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terça-feira, março 26, 2019

Os lesados do governo socialista

Como a crescente famiglia socialista no governo já é notícia até para nuestros hermanos, creio que falta pouco para surgir um Grupo de Lesados do Governo PS, composto pelos poucos familiares de governantes que ainda não arranjam um cargo governamental. As chamadas ovelhas negras da famiglia.

Grupo de Lesados do Governo PS

domingo, março 17, 2019

Jerónimo de Sousa: Antes e Depois...

Jerónimo de Sousa quando desejava poder em 2015: cola-se ao PS. Para manter esse poder aprovou todos os orçamentos de Estado propostos por esse mesmo PS.







Jerónimo quando deseja poder em 2019: descola-se do PS e finge que não andou de mãos dadas com as políticas do mesmo nos últimos 4 anos.

quarta-feira, março 06, 2019

Não é ser populista, é ser popularucho...

O António Costa foi ao programa da Cristina demonstrar duas coisas:

1 – Que sabe mexer bem nos tachos

2 – Que administrar o país está em segundo plano, é muito mais importante ser popularucho…


Isto não é populismo, certo?

segunda-feira, outubro 05, 2015

Reflexões após noite eleitoral

A PàF ganhou. Ouvindo os discursos dos vários líderes todos ganharam, na verdade. A PàF porque ganhou, de facto, as eleições. Os restantes porque a PàF não ganhou a maioria absoluta e, logo, a esquerda está, de facto, em maioria no parlamento.
Seja quem for que tiver ganhado, o facto é que sem maioria absoluta a PàF não ganhou grande coisa. A verdade é que dias de instabilidade política se seguirão.
António Costa, que há uns tempos exigiu a demissão do outro António por ter tido uma "vitória poucachinha", diz que não de demite apesar da sua derrota.
Não vale a pena alargar-me muito sobre os "grandes". Todos sabemos o que daí vem. Durante 4 anos andou a esquerda a encher a boca tentando passar a imagem que o governo, eleito democraticamente e com maioria absoluta, não tinha legitimidade. Porque todos sabemos que os resultados só são legítimos quando ganha a esquerda - dona da verdade e da democracia. Actualmente existem 2 partidos, coligados, de direita que ganharam as eleições provando assim que, afinal, tinham legitimidade, e continuam a ter. E existem outros 3, não coligados, de esquerda, mas que agora estão com planos de se juntarem para ver se os que ganharam passam a perder, num total desrespeito, como é hábito da esquerda, pelos resultados democráticos. Quanto a outras reflexões:

O PAN elegeu um deputado. Não sei se as quase 75 mil pessoas que votaram PAN são vegetarianas mas espero que sim, caso contrário, se o PAN um dia for governo serão condenadas por homicídio se comerem carne. Também espero que sejam pessoas que querem trabalhar muito mais para possibilitar a existência do Rendimento Básico Incondicional para todos os que nascem no país, dado que muita gente, existindo tal, simplesmente deixaria de trabalhar. Logo, alguém o tem de fazer por eles e muito mais. Infelizmente acredito mais que quem quer que exista um Rendimento Básico Incondicional seja quem deseja trabalhar menos e não o contrário.

O BE duplicou o número de votos. Mais de 500 mil pessoas votaram no BE. Foram mais cerca de 200 mil pessoas do que em 2011. Mais 200 mil pessoas neste país acreditam que é possível uma política do Syriza a dar resultado. Mais 200 mil pessoas a achar que existem classes inferiores de pessoas, que existe gente com menos direitos, que não se deve ter direito à propriedade privada, à liberdade individual, a mandar na própria vida. Mais 200 mil pessoas neste país continuam a acreditar que é possível ter "sol na eira e chuva no nabal" e não pensam um bocadinho, nem admitem que alguém as mande pensar. Os da CDU acreditam exactamente no mesmo, mas pelo menos esses mantêm um número estável de eleitores. Já sabemos com o que contamos.

Por outro lado (mas igualmente problemático), os votos no PNR mostram que aumentou em 10 mil o número de portugueses apoiantes de políticas fascistas e nazistas. Mais 10 mil pessoas a achar que existem classes inferiores de pessoas, que existe gente com menos direitos, que não se deve ter direito à liberdade individual, nem a mandar na própria vida.

Assustador também, é o facto de o PS ter conseguido 32% dos votos... O partido que por três vezes nos levou à bancarrota, o partido que está com as mesmas pessoas que tinha em 2011 quando dele fazia parte um ex-primeiro-ministro que está encarcerado por nos roubar, consegue ainda convencer 32% dos portugueses que são o melhor para o país... Francamente tenho mais respeito pelos que acreditam que é possível "sol na eira e chuva no nabal" ou pelos que declaradamente e sem vergonha são fascistas e acham que existe gente com menos direitos que eles.

Positivo, ou mais ou menos, é o facto de o AGIR, com a Joana Amaral Dias à cabeça, que fez uma campanha absolutamente ordinária, que explorou a filha por nascer, não ter conseguido um único deputado. Não merecia. Pena que, mesmo assim, mais de 22 mil pessoas tivessem sido convencidas por tal ordinarice.

sábado, maio 09, 2015

Palavras de António Costa

Com a autoridade que lhe garante a candidatura a Primeiro Ministro deste país, António Costa afirmou hoje em entrevista ao DN:

«Espero que ninguém pense em comprar mais de 49% da TAP»

E:

«Que ninguém se atreva a pensar na compra da Carris ou do Metro contra a Câmara de Lisboa.»

E ainda:

«Se for possível, é desejável voltar às 35 horas de trabalho semanal já em 2016.»

Eu não tenho qualquer autoridade, mas gostaria de afirmar:

«Espero que ninguém pense em cobrar-me impostos para pagar mais de 49% da TAP»

E:

«Que a Câmara de Lisboa não se atreva a pensar cobrar ao resto do país impostos para manter a Carris e o Metro públicos para benefício exclusivo dos habitantes e trabalhadores de Lisboa.»

E ainda:

«Se for possível, é desejável não cobrarem mais impostos aos privados que trabalham 40 ou mais horas para voltarem a dar 35 horas de trabalho semanal já em 2016, para benefício exclusivo dos funcionários públicos.»


sexta-feira, maio 01, 2015

António Costa manda SMS por estar ofendidinho...

Um cronista escreve um artigo. O que, para um cronista, é uma crónica de opinião. Ora, a opinião é mesmo só isso: uma opinião. É isso que se faz também em blogues, como este.
As opiniões podem até ser encaradas como informativas, mas a sua principal função é fazer pensar. Quem as lê pode considerá-las ridículas, verdadeiras, fraquinhas e sem fundamento, ou fantásticas. Normalmente quando se acha que as crónicas não têm fundamento, pura e simplesmente, ignora-se a crónica e, com o tempo, deixa de ler-se o autor com quem não concordamos, que não nos faz pensar, que, basicamente, não tem importância para nós.
A não ser que sejamos o António Costa para quem uma crónica, uma opinião, pode ser motivo para se processar alguém e é motivo para se enviar um SMS ao cronista onde se pode ler, assim como que a modos de ameaça, as seguintes palavras (entre outras):

Quem se julga para se arrogar a legitimidade de julgar o carácter de quem nem conhece? Como não vale a pena processá-lo, envio-lhe este SMS para que não tenha a ilusão que lhe admito julgamentos de carácter, nem tenha dúvidas sobre o que penso a seu respeito. António Costa

A crónica em questão é esta que é apenas uma opinião sobre as propostas económicas do PS (nem sequer são sobre António Costa em particular). E podem ler o SMS por inteiro nesta notícia.

E, depois deste episódio, pergunto: é este "censor" que queremos ter como Primeiro-Ministro?

sábado, abril 25, 2015

25 de Abril, Sempre!?

O país está com uma crise profunda (financeira, mas, acima de tudo, de valores) temos de entender que milagres não existem e depende do esforço de todos sair dela... Por vezes penso que os portugueses em geral só querem direitos sem terem deveres. Querem salário sem trabalho e, se um patrão (seja ele o estado ou um particular) os obriga a trabalhar aquelas horas para receber aquele dinheiro, dizem-se explorados. Falta consciência global e sentido de realidade aos portugueses... é neste ponto que culpo a esquerda que temos (que é a do discurso do 25 de Abril), aquela que deu "a terra a quem a trabalha" e que levou herdades à falência porque quem trabalha, tem mesmo de trabalhar... Enquanto não entendermos que existem fortunas dignas, que existem ricos que criam trabalho e geram riqueza para todo o país e que não são o inimigo, enquanto não conseguirmos distinguir os honestos (sejam ricos ou pobres) dos desonestos (sejam ricos ou pobres) e andarmos a juntar tudo no mesmo saco, não vamos a lado nenhum. Há muitos portugueses extremistas (não tanto nos partidos em que votam, mas no discurso que têm). Para quem é tudo ou nada. Ter direitos mas não sem ter de ter obrigações. "Ele" se é rico é porque roubou para ser e não porque trabalhou (ou alguém da sua família o fez) para ele o ser. "Ele" se é pobre é porque é explorado e não porque não quer trabalhar. Somos uma sociedade cheia de preconceitos... as pessoas são pessoas. Os países são países e precisam de todas as pessoas para sobreviver. Empreendedores para criar mais riqueza e postos de trabalho e outros empreendedores para trabalhar e tentar melhorar a sua vida e a vida das gerações futuras da sua família.
Temos de deixar de viver em sonhos irreais trazidos pelo 25 de Abril que nos transmitia a ideia que não era preciso trabalhar para ter. É! É preciso trabalhar. Temos todos de trabalhar para ter, e temos de trabalhar muito! Não podemos continuar neste roubo permanente, nesta inveja sofrida de querer o que pensamos que o outro tem, de achar que o que o outro tem lhe caiu de graça do céu e de querer roubar toda a gente porque os consideramos desmerecedores do que conseguiram e porque nos consideramos no direito de ter, sem nos esforçarmos para tal.
Portugal é hoje o país do desleixo e dos desleixados. Deixámos de conseguir “desenrascar” para passar a, simplesmente, exigir. Não foram só os políticos sozinhos que destruíram o país, fomos todos nós. Nós que votamos naqueles que desbaratam a riqueza do país para obedecerem aos nossos caprichos de votantes. Nós que não queremos acreditar em quem nos diz a verdade e preferimos votar naqueles que nos mentem. Nós que continuamos a apontar o dedo a tudo e a todos sem perceber que no nosso dedo, na nossa mão, está o poder democrático de punir os culpados por, simplesmente, não votar neles. Nós que continuamos a gritar “25 de Abril, Sempre!”, sem percebermos que o país tem de evoluir, tem de sair da festa, tem de libertar-se muito mais do que faz com um simples “slogan” e um cravo na mão.
Paremos de gritar, paremos de apontar o dedo... é tempo de reflectir e de percebermos o que, cada um de nós, pode fazer para mudar isto.


quarta-feira, abril 15, 2015

Mário Soares, por anónimo



Este é o maior fracasso da democracia portuguesa
por anónimo
Eis parte do enigma:
Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana, para a voz da rua.
A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante uma longa carreira politica.
A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom par de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo de Paris.
A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma "brilhante" que se viu o processo de descolonização.
A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia.
A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiência governativa.
A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros.
A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os "dossiers".
A lucidez que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois de tão fantástico desempenho no cargo.
A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e vencer as eleições presidenciais.
A lucidez que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um grupo empresarial, a Emaudio, com "testas de ferro" no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas internacionais.
A lucidez que lhe permitiu utilizar a Emaudio para financiar a sua segunda
campanha presidencial.
A lucidez que lhe permitiu nomear para Governador de Macau Carlos Melancia, um dos homens da Emaudio.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume ao caso Emaudio e ao caso Aeroporto de Macau e, ao mesmo tempo, dar os primeiros passos para uma Fundação na sua fase pós-presidencial.
A lucidez que lhe permitiu ler o livro de Rui Mateus, "Contos Proibidos", que contava tudo sobre a Emaudio, e ter a sorte de esse mesmo livro, depois de esgotado, jamais voltar a ser publicado.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume as "ligações perigosas" com Angola , ligações essas que quase lhe roubaram o filho no célebre acidente de avião na Jamba (avião esse carregado de diamantes, no dizer do Ministro da Comunicação Social de Angola).
A lucidez que lhe permitiu, durante a sua passagem por Belém, visitar 57 países ("record" absoluto para a Espanha - 24 vezes - e França - 21), num total equivalente a 22 voltas ao mundo (mais de 992 mil quilómetros).
A lucidez que lhe permitiu visitar as Seychelles , esse território de grande importância estratégica para Portugal.
A lucidez que lhe permitiu, no final destas viagens, levar para a Casa-Museu João Soares uma grande parte dos valiosos presentes oferecidos oficialmente ao Presidente da República Portuguesa.
A lucidez que lhe permitiu guardar esses presentes numa caixa-forte blindada daquela Casa, em vez de os guardar no Museu da Presidência da Republica.
A lucidez que lhe permite, ainda hoje, ter 24 horas por dia de vigilância paga pelo Estado nas suas casas de Nafarros, Vau e Campo Grande.
A lucidez que lhe permitiu, abandonada a Presidência da Republica, constituir a Fundação Mário Soares. Uma fundação de Direito privado, que, vivendo à custa de subsídios do Estado, tem apenas como única função visível: ser depósito de documentos valiosos de Mário Soares. Os mesmos que, se são valiosos, deviam estar na Torre do Tombo.
A lucidez que lhe permitiu construir o edifício-sede da Fundação violando o PDM de Lisboa, segundo um relatório do IGAT, que decretou a nulidade da licença de obras.
A lucidez que lhe permitiu conseguir que o processo das velhas construções que ali existiam e que se encontrava no Arquivo Municipal fosse requisitado pelo filho e que acabasse por desaparecer convenientemente num incêndio dos Paços do Concelho.
A lucidez que lhe permitiu receber do Estado, ao longo dos últimos anos, donativos e subsídios superiores a um milhão de contos.
A lucidez que lhe permitiu receber, entre os vários subsídios, um de quinhentos mil contos, do Governo Guterres, para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifico cedido pela Câmara de Lisboa.
A lucidez que lhe permitiu receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador e Presidente.
A lucidez que lhe permitiu que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse um gabinete, a que tinha direito como ex-presidente da República, na... Fundação Mário Soares.
A lucidez que lhe permite que, ainda hoje, a Fundação Mário Soares receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria.
A lucidez que lhe permitiu fazer obras no Colégio Moderno, propriedade da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente era... João Soares (seu filho).
A lucidez que lhe permitiu silenciar, através de pressões sobre o director do "Público", José Manuel Fernandes, a investigação jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema.
A lucidez que lhe permitiu candidatar-se a Presidente do Parlamento Europeu e chamar dona de casa, durante a campanha, à vencedora Nicole Fontaine.
A lucidez que lhe permitiu considerar José Sócrates "o pior do guterrismo" e ignorar hoje em dia tal frase como se nada fosse.
A lucidez que lhe permitiu passar por cima de um amigo, Manuel Alegre, para concorrer às eleições presidenciais uma última vez.
A lucidez que lhe permitiu, então, fazer mais um frete ao Partido Socialista.
A lucidez que lhe permitiu ler os artigos "O Polvo" de Joaquim Vieira na "Grande Reportagem", baseados no livro de Rui Mateus, e assistir, logo a seguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume depois de apelar ao voto no filho, em pleno dia de eleições, nas últimas Autárquicas.
No final de uma vida de lucidez, o que resta a Mário Soares? Resta um punhado de momentos em que a lucidez vem e vai. Vem e vai. Vem e vai.
Vai... e não volta mais."