem e a única forma de o fazer não é por impostos, de que o socialismo tanta gosta, e sim pela nossa consciencialização. Não concordam com a metodologia empregue por determinada empresa? Acham que determinada empresa explora os trabalhadores? Têm bom remédio: Não comprem, não comprem, não comprem!!! Num mundo onde o mercado é livre, com muita escolha, ninguém é obrigado a comprar nas empresas que exploram, que pagam mal, que têm má qualidade. Todos podemos optar pelo melhor, pelo que respeita o trabalhador, pelo que oferece qualidade de vida. Claro que têm de ter consciência que, isso sim, implica partilharem porque têm de pagar mais por um produto que, pelas mãos do "explorador" sai 3 ou 4 vezes mais barato. A escolha é sempre vossa. Quando dizem mal do capitalismo referem-se ao selvagem. Não tentem acabar com aquele capitalismo que oferece escolhas, que não cria campos de trabalho forçados (como acontece no socialismo), que oferece qualidade de vida e respeita trabalhador e consumidor. Acabem, não consumindo os seus produtos, com o capitalismo selvagem. Está sempre nas vossas mãos e nem precisam de votar em ninguém...

sábado, abril 25, 2015

Médicos fogem ao SNS... Pois pudera...

Noticias ao Minuto - Há cada vez mais médicos a deixar o SNS:


Já o disse diversas vezes, em diversos meios. Todos os profissionais devem ter força de negociação com o patrão e o patrão não deve ter mais poder legal que o funcionário, nem o funcionário deve ter mais poder legal que o patrão.
Infelizmente em Portugal os funcionários públicos têm mais poder que o patrão - o Estado (todos nós), consequências da constituição socialista, e isso leva a desequilíbrios e a falsas importâncias.
Quando temos motoristas, maquinistas, revisores, professores, hospedeiras, administrativos e tantos outros a fazerem greve porque querem que o patrão estado lhes ofereça melhores condições (condições essas que, nas suas profissões, não encontram no privado); temos um estado refém dessas vontades por estar impedido de substituir um funcionário descontente por um que aceite as condições que o outro rejeita (não falo em eliminar postos de trabalho e sim em substituir um por outro), ficamos também com um estado sem margem de manobra para negociar melhores condições para aqueles profissionais que podem, simplesmente, bater a porta e ir embora. Profissionais, de facto, difíceis de substituir, de facto valiosos, e que encontram melhores condições noutros lados  (seja no privado, seja no estrangeiro), como os médicos... Perde a saúde pública, essa área fundamental, e, consequentemente, perdem (e pagam) todos os portugueses.

25 de Abril, Sempre!?

O país está com uma crise profunda (financeira, mas, acima de tudo, de valores) temos de entender que milagres não existem e depende do esforço de todos sair dela... Por vezes penso que os portugueses em geral só querem direitos sem terem deveres. Querem salário sem trabalho e, se um patrão (seja ele o estado ou um particular) os obriga a trabalhar aquelas horas para receber aquele dinheiro, dizem-se explorados. Falta consciência global e sentido de realidade aos portugueses... é neste ponto que culpo a esquerda que temos (que é a do discurso do 25 de Abril), aquela que deu "a terra a quem a trabalha" e que levou herdades à falência porque quem trabalha, tem mesmo de trabalhar... Enquanto não entendermos que existem fortunas dignas, que existem ricos que criam trabalho e geram riqueza para todo o país e que não são o inimigo, enquanto não conseguirmos distinguir os honestos (sejam ricos ou pobres) dos desonestos (sejam ricos ou pobres) e andarmos a juntar tudo no mesmo saco, não vamos a lado nenhum. Há muitos portugueses extremistas (não tanto nos partidos em que votam, mas no discurso que têm). Para quem é tudo ou nada. Ter direitos mas não sem ter de ter obrigações. "Ele" se é rico é porque roubou para ser e não porque trabalhou (ou alguém da sua família o fez) para ele o ser. "Ele" se é pobre é porque é explorado e não porque não quer trabalhar. Somos uma sociedade cheia de preconceitos... as pessoas são pessoas. Os países são países e precisam de todas as pessoas para sobreviver. Empreendedores para criar mais riqueza e postos de trabalho e outros empreendedores para trabalhar e tentar melhorar a sua vida e a vida das gerações futuras da sua família.
Temos de deixar de viver em sonhos irreais trazidos pelo 25 de Abril que nos transmitia a ideia que não era preciso trabalhar para ter. É! É preciso trabalhar. Temos todos de trabalhar para ter, e temos de trabalhar muito! Não podemos continuar neste roubo permanente, nesta inveja sofrida de querer o que pensamos que o outro tem, de achar que o que o outro tem lhe caiu de graça do céu e de querer roubar toda a gente porque os consideramos desmerecedores do que conseguiram e porque nos consideramos no direito de ter, sem nos esforçarmos para tal.
Portugal é hoje o país do desleixo e dos desleixados. Deixámos de conseguir “desenrascar” para passar a, simplesmente, exigir. Não foram só os políticos sozinhos que destruíram o país, fomos todos nós. Nós que votamos naqueles que desbaratam a riqueza do país para obedecerem aos nossos caprichos de votantes. Nós que não queremos acreditar em quem nos diz a verdade e preferimos votar naqueles que nos mentem. Nós que continuamos a apontar o dedo a tudo e a todos sem perceber que no nosso dedo, na nossa mão, está o poder democrático de punir os culpados por, simplesmente, não votar neles. Nós que continuamos a gritar “25 de Abril, Sempre!”, sem percebermos que o país tem de evoluir, tem de sair da festa, tem de libertar-se muito mais do que faz com um simples “slogan” e um cravo na mão.
Paremos de gritar, paremos de apontar o dedo... é tempo de reflectir e de percebermos o que, cada um de nós, pode fazer para mudar isto.


sexta-feira, abril 17, 2015

Costa acha que as mulheres são incapazes

Costa defende a cota de mulheres em empresas porque também deve achar que as mulheres são umas coitadinhas, inferiores, que têm de ser ajudadas porque não têm capacidade de chegar lá pelo mérito. Por mim não, obrigada! Prefiro vencer pelo que valho, ou perder porque não valho, do que ser imposta a uma empresa que tem de preencher uma quota obrigatória com esse ser inferior e incompetente que é a mulher.

quarta-feira, abril 15, 2015

Mário Soares, por anónimo



Este é o maior fracasso da democracia portuguesa
por anónimo
Eis parte do enigma:
Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana, para a voz da rua.
A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante uma longa carreira politica.
A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom par de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo de Paris.
A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma "brilhante" que se viu o processo de descolonização.
A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia.
A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiência governativa.
A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros.
A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os "dossiers".
A lucidez que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois de tão fantástico desempenho no cargo.
A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e vencer as eleições presidenciais.
A lucidez que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um grupo empresarial, a Emaudio, com "testas de ferro" no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas internacionais.
A lucidez que lhe permitiu utilizar a Emaudio para financiar a sua segunda
campanha presidencial.
A lucidez que lhe permitiu nomear para Governador de Macau Carlos Melancia, um dos homens da Emaudio.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume ao caso Emaudio e ao caso Aeroporto de Macau e, ao mesmo tempo, dar os primeiros passos para uma Fundação na sua fase pós-presidencial.
A lucidez que lhe permitiu ler o livro de Rui Mateus, "Contos Proibidos", que contava tudo sobre a Emaudio, e ter a sorte de esse mesmo livro, depois de esgotado, jamais voltar a ser publicado.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume as "ligações perigosas" com Angola , ligações essas que quase lhe roubaram o filho no célebre acidente de avião na Jamba (avião esse carregado de diamantes, no dizer do Ministro da Comunicação Social de Angola).
A lucidez que lhe permitiu, durante a sua passagem por Belém, visitar 57 países ("record" absoluto para a Espanha - 24 vezes - e França - 21), num total equivalente a 22 voltas ao mundo (mais de 992 mil quilómetros).
A lucidez que lhe permitiu visitar as Seychelles , esse território de grande importância estratégica para Portugal.
A lucidez que lhe permitiu, no final destas viagens, levar para a Casa-Museu João Soares uma grande parte dos valiosos presentes oferecidos oficialmente ao Presidente da República Portuguesa.
A lucidez que lhe permitiu guardar esses presentes numa caixa-forte blindada daquela Casa, em vez de os guardar no Museu da Presidência da Republica.
A lucidez que lhe permite, ainda hoje, ter 24 horas por dia de vigilância paga pelo Estado nas suas casas de Nafarros, Vau e Campo Grande.
A lucidez que lhe permitiu, abandonada a Presidência da Republica, constituir a Fundação Mário Soares. Uma fundação de Direito privado, que, vivendo à custa de subsídios do Estado, tem apenas como única função visível: ser depósito de documentos valiosos de Mário Soares. Os mesmos que, se são valiosos, deviam estar na Torre do Tombo.
A lucidez que lhe permitiu construir o edifício-sede da Fundação violando o PDM de Lisboa, segundo um relatório do IGAT, que decretou a nulidade da licença de obras.
A lucidez que lhe permitiu conseguir que o processo das velhas construções que ali existiam e que se encontrava no Arquivo Municipal fosse requisitado pelo filho e que acabasse por desaparecer convenientemente num incêndio dos Paços do Concelho.
A lucidez que lhe permitiu receber do Estado, ao longo dos últimos anos, donativos e subsídios superiores a um milhão de contos.
A lucidez que lhe permitiu receber, entre os vários subsídios, um de quinhentos mil contos, do Governo Guterres, para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifico cedido pela Câmara de Lisboa.
A lucidez que lhe permitiu receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador e Presidente.
A lucidez que lhe permitiu que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse um gabinete, a que tinha direito como ex-presidente da República, na... Fundação Mário Soares.
A lucidez que lhe permite que, ainda hoje, a Fundação Mário Soares receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria.
A lucidez que lhe permitiu fazer obras no Colégio Moderno, propriedade da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente era... João Soares (seu filho).
A lucidez que lhe permitiu silenciar, através de pressões sobre o director do "Público", José Manuel Fernandes, a investigação jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema.
A lucidez que lhe permitiu candidatar-se a Presidente do Parlamento Europeu e chamar dona de casa, durante a campanha, à vencedora Nicole Fontaine.
A lucidez que lhe permitiu considerar José Sócrates "o pior do guterrismo" e ignorar hoje em dia tal frase como se nada fosse.
A lucidez que lhe permitiu passar por cima de um amigo, Manuel Alegre, para concorrer às eleições presidenciais uma última vez.
A lucidez que lhe permitiu, então, fazer mais um frete ao Partido Socialista.
A lucidez que lhe permitiu ler os artigos "O Polvo" de Joaquim Vieira na "Grande Reportagem", baseados no livro de Rui Mateus, e assistir, logo a seguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume depois de apelar ao voto no filho, em pleno dia de eleições, nas últimas Autárquicas.
No final de uma vida de lucidez, o que resta a Mário Soares? Resta um punhado de momentos em que a lucidez vem e vai. Vem e vai. Vem e vai.
Vai... e não volta mais."

segunda-feira, março 30, 2015

E o PS insiste?

Costa pegou no PS porque, diziam, os resultados do Seguro eram maus. Nas Europeias o PS conseguiu o dobro do que obteve agora na Madeira. Desde que Costa pegou no PS todas as sondagens, e agora as eleições regionais da Madeira, têm sido piores do que eram com o Seguro. O que vai fazer o PS? vai insistir em manter os socráticos na sua liderança, vai insistir em manter aqueles que governaram quando entrámos em crise, ou vai renovar-se mostrando que quer ser uma alternativa, que tem outras propostas de governação que não são mais do mesmo e a receita para nova bancarrota (seria a 4ª pela mão dos socialistas)? Parece que o povo, pelo menos o Madeirense (e as sondagens indicam que também o do continente), não é tão burro quanto os socialistas pensam e não querem voltar a votar em quem vai destruir o que foi feito até agora, e que tanto nos tem custado na pele.

quinta-feira, março 19, 2015

Agir a favor de quem?

Em entrevista ao Observador, diz a Joana Amaral Dias (que deixou o Juntos Podemos, que tinha 21 fundadores, que juntos não puderam, para formar o Agir com 14 desses fundadores (vamos lá ver se estes podem agir ou não)), que quer "contrariar a primazia da economia sobre a política" porque "“nós [portugueses] temos direito a escolher o nosso modelo económico”. Calculo, portanto, que o Agir vá retirar da Constituição da república a obrigatoriedade de caminharmos para uma sociedade socialista, de modo a que os portugueses que não são socialistas (e cada vez são mais), possam escolher viver num país que não o é, certo?


quinta-feira, março 12, 2015

O candidato certo para quem acredita na existência da árvore das patacas

Noticia o notícias ao minuto: "Embora ainda não se conheça o programa que os socialistas vão levar a votos, o Diário Económico fez as contas às medidas já conhecidas que António Costa quer aplicar na próxima legislatura e apresenta o valor: 1.500 milhões de euros. Estas medidas, que acrescentam custos às contas públicas, são o equivalente a cerca de 0,9% do PIB."
Portanto, para todos os eleitores que conhecem a localização da árvore nacional das patacas, para quem acredita no Pai Natal ou no poço dos desejos, António Costa é o homem certo. Também para todos aqueles que, conhecendo a verdade, querem mais impostos, António Costa é a escolha. Os restantes, os que vivem na realidade, querem redução do défice, cortes de despesa, para haver  a possibilidade de redução de impostos no futuro, procurem outra alternativa.


sábado, março 07, 2015

Se não chegamos lá por mérito, gritamos preconceito!

E fazemos leis para nos impormos aos homens...


Não gosto de imposições. Gosto que as metas sejam atingidas por mérito e não porque "tem de ser". Recentemente o governo, pela voz da Secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, Teresa Morais, afirmou que "pretende que haja 30% de mulheres até 2018 na gestão de empresas cotadas". A pretensão acho muito bem que exista. As pretensões devem existir para se arranjarem medidas para educar nesse sentido  e não impor nesse sentido. Mas, de seguida ameaça que "se não o fizerem voluntariamente, deixarão aberto esse caminho para a possibilidade de se criarem formas mais imperativas de atingir o mesmo objectivo", ou seja, ou fazem a bem ou fazem a mal. Ou colocam nos seus quadros directivos mulheres a bem, ou, caso não encontrem 30% mulheres para ocuparem os cargos, o Estado obriga a que isso aconteça, nem que para isso se recusem homens claramente mais competentes... mas temos de cumprir a "quota".

Homens e mulheres são diferentes e, só quem for preconceituoso (normalmente chamam-lhes politicamente correctos, eu acho que o politicamente correcto é uma forma de preconceito) é que não assume que, por norma, as mulheres não são tão boas administradoras. Falta-lhes atitude, falta-lhes foco. Os cérebros do homem e da mulher são diferentes.De acordo com um estudo da Universidade da Pensilvânia "o cérebro dos homens é mais bem estruturado para facilitar a conectividade entre a percepção e a acção coordenada, e o das mulheres facilita a comunicação entre seu lado analítico e sua intuição", o que as torna mais dotadas para umas coisas, melhor numa série de campos, mas menos dotadas noutras, logo, menos competentes. Somos diferentes, e não há preconceito nenhum em assumi-lo.
Mas nem é necessário ir a estudos científicos para concluir sobre essa diferença (apesar de os mesmos poderem servir como apoio às conclusões): Pensem nas vossas empresas, nos vossos locais de trabalho. Quantas das mulheres que lá trabalham vocês gostavam de ter como chefe? Quantas acham que têm perfil para o cargo? Respondam, a vocês próprios, sinceramente. E agora pensem nos homens. Por norma, as mulheres têm menos perfil para administradoras do que os homens. Reafirmo, por NORMA. Não significa isso que não existam mulheres fantásticas como administradoras. Normalmente, quando são boas são mesmo mesmo muito boas, melhores do que os homens. MAS as que são boas são muito menos e mais difíceis de encontrar e é ridículo que se imponha a uma empresa uma quota de mulheres na administração. Não há empresa de sucesso que rejeite o melhor funcionário por causa do sexo, cor, ou seja o que for, que esse funcionário tem. Se é o melhor vai ficar com o cargo, seja homem ou mulher. Cortar a liberdade de escolha da empresa é condená-la ao fracasso ou a um menor sucesso do que o que poderia ter.

Já há tantas, ou mais, mulheres médicas do que homens, e não foi necessária qualquer lei de quotas para tal. Elas têm tanta ou mais capacidade para a profissão e, como tal, conquistaram-na. O mesmo para professoras, enfermeiras, advogadas ou arquitectas, entre outras. Elas conquistaram essas profissões pelo mérito e não por quotas. E é assim que as metas devem ser conquistadas: Pelo mérito.
Se queremos impor quotas então que o façamos para tudo. Vamos exigir 30% de mulheres nas obras, na recolha do lixo, nos tratamentos de esgotos, na pesca, e 30% de homens como amas, empregadas de limpeza, como cabeleireiros, como esteticistas, ou 30% de homens maquilhadores, etc... Ninguém pensa em fazer tal coisa porque percebe que umas profissões são mais "masculinas" e as outras mais "femininas". Não há preconceito nenhum em assumi-lo. Nós somos diferentes. A administração, por muito que as mulheres gostassem do contrário, é mais masculina, o que não significa, tal como em qualquer outra profissão (até há mulheres futebolistas), que não existam mulheres pontuais que se destacam. Essas chegam lá. Por mérito. Homens e mulheres são diferentes e se, por vezes, uma mulher é, de facto, melhor administradora e gestora, isso não é a regra.

Já agora pergunto: Para quando quotas para negros, para ciganos, para orientais,  para deficientes, para homossexuais, para lésbicas, para transsexuais, para judeus, para muçulmanos, para budistas, para estrangeiros, para loiros de olhos azuis, para ruivos, para pessoas com menos de 1,60 cm, para pessoas com mais de 1,90 cm, para jovens até aos 25 anos, para pessoas com mais de 45 anos?