Concordo com a Malala. Percebemos, no entanto, que ao mesmo tempo que ela afirma que não se pode culpar toda a população muçulmana pelo terrorismo, que, de facto, não tem culpa e nem todos são terroristas, assume que existe uma grande tendência da mesma para se radicalizar. Porque quando um Cristão ataca, como acontece de vez em quando, os restantes, por muito que alguém grite que a culpa foi do cristianismo, não se vão radicalizar. Quantos de nós temos medo da radicalização dos Cristãos? Quantos de nós temos de tratar os cristãos com "pezinhos de lã" para não corrermos o risco de eles se zangarem e desatarem aos tiros? Quantos de nós temos medo do "terrorismo Judeu"? E, sabendo que os Judeus muito têm sido perseguidos, não deveríamos estar todos, pela lógica apontada pela Malala, a tremer de medo da radicalização? Mas quantos de nós temos medo da radicalização dos Judeus ou dos Cristãos? Agora pensem nos muçulmanos. Quantos de nós têm coragem de ir a uma mesquita falar de terrorismo e do problema que a ideologia que eles defendem representa na radicalização? Quantos de nós têm coragem de afirmar que é na essência do islamismo que se encontra o problema? As palavras da Malala mostram bem onde está o problema. No fundo o que a Malala afirma é: "Por favor não digam mal do islamismo porque, se o fazem, vão zangar ainda mais muçulmanos e vão surgir ainda mais terroristas". Eu concordo com isto, acho que existe esse perigo. Mas o que fazemos? Já se tentou ignorar o problema, não foi corrigido e foi piorando. Já se tentou sensibilizar e chamar ao Islão "a religião da paz", mostrando uma tolerância que eles nunca tiveram. Não resolveu o problema, pelo contrário, levou a que fosse mais fácil aos muçulmanos recrutar jovens que viram o Islão como uma coisa positiva, criando mais possíveis terroristas. A Malala até pode ter razão ao afirmar que se o Trump expulsar os muçulmanos vai piorar a situação (não sabemos se tem, isso nunca foi experimentado), mas o que nem a Malala, nem ninguém, consegue afirmar é: qual é a solução, o que é que funciona?
"Explain again how sheep's bladders may be employed to prevent earthquakes."
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sexta-feira, dezembro 18, 2015
No fundo Malala diz: "Não digam mal do Islamismo ou vão zangar os muçulmanos e criar terroristas"
Concordo com a Malala. Percebemos, no entanto, que ao mesmo tempo que ela afirma que não se pode culpar toda a população muçulmana pelo terrorismo, que, de facto, não tem culpa e nem todos são terroristas, assume que existe uma grande tendência da mesma para se radicalizar. Porque quando um Cristão ataca, como acontece de vez em quando, os restantes, por muito que alguém grite que a culpa foi do cristianismo, não se vão radicalizar. Quantos de nós temos medo da radicalização dos Cristãos? Quantos de nós temos de tratar os cristãos com "pezinhos de lã" para não corrermos o risco de eles se zangarem e desatarem aos tiros? Quantos de nós temos medo do "terrorismo Judeu"? E, sabendo que os Judeus muito têm sido perseguidos, não deveríamos estar todos, pela lógica apontada pela Malala, a tremer de medo da radicalização? Mas quantos de nós temos medo da radicalização dos Judeus ou dos Cristãos? Agora pensem nos muçulmanos. Quantos de nós têm coragem de ir a uma mesquita falar de terrorismo e do problema que a ideologia que eles defendem representa na radicalização? Quantos de nós têm coragem de afirmar que é na essência do islamismo que se encontra o problema? As palavras da Malala mostram bem onde está o problema. No fundo o que a Malala afirma é: "Por favor não digam mal do islamismo porque, se o fazem, vão zangar ainda mais muçulmanos e vão surgir ainda mais terroristas". Eu concordo com isto, acho que existe esse perigo. Mas o que fazemos? Já se tentou ignorar o problema, não foi corrigido e foi piorando. Já se tentou sensibilizar e chamar ao Islão "a religião da paz", mostrando uma tolerância que eles nunca tiveram. Não resolveu o problema, pelo contrário, levou a que fosse mais fácil aos muçulmanos recrutar jovens que viram o Islão como uma coisa positiva, criando mais possíveis terroristas. A Malala até pode ter razão ao afirmar que se o Trump expulsar os muçulmanos vai piorar a situação (não sabemos se tem, isso nunca foi experimentado), mas o que nem a Malala, nem ninguém, consegue afirmar é: qual é a solução, o que é que funciona?
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domingo, novembro 15, 2015
A culpa é nossa porque ofendemos os islâmicos.
Aquando dos ataques à Charlie Hebdo muitos vieram afirmar que: se sabemos que desenhar o profeta ofende os islâmicos, o melhor é não desenhar. Muitos, no fundo, decidiram que ceder à ideologia de quem quer impedir as nossas liberdades era melhor para evitar problemas. Claro que, para a grande maioria de nós, deixar de fazer desenhos não causa grande mossa, nem sequer nos causa mossa sermos impedidos de "ofender o profeta", porque a maioria de nós simplesmente ignora o profeta, de qualquer forma. Mas, agora estes ataques também foram dirigidos a pessoas que faziam coisas que os ofendem:
Ao contrário do que tem vindo a ser divulgado, os ataques não foram "indiscriminados". Tal como os das Torres Gémeas, que atacaram um símbolo do capitalismo, ou do da Charlie Hebdo, que atacaram a nossa liberdade de expressão, também estes atacaram a nossa liberdade pessoal. É isto que representam. Nos outros quiseram dar-nos uma lição e neste também. Neste dizem-nos que se não mudamos a nossa forma de viver, se não deixamos de ir a concertos, se não deixamos de beber álcool, se não deixamos de conviver com o sexo oposto, se não deixamos de ter mulheres livres a vestir o que querem, então estamos a ofender o islão e os ensinamentos do seu profeta. Iremos também pedir à sociedade para deixar de o fazer, porque, afinal, ao ofendê-los existe uma justificação para que eles nos ataquem, tal como no caso Charlie Hebdo?
P.S.: O facto é que hoje já não haverá direito a assistir a um concerto dos U2 em Paris.
- A diversão de um concerto, ofende os islâmicos;
- Os copos bebidos num bar à noite, ofende os islâmicos;
- A livre e consensual convivência com o sexo oposto, ofende os islâmicos;
- Mulheres de cabelo de destapado, ofendem os islâmicos;
- Mulheres a divertirem-se livremente, de mini-saia, com maquilhagem, ofendem os islâmicos;
Ao contrário do que tem vindo a ser divulgado, os ataques não foram "indiscriminados". Tal como os das Torres Gémeas, que atacaram um símbolo do capitalismo, ou do da Charlie Hebdo, que atacaram a nossa liberdade de expressão, também estes atacaram a nossa liberdade pessoal. É isto que representam. Nos outros quiseram dar-nos uma lição e neste também. Neste dizem-nos que se não mudamos a nossa forma de viver, se não deixamos de ir a concertos, se não deixamos de beber álcool, se não deixamos de conviver com o sexo oposto, se não deixamos de ter mulheres livres a vestir o que querem, então estamos a ofender o islão e os ensinamentos do seu profeta. Iremos também pedir à sociedade para deixar de o fazer, porque, afinal, ao ofendê-los existe uma justificação para que eles nos ataquem, tal como no caso Charlie Hebdo?
P.S.: O facto é que hoje já não haverá direito a assistir a um concerto dos U2 em Paris.
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domingo, setembro 06, 2015
Europa e o terrorismo nos últimos 10 anos
A Europa está em paz há muitos anos. Em termos financeiros
queixamo-nos, mas se compararmos com qualquer outra zona do mundo, estamos
melhores que a maioria e iguais aos melhores. Em termos de medos de sermos
atacados poucos temos. Não nos atacamos uns aos outros e convivemos em paz,
fazendo negociações. No entanto, nos últimos 10 anos sofremos 13 ataques. Dez desses ataques ocorreram nos últimos 5 anos (ou seja, houve quase 4 vezes mais
ataques nos últimos 5 anos do que nos anteriores). E se acham que isso acontece
devido à crise económica, desenganem-se. Desses 13 ataques, 10 foram levados
a cabo por islâmicos, 2 por grupos de extrema-esquerda e 1 por um radical de
direita:
1.
7 de Julho
de 2005, ataque de grupo Islâmico em Londres, Reino unido, faz 52
mortos e 700 feridos
2.
17 de Junho de 2009, ataque de grupo de Extrema
Esquerda em Atenas, Grécia, faz 1 morto
3.
19 de Julho de 2010, ataque de grupo de Extrema
Esquerda em Atenas, Grécia, faz 1 morto
4.
11 de Dezembro de 2010, ataque de grupo Islâmico
em Estocolmo, Suécia, faz 1 morto e 2 feridos.
5.
2 de Março de 2011, ataque de grupo Islâmico
em Frankfurt, Alemanha, faz 2 mortos e 2 feridos.
6.
22 de Julho de 2001, ataque de Radical de
Direita em Tyrifjorden, Buskerud, Noruega, 76 mortos, 97 feridos.
7.
15 de Março de 2012, ataque de grupo Islâmico
em Montauban, França, faz 2 mortos e 1 ferido.
8.
19 de Março de 2012, ataque de grupo Islâmico
em Toulouse, França, faz 4 mortos e 1 ferido.
9.
18 de Julho de 2012, ataque de grupo Islâmico
em Burgas, Bulgária, faz 7 mortos e 30 feridos.
10.
24 de Maio de 2014, ataque de grupo Islâmico
em Bruxelas, Bélgica, faz 4 mortos.
11.
7 de Janeiro de 2015, ataque de grupo Islâmico
em Paris, França, faz 12 mortos e 11 feridos.
12.
14 de Fevereiro de 2015, ataque de Islâmico
em Copenhaga, Dinamarca, faz 2 mortos e 1 feridos.
Ainda acham
boa ideia aumentar o número de islâmicos dentro das nossas fronteiras? Quantos
ataques iremos ter nos próximos 5 anos?
(não conto
nesta lista com o aumento de violações, que tem ocorrido, por parte de
islâmicos às “nossas filhas”).
sábado, janeiro 24, 2015
A Europa e a verdade do Islão - por Rodrigues do Carmo - Revista Invest
"O germano romanizou-se ao entrar no Império. Os povos onde o muçulmano entrou, islamizaram-se, porque a rotura com o passado foi total. Nova língua, novos costumes, novo direito (sharia), novos valores, instituições e, acima de tudo, uma nova religião, dominadora e intratável. Foi isto que aconteceu desde a Pérsia a Marrocos. E esteve prestes a acontecer na Península Ibérica, não tivesse havido algumas circunstâncias fortuitas que impediram esse desfecho.
A esta luz, nada na História sustenta a ideia de que as crescentes e assertivas comunidades muçulmanas instaladas na Europa, serão assimiladas pela nossa cultura, os nossos valores, as nossas leis e o nosso modo de vida. A História ensina precisamente o oposto, e a Europa não parece preparada para o desafio, pelo que é cada vez mais provável que, à medida que este cresce, se assista ao paulatino desmoronar do condomínio kantiano e ao regresso do paradigma de Westefalia."
Ler artigo completo aqui: A Europa e a verdade do Islão - por Rodrigues do Carmo - Revista Invest:
A esta luz, nada na História sustenta a ideia de que as crescentes e assertivas comunidades muçulmanas instaladas na Europa, serão assimiladas pela nossa cultura, os nossos valores, as nossas leis e o nosso modo de vida. A História ensina precisamente o oposto, e a Europa não parece preparada para o desafio, pelo que é cada vez mais provável que, à medida que este cresce, se assista ao paulatino desmoronar do condomínio kantiano e ao regresso do paradigma de Westefalia."
Ler artigo completo aqui: A Europa e a verdade do Islão - por Rodrigues do Carmo - Revista Invest:
domingo, janeiro 18, 2015
Charlie e a liberdade
Um excelente texto do Padre Gonçalo Portocarrero de Almada para o Observador. Deixo um excerto, aconselho a leitura na íntegra.
"Quem só se revê nos que pensam do mesmo modo, não ama a liberdade, porque a reduz a um reflexo narcisista da sua própria vontade. Os ditadores também actuam politicamente em função deste enviesamento da liberdade e, por isso, consideram como traidores todos os que não se identificam com a sua ideologia. A cultura da liberdade e da democracia afere-se pela aceitação do outro na sua diferença política, cultural, religiosa e social, sobretudo quando contradiz o que pensamos e somos.
Não sou Charlie, porque não me revejo no seu posicionamento ideológico, na sua intolerância, nem na sua agressividade verbal contra a liberdade religiosa. Não subscrevo o seu fanatismo laicista, nem me agrada a sua linguagem abjecta. Mas também não aceito que haja que optar entre ser Charlie ou não ser Charlie. Essa dicotomia obedece a uma lógica totalitária: também os comunistas e fascistas entendem que todos os seus adversários são, respectivamente, fascistas e comunistas. Porém, não posso ignorar que doze homens perderam a vida num infame atentado. Não me compete ajuizar se os caídos eram santos ou pecadores; basta-me saber que eram seres humanos e, portanto, meus irmãos. E que foram traiçoeiramente assassinados."
"Quem só se revê nos que pensam do mesmo modo, não ama a liberdade, porque a reduz a um reflexo narcisista da sua própria vontade. Os ditadores também actuam politicamente em função deste enviesamento da liberdade e, por isso, consideram como traidores todos os que não se identificam com a sua ideologia. A cultura da liberdade e da democracia afere-se pela aceitação do outro na sua diferença política, cultural, religiosa e social, sobretudo quando contradiz o que pensamos e somos.Não sou Charlie, porque não me revejo no seu posicionamento ideológico, na sua intolerância, nem na sua agressividade verbal contra a liberdade religiosa. Não subscrevo o seu fanatismo laicista, nem me agrada a sua linguagem abjecta. Mas também não aceito que haja que optar entre ser Charlie ou não ser Charlie. Essa dicotomia obedece a uma lógica totalitária: também os comunistas e fascistas entendem que todos os seus adversários são, respectivamente, fascistas e comunistas. Porém, não posso ignorar que doze homens perderam a vida num infame atentado. Não me compete ajuizar se os caídos eram santos ou pecadores; basta-me saber que eram seres humanos e, portanto, meus irmãos. E que foram traiçoeiramente assassinados."
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quinta-feira, janeiro 08, 2015
"Os cartoonistas estavam mesmo a pedi-las"
Vou deixar de contar anedotas de alentejanos ou corro o risco de ser atacada por uma lenta multidão armada com enxadas e, afinal, eu estava mesmo a pedi-las!
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Suspeitos do massacre no "Charlie Hebdo" barricados em prédio no norte de França
Os dois suspeitos do ataque ao "Charlie Hebdo", que fez 12 mortos, abandonaram o carro em que seguiam e barricaram-se num edifício na localidade de Crépy-en-Valois, no norte de França, na região de Oise, muito perto da bomba de gasolina onde foram reconhecidos, esta quinta-feira de manhã. Polícia e forças de intervenção francesas tomaram localidade de Corcy e concentram a busca numa área de 20 quilómetros quadrados.
Ler mais: Suspeitos do massacre no "Charlie Hebdo" barricados em prédio no norte de França - JN:
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quarta-feira, janeiro 07, 2015
Liberdade de expressão
![]() |
| Não concordo com o que dizes, mas defenderei até à morte o teu direito de o dizer. |
![]() |
| Cartoon de David Pope, o original está aqui |
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Pessoas sem escrúpulos...
... são os assassinos que matam em nome de um profeta e querem converter pessoas à força à sua "religião" e é esta euro-dePUTAda socialista que aproveita a morte dos inocentes para, com argumentos idiotas e dignos de atrasados mentais, tentar converter pessoas às suas ideologias.
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