"Pensamento do dia: "para memória futura"
Sugiro que tomem nota, do valor, que o actual governo irá deixar nos cofres do Estado, como reserva financeira, de tesouraria, e de "caixa". Os últimos números apresentavam valores superiores a 16 mil milhões de euros.
Confiram esse valor em finais de 2016, inicio de 2017, e comparem com os valores deixados pelo actual governo.
Não me enganarei se afirmar que durante um ano a ano e meio (que é o tempo que prevejo que esse dinheiro irá durar) será dessas reservas que o PS irá retirar as verbas necessárias para pagar o aumento da despesa corrente. E como todo esse capital já está lançado no total do endividamento (nominal) público, durante quase 2 anos, vão andar a dizer ao povo que apesar de terem aumentado a despesa, afinal a dívida não subiu. Mas claro que a realidade é outra, pois a dívida "líquida" irá subir na igual proporção do valor do deficit e do valor que for retirado dessas reservas de caixa do Estado.
Façam igualmente o mesmo exercício, registando os valores das taxas de juros que estávamos a pagar em Setembro de 2015, os valores de juros pagos em 2015 por Portugal, o valor do deficit público, e o montante total da dívida pública nacional.
Em inícios de 2017, e após o PS já ter feito tudo o que o PCP e o BE lhes exigiram, e não podendo continuar a fazer mais cedências, pois nesta altura o dinheiro que estava em caixa, com toda a certeza, já deverá ter desaparecido na sua quase totalidade, e com os juros de novo a atingirem valores incomportáveis, iremos ver o PS a pedir apoio parlamentar ao PSD e ao CDS, para poder reverter e implementar medidas com as quais o PCP e o BE se recusarão a aprovar.
Vai uma aposta?"
"Explain again how sheep's bladders may be employed to prevent earthquakes."
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terça-feira, novembro 10, 2015
Para memória futura, por Rui Mendes Ferreira
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segunda-feira, outubro 05, 2015
Reflexões após noite eleitoral
A PàF ganhou. Ouvindo os discursos dos vários líderes todos ganharam, na verdade. A PàF porque ganhou, de facto, as eleições. Os restantes porque a PàF não ganhou a maioria absoluta e, logo, a esquerda está, de facto, em maioria no parlamento.
Seja quem for que tiver ganhado, o facto é que sem maioria absoluta a PàF não ganhou grande coisa. A verdade é que dias de instabilidade política se seguirão.
António Costa, que há uns tempos exigiu a demissão do outro António por ter tido uma "vitória poucachinha", diz que não de demite apesar da sua derrota.
Não vale a pena alargar-me muito sobre os "grandes". Todos sabemos o que daí vem. Durante 4 anos andou a esquerda a encher a boca tentando passar a imagem que o governo, eleito democraticamente e com maioria absoluta, não tinha legitimidade. Porque todos sabemos que os resultados só são legítimos quando ganha a esquerda - dona da verdade e da democracia. Actualmente existem 2 partidos, coligados, de direita que ganharam as eleições provando assim que, afinal, tinham legitimidade, e continuam a ter. E existem outros 3, não coligados, de esquerda, mas que agora estão com planos de se juntarem para ver se os que ganharam passam a perder, num total desrespeito, como é hábito da esquerda, pelos resultados democráticos. Quanto a outras reflexões:
O PAN elegeu um deputado. Não sei se as quase 75 mil pessoas que votaram PAN são vegetarianas mas espero que sim, caso contrário, se o PAN um dia for governo serão condenadas por homicídio se comerem carne. Também espero que sejam pessoas que querem trabalhar muito mais para possibilitar a existência do Rendimento Básico Incondicional para todos os que nascem no país, dado que muita gente, existindo tal, simplesmente deixaria de trabalhar. Logo, alguém o tem de fazer por eles e muito mais. Infelizmente acredito mais que quem quer que exista um Rendimento Básico Incondicional seja quem deseja trabalhar menos e não o contrário.
O BE duplicou o número de votos. Mais de 500 mil pessoas votaram no BE. Foram mais cerca de 200 mil pessoas do que em 2011. Mais 200 mil pessoas neste país acreditam que é possível uma política do Syriza a dar resultado. Mais 200 mil pessoas a achar que existem classes inferiores de pessoas, que existe gente com menos direitos, que não se deve ter direito à propriedade privada, à liberdade individual, a mandar na própria vida. Mais 200 mil pessoas neste país continuam a acreditar que é possível ter "sol na eira e chuva no nabal" e não pensam um bocadinho, nem admitem que alguém as mande pensar. Os da CDU acreditam exactamente no mesmo, mas pelo menos esses mantêm um número estável de eleitores. Já sabemos com o que contamos.
Por outro lado (mas igualmente problemático), os votos no PNR mostram que aumentou em 10 mil o número de portugueses apoiantes de políticas fascistas e nazistas. Mais 10 mil pessoas a achar que existem classes inferiores de pessoas, que existe gente com menos direitos, que não se deve ter direito à liberdade individual, nem a mandar na própria vida.
Assustador também, é o facto de o PS ter conseguido 32% dos votos... O partido que por três vezes nos levou à bancarrota, o partido que está com as mesmas pessoas que tinha em 2011 quando dele fazia parte um ex-primeiro-ministro que está encarcerado por nos roubar, consegue ainda convencer 32% dos portugueses que são o melhor para o país... Francamente tenho mais respeito pelos que acreditam que é possível "sol na eira e chuva no nabal" ou pelos que declaradamente e sem vergonha são fascistas e acham que existe gente com menos direitos que eles.
Positivo, ou mais ou menos, é o facto de o AGIR, com a Joana Amaral Dias à cabeça, que fez uma campanha absolutamente ordinária, que explorou a filha por nascer, não ter conseguido um único deputado. Não merecia. Pena que, mesmo assim, mais de 22 mil pessoas tivessem sido convencidas por tal ordinarice.
Seja quem for que tiver ganhado, o facto é que sem maioria absoluta a PàF não ganhou grande coisa. A verdade é que dias de instabilidade política se seguirão.
António Costa, que há uns tempos exigiu a demissão do outro António por ter tido uma "vitória poucachinha", diz que não de demite apesar da sua derrota.
Não vale a pena alargar-me muito sobre os "grandes". Todos sabemos o que daí vem. Durante 4 anos andou a esquerda a encher a boca tentando passar a imagem que o governo, eleito democraticamente e com maioria absoluta, não tinha legitimidade. Porque todos sabemos que os resultados só são legítimos quando ganha a esquerda - dona da verdade e da democracia. Actualmente existem 2 partidos, coligados, de direita que ganharam as eleições provando assim que, afinal, tinham legitimidade, e continuam a ter. E existem outros 3, não coligados, de esquerda, mas que agora estão com planos de se juntarem para ver se os que ganharam passam a perder, num total desrespeito, como é hábito da esquerda, pelos resultados democráticos. Quanto a outras reflexões:
O PAN elegeu um deputado. Não sei se as quase 75 mil pessoas que votaram PAN são vegetarianas mas espero que sim, caso contrário, se o PAN um dia for governo serão condenadas por homicídio se comerem carne. Também espero que sejam pessoas que querem trabalhar muito mais para possibilitar a existência do Rendimento Básico Incondicional para todos os que nascem no país, dado que muita gente, existindo tal, simplesmente deixaria de trabalhar. Logo, alguém o tem de fazer por eles e muito mais. Infelizmente acredito mais que quem quer que exista um Rendimento Básico Incondicional seja quem deseja trabalhar menos e não o contrário.
O BE duplicou o número de votos. Mais de 500 mil pessoas votaram no BE. Foram mais cerca de 200 mil pessoas do que em 2011. Mais 200 mil pessoas neste país acreditam que é possível uma política do Syriza a dar resultado. Mais 200 mil pessoas a achar que existem classes inferiores de pessoas, que existe gente com menos direitos, que não se deve ter direito à propriedade privada, à liberdade individual, a mandar na própria vida. Mais 200 mil pessoas neste país continuam a acreditar que é possível ter "sol na eira e chuva no nabal" e não pensam um bocadinho, nem admitem que alguém as mande pensar. Os da CDU acreditam exactamente no mesmo, mas pelo menos esses mantêm um número estável de eleitores. Já sabemos com o que contamos.
Por outro lado (mas igualmente problemático), os votos no PNR mostram que aumentou em 10 mil o número de portugueses apoiantes de políticas fascistas e nazistas. Mais 10 mil pessoas a achar que existem classes inferiores de pessoas, que existe gente com menos direitos, que não se deve ter direito à liberdade individual, nem a mandar na própria vida.
Assustador também, é o facto de o PS ter conseguido 32% dos votos... O partido que por três vezes nos levou à bancarrota, o partido que está com as mesmas pessoas que tinha em 2011 quando dele fazia parte um ex-primeiro-ministro que está encarcerado por nos roubar, consegue ainda convencer 32% dos portugueses que são o melhor para o país... Francamente tenho mais respeito pelos que acreditam que é possível "sol na eira e chuva no nabal" ou pelos que declaradamente e sem vergonha são fascistas e acham que existe gente com menos direitos que eles.
Positivo, ou mais ou menos, é o facto de o AGIR, com a Joana Amaral Dias à cabeça, que fez uma campanha absolutamente ordinária, que explorou a filha por nascer, não ter conseguido um único deputado. Não merecia. Pena que, mesmo assim, mais de 22 mil pessoas tivessem sido convencidas por tal ordinarice.
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terça-feira, fevereiro 10, 2015
E este governo é legítimo?
Em apenas uma semana o novo governo da Grécia, uma coligação de extrema esquerda e extrema direita, recuou em algumas das promessas eleitorais que o levou a ganhar as eleições, entre elas o perdão da dívida, que deixou cair, falando entretanto em renegociação mas nos seus termos.. Também o aumento do salário mínimo que deixou de ser imediato para ser feito ao longo do tempo. Agora fala-se até em voltar às privatizações que tinha prometido acabar...
Pergunto à esquerda portuguesa, que acusa a nossa maioria Social-democrata/Conservadora de ser um governo ilegítimo por não ter cumprido promessas eleitorais (?), se continua a considerar o governo dos Marxistas e Nazistas Grego, que já recuou em várias promessas eleitorais, legítimo?
Pergunto à esquerda portuguesa, que acusa a nossa maioria Social-democrata/Conservadora de ser um governo ilegítimo por não ter cumprido promessas eleitorais (?), se continua a considerar o governo dos Marxistas e Nazistas Grego, que já recuou em várias promessas eleitorais, legítimo?
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sexta-feira, janeiro 02, 2015
Túnel de MADRID, m-30, e a desonestidade intelectual da esquerda
Quantas vezes já viram esta imagem com uma legenda do género: A vergonha a que chegou o país, sem abrigo no Túnel do Marquês em Lisboa, é este o resultado da (des)governação do Governo Passos Coelho (ou PSD/CDS, ou de direita, ou, uma palavra que inventaram e tanto gostam, Neo-liberal)?
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| Túnel m-30, Madrid |
Esta imagem é do Túnel de Madrid.
É que isto de agora o google ter a opção de "pesquisar esta imagem" é muito chato para os desonestos intelectuais que gostam muito de tentar ir buscar desgraças alheias (ou até trabalhos artísticos como, por exemplo, aquela imagem de uma criança que desenhou uma mãe para ter um colo, ou a que se deitou entre as campas dos pais - ambas trabalhos artísticos de um fotógrafo) e fazê-las passar por desgraças nacionais ou internacionais (normalmente culpando os sacanas dos Americanos), com meia dúzia de bocas ideológicas...
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| ensaio do fotógrafo saudita Abdul Aziz Al-Otaibi. |
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| trabalho da fotógrafa Bahareh Bisheh |
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quinta-feira, dezembro 18, 2014
A política e o futebol
Parte do mal deste estado adormecido e de ignorância em que o português anda relativamente à política é o facto de ninguém gostar de política e ninguém ligar à política porque, dois assuntos tabu entre amigos e conhecidos são a política e o futebol.
Ora, quando se liga a política na mesma frase com o futebol, isso cria, na cabeça das pessoas a ideia que simpatizar e votar num partido político é a mesma coisa que ser adepto de um qualquer clube de futebol. Eu sou benfiquista e, por muita merda que o meu clube faça vou continuar a ser benfiquista. Mesmo que o meu clube descesse para a 2ª divisão, eu continuava a ser benfiquista.
Já com os partidos, se eu votar PS e o PS fizer merda eu, para a próxima não voto no PS, voto noutro qualquer, seja ele o PSD o CDS, o PCP, o PPM, o BE ou um dos pequenotes e no qual eu acredite, porque a política tem essa parte do acreditar naquilo que nos dizem e ninguém tem o direito de criticar o outro por acreditar em coisas diferentes. Não temos o direito de critcar, mas um debate esclarecido entre pessoas sobre as diferentes políticas seguidas pelos diversos partidos, as comparações do que tem resultado lá fora e do que tem falhado lá fora e cá dentro, só faziam bem à população em geral. Mas as pessoas não querem saber. De 4 em 4 anos lá vão colocar uma cruzinha, umas sendo sempre fieis ao seu "clube" outras saltitanto, quais borboletas entre dois que são sempre os mesmos.
Hoje estamos mal, muito mal. Já estivemos pior, por muito que esta realidade custe a uns quantos "bota-abaixo". A culpa podemos colocá-la em todos os partidos que nos (des)governaram desde o 25 de Abril e, nesse caso, culpem também a constituição da republica portuguesa que permite certos abusos.
(Excerto de texto publicado originalmente em Março de 2011 no facebook, adaptado)
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