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segunda-feira, outubro 05, 2015

A culpa é das mamas...

As pessoas admiram-se muito com o Estado da Nação e com a quantidade de corruptos e boys que para aí andam.
Não vejo onde está a admiração dado que somos o mesmo povo que meteu como imagem do actual regime, há pouco mais de 100 anos, uma gaja de mamas ao léu. Depois disso entrar na ditadura foi fácil. Sem as mulheres como eleitoras, sempre que precisavam que se apoiasse uma qualquer decisão metia-se a imagem da gaja de mamas ao léu em frente dos eleitores e eles nem reparavam no que votavam. Deu no que deu. A culpa é das mamas da república.

segunda-feira, junho 22, 2015

Curiosidades

A 22 de Junho de 1886 França vota a lei do exílio para todos os chefes de antigas casas reinantes no país. Devido ao aumento da popularidade do ideal monárquico na altura do casamento da princesa francesa Amélia com o príncipe português Carlos, um mês antes.


segunda-feira, março 02, 2015

Curiosidades

A rainha dona Amélia era fluente em francês, português, espanhol, inglês, italiano e alemão.

domingo, fevereiro 08, 2015

Um país impedido de fazer o luto que perdeu o seu caminho

A 8 de Fevereiro de 1908 era assassinado, cruelmente e à frente dos seus admiradores, um rei e um muito jovem e promissor príncipe. O irmão mais novo sofreu ainda a tentativa de assassinato sendo atingido pelas balas.
Este muito jovem, e pouco preparado, príncipe subiu ao trono mas pouco lhe foi permitido fazer pois os assassinos e seus apoiantes, passado pouco mais de dois anos, tomaram o país. País que viu a sua família real ser expulsa, à lei da bala, sob ameaças de morte.
Os cobardes assassinos tomaram o país, mudaram-lhe o nome de Reino de Portugal para República portuguesa, para que dúvidas não houvesse que não era o país, Portugal, que interessava, que a República a nós não pertence e sim que o país pertence à mesma. A portuguesa, com letra minúscula, é a República, de Portugal era o Reino.  E proibiram qualquer referência à família que tantos portugueses amavam, e perseguiram monárquicos e religiosos. E matavam, ameaçava e/ou retiravam o rendimento a quem desobedecesse.
Às crianças foi ensinado o ódio ao rei, foi ensinado que os assassinos foram heróis. Quem matou foi um herói porque matou um rei e um jovem príncipe que tem de ser odiado. E matou à frente de quem não queria ver, Tal como hoje em certas zonas Árabes se ensina o ódio aos "infiéis" e que matá-los é o correcto.
E assim evoluiu o país. Neste espírito de ódio por quem governa, pelos "patrões", pelos reis, e inveja aos ricos, aos que têm mais que nós e a sensação de que é injusto que se nasça em berço diferente, e quem nasce melhor tem, à partida, culpas pela infortuna alheia.
E os que queriam chorar, não puderam fazê-lo. E, pouco depois, entrou-se numa ditadura de quase meio século.
Enquanto as monarquias europeias, que ainda existem, permaneceram o seu caminho de liberdade, respeito, democracia que se foi conquistando devagar e consistentemente, alcançando uma qualidade de vida superior, sendo hoje exemplos do que deve ser uma democracia; a república portuguesa (à semelhança da maioria das outras), passou por instabilidade política, ditadura e voltou à instabilidade. Nunca se encontrou e nunca recuperou o seu "tom", o seu caminho.
Matou-se um rei, um jovem príncipe e impediu-se o povo de fazer o luto e de continuar a amar o que era seu.

O Príncipe assassinado por Ana Vicente e António Pedro Vicente

O auto de nascimento regista o dia 21 de Março de 1887 como aquele em que foi dado à luz, no Palácio de Belém, em Lisboa, o primeiro filho de Dona Amélia, Duquesa de Bragança e futura Rainha de Portugal. Seu pai, o Duque de Bragança, subiria ao trono com o título de Rei Dom Carlos. O nome completo do Príncipe da Beira, título atribuído ao filho primogénito, era Luiz Filipe Maria Carlos Amelio Fernando Victor Manoel António Lourenço Miguel Raphael Gabriel Xavier Francisco d’Assis Bento de Bragança, Orleans, Saboya e Saxe Coburgo Gotha. Todas as fontes indicam que a atitude da então Princesa Amélia, face aos seus filhos (Dom Manuel nasceria em 1889) era sempre extremamente atenciosa e carinhosa. Foi, sem dúvida, uma mãe que desfrutava a função maternal com grande prazer e que se ocupava muito directamente dos seus filhos, quer na primeira infância quer durante os anos da adolescência, desejando que em adultos fosses apreciados pelo seu carácter e não pelo seu nascimento. Garantiu assim a ambos um desenvolvimento emocional equilibrado. Escrevendo a sua irmã que se encontrava em Paris, Dona Amélia descreveu o seu bebé como sendo ‘um amor’ e muito inteligente. 

A educação do Príncipe Real foi muito cuidadosa e nela se empenhou D. Amélia no quotidiano. Segundo um servidor do paço, citado pela revista Brasil-Portugal, a Rainha queria que seus filhos se levantassem às 6. Os seus preceptores, todos do sexo masculino, deslocavam-se ao Palácio para aí instruírem os ilustres alunos. Os príncipes estudavam até ao meio dia, almoçavam, recebiam de novo os seus professores e cerca das 15 horas saíam em passeio, geralmente a pé. Ao fim da tarde faziam os deveres escolares e jantavam por volta das 19.30.  

A partir dos 13 anos de idade, o principal educador de Dom Luiz Filipe foi Mouzinho de Albuquerque, uma figura militar lendária, algo exaltada, com uma perspectiva muito pessimista da situação política que o país vivia. Numa carta aberta dirigida ao seu pupilo declarava que entendia como seu principal dever fazer dele um soldado. Em 1901 Mouzinho acompanhou o Príncipe a visitar o norte do país, com o intuito declarado de o levar a conhecer o seu povo. O escritor Rocha Martins, no seu estilo exuberante, refere assim o herdeiro: “um gentil adolescente, branco, mimoso, de cabelo cortado à militar, sorridente e tomado de todas as curiosidades” e que teria sido acolhido com o maior carinho no Porto, passando por Leixões. Deslocou-se ainda a Vila Nova de Gaia, Viana do Castelo, Penafiel, Grijó, Granja, Braga (incluindo o Bom Jesus), Ponte de Lima, Ponte da Barca, Monção e CaminhaA visita foi muito comentada e também criticada em alguma imprensa, pois os jornais republicanos, que tinham toda a liberdade em escreverem o que bem entendessem, encontravam defeito em toda e qualquer actividade realizada pelos membros da família real, realizando assim uma propaganda persistente e permanente que acirrava a opinião pública contra o regime monárquico.  

Durante a adolescência, o Príncipe esteve, em várias ocasiões, integrado nas visitas oficiais que diversos monarcas ou dignitários estrangeiros realizaram a Portugal. Eduardo VII de Inglaterra visitou Portugal em Abril de 1902, Afonso XIII de Espanha em 1903, o Presidente da República francês Loubet e a Rainha Alexandra de Inglaterra estiveram no país em 1905. Nesse mesmo ano o imperador da Alemanha Guilherme II passou por Lisboa, em visita privada. Em 1902 Dom Luiz Filipe foi a Londres para representar seu pai na coroação do Rei Eduardo VII, mas esta foi adiada devido a doença do monarca. Também esteve em Madrid em 1906 para assistir ao casamento do Rei D. Afonso XIII com a princesa Victoria de Battenberg,que ficou marcado pelo violento atentado à bomba contra os noivos, por parte de um anarquista. Morreram 20 pessoas e houve cerca de 100 feridos.  

O Príncipe Real prestou juramento à constituição política em 20 de Maio de 1901, em conformidade com a Carta Constitucional.  Entre Fevereiro e Maio de 1903 a Rainha D. Amélia achou por bem levar os filhos a fazer um cruzeiro no Mediterrâneo, não só pelo prazer da viagem mas também com intuitos educativos. Dom Luiz Filipe tinha sempre a sua máquina fotográfica à mão e os clichés foram colados num Álbum, relatando esta feliz excursão. O iate Amélia tocou em Cádis, Gibraltar, Oran, Argel, Tunis, Malta, Alexandria. Também visitaram o Cairo e Jerusalém e diversos portos de Itália.  

O evento político de maior destaque protagonizado pelo Príncipe foi a viagem que empreendeu a África entre 1 de Julho e 27 de Setembro de 1907. Visitou S. Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, as colónias inglesas da Rodésia e da África do Sul (estas últimas para fomentar as boas relações com a velha aliada) e já no regresso, Cabo Verde. Esta viagem ocorreu num momento particularmente significativo das querelas internacionais que, anos antes, tinham eclodido, relacionadas com a tutela portuguesa no imenso território de uma África então cobiçada e considerada necessária ao progresso europeu. Era ainda necessário refutar as acusações de esclavagismo em S. Tomé e Príncipe e em Angola, as quais, segundo o governo português, eram motivadas por rivalidades comerciais. Até aquela data jamais algum membro da família real se tinha deslocado às colónias portuguesas em África.

 A imprensa republicana foi muito crítica face a esta viagem, enquanto outros periódicos favoráveis à dinastia dos Braganças, davam conta de todos os pormenores das visitas, sublinhando a autenticidade do caracter do Príncipe e a boa recepção de que era alvo em todo o lado. Evidentemente que os muitos problemas que existiam nos territórios que à data se apelidavam quer de ‘Colónias’ quer de ‘Ultramar’, foram de alguma forma torneados ou ignorados publicamente. Por exemplo, na ilha do Príncipe, poucos dias antes da chegada, tinha rebentado uma revolta grave pelo que o África, nome do navio que transportava a delegação oficial, não se deslocou aí. Também havia revoltas no sul de Angola, que preocupavam o governo.  

O regresso foi de novo comentado sob dois pontos de vista opostos. Com virulência da parte dos republicanos e com palavras de admiração da parte dos monárquicos.  


Poucos meses depois, a 1 de Fevereiro de 1908, Dom Luiz Filipe era assassinado, juntamente com seu pai, o Rei D. Carlos, no Terreiro do Paço, em Lisboa, na carruagem em que seguia juntamente com sua mãe, a Rainha D. Amélia e seu irmão, Dom Manuel. Este descreveu a cena num relato doloroso e detalhado de que se citam as seguintes palavras: “Quando vi o tal homem das barbas que tinha uma cara de meter medo, apontar sobre a carruagem, percebi bem, infelizmente o que era. Meu Deus que horror. O que então se passou. Só Deus, minha Mãe e eu sabemos; porque mesmo o meu querido e chorado Irmão presenceou poucos segundos, porque instantes depois também era varado pelas balas. Que saudades meu Deus!” 

Qualquer acto deste cariz violento poderá ter muitas explicações mas jamais qualquer justificação.  Os traços de carácter e a cuidadosa educação que tinha desfrutado, permitem sugerir que o Príncipe Real, Dom Luiz Filipe de Bragança, poderia ter vindo a servir o país de forma hábil e correcta, modernizando as instituições e o estilo da monarquia.  

A instabilidade política, a não realização das grandes esperanças depositadas no regime republicano, que se instaurou em 5 de Outubro de 1910, levou, por sua vez, à implantação de uma Ditadura que perdurou 48 anos. 



domingo, janeiro 04, 2015

Mário Soares desafia Cavaco Silva a pronunciar-se sobre Sócrates

Claro, porque a coisa mais normal do mundo é um presidente da república pronunciar-se sobre casos de justiça e sair em defesa dos réus.
Toda a gente sabe que é essa a principal função de um chefe de estado, da principal figura da nação, vir em defesa da malta acusada de ter roubado a nação que é suposto ele representar e defender...


sábado, dezembro 13, 2014

O Vieira também queria...

É uma mentira, como tantas outras, que nos pregou a república quando disse: "Sem monarquia qualquer um pode ser presidente". Quando uma figura pública como Manuel João Vieira tenta reunir, em vão, 7500 assinaturas, que hipótese tem o comum cidadão de lá chegar?

Ao tribunal constitucional foram apresentadas 9 candidaturas à Presidência da República para as eleições de 2011. Das nove apresentadas apenas 6 foram aceites pelo TC:

Cavaco Silva - Apoiado pela "Máquina" do PSD, CDS-PP e ME
Defensor Moura - Independente (Membro da "Máquina" do PS) 
Francisco Lopes - Apoiado pela "Máquina" do PCP
Manuel Alegre - Apoiado pela "Máquina" do PS
Fernando Nobre - Militante do PS (Membro da "Máquina" PS)
José Manuel Coelho - Apoiado pela "Máquina" PND.

Pelo caminho ficaram:
Diamantino Maurício da Silva - Independente
Luís Filipe Botelho Ribeiro - Independente
Josué Rodrigues Gonçalves Pedro - Independente

Houve ainda tentativas de reunir assinaturas por parte de pessoas já conhecidas do público como o Manuel João Vieira que, em vão, tentou reunir 7500 assinaturas válidas.

Dizem à boca cheia, para convencer o quanto é verdade, que a república é mais justa porque o povo pode escolher o chefe de estado. No entanto verificamos, ano após ano, que a escolha que nos é apresentada é sempre a desejada pelos partidos políticos. Ou seja, todos sabemos e dizemos, também à boca cheia, que os políticos não prestam, que são todos iguais e são uns corruptos mas, esta república, não nos dá a hipótese de escolher alguém isento, alguém que não esteja ligado à política e que, como Chefe de Estado possa indignar-se e tomar atitudes contra QUALQUER partido político que não esteja a olhar para os interesses políticos, para a próxima eleição e sim, exclusivamente para os interesses da pátria. A verdade é que, com o actual sistema, estamos bloqueados. A verdade é que, há sempre partidos políticos para onde quer que nos viremos a "tomar conta" da (cada vez menos) nossa pátria. É este o sistema mais justo? A mim parece-me mais justo conhecer desde nascença quem me vai representar. Parece-me mais justo ter "lá" alguém que realmente se preocupa com o nosso país tendo respeito pelo tempo contínuo: Passado, Presente e Futuro. Conhecendo e respeitando a história e herança cultural. Ter alguém que não tem as atitudes comandadas por interesses políticos e sim por interesses patrióticos. Ter alguém que quer deixar às futuras gerações, seus filhos e netos e portugueses em geral, um país que se respeita e em bom estado. Mas, pelos vistos, a maioria prefer poder ter o "direito" de votar naqueles tipos que os partidos políticos lhes apresentam... é o país que temos há 100 anos. Foram 100 anos de com revoluções, torturas, ditadura, crise, falta de respeito, com tanto de negativo e tão pouco de positivo. Mas, pelos vistos, é assim que estamos bem e, quem pensa diferente, é retrógrado e extremista. 

segunda-feira, março 10, 2014

Barraco Barner

O tweet, de uma jovem BRITÂNICA de 20 anos, que está a fazer manchetes pelo Reino Unido e os Estados Unidos (meto o britânica em maiúsculas para se perceber que o erro não está só no nome do presidente). A pergunta que se coloca é: ela deve ser elogiada por estar preocupada com a situação no mundo ou devemos ficar preocupados com a falta de cultura dos jovens de hoje quando uma jovem britânica nem sabe que o presidente em questão não é dela?