segunda-feira, junho 16, 2003

A arte de provocar

Descobri a referência ao site da revista de Erwin Olaf na janela indiscreta. É uma revista, no mínimo, provocante, em particular a colecção de fotos intitulada Royal Blood. Descubram e digam de vossa justiça!
As aventuras sexuais do Capitão Iglo

Como é que este senhor ainda não está dentro, ou pelo menos, porque é que ainda não foi chamado ao TIC (Teatro Infantil Casapiano)?
Ora, o homem, um velhote de barbas brancas anda aos anos pelas televisões a dar palitos a criancinhas...senão está preso por práticas pedófilas, ao menos por trabalhos infantis (lembram-se do jovem marujo a fazer a faina da pesca?)
Quando começou era um jovem, como tantos outros;



foi envelhecendo;



envelhecendo;



juntando criancinhas ao seu barco ambulante;



e ninguém faz nada. É uma vergonha. Pois, as lanchas da Guarda Costeira são uma porcaria, eu sei!
Este é um retrato robot feito por uma das vítimas, resgatada ao largo da Noruega:



E depois, o ar de pavor das criancinhas ao vê-lo!



Esta ilustração não deixa dúvidas.

- Capitão Iglo: Fur seelacjs fahr ich meilencwil! (vira para cá o rabiosque que eu tenho aqui um palito para ti)
- Jovem a quem vamos chamar "Hans": Gib mir all dein Gold (porra, estás louco, onde é que uma coisa desse tamanho cabe?)
O terror, o medo, o pânico...

Senhores da PJ, este senhor atrás de grades, já!

domingo, junho 15, 2003

Recrutamento 365

A revista 365 está a recrutar todos os que sentirem que têm jeito para escrever, desenhar, pintar ou fotografar. A 365 não paga porque não pode, mas proporciona «reconhecimento social, prestígio nos meandros culturais/jornalí­sticos/ nocturnos que gostam de se sentir atentos ao pulsar da modernidade», ou então não faz nada disto... Para todos os que estiverem interessados aqui deixo o endereço para enviarem os vossos trabalhos para aprovação e, quem sabe, passarem a ser colaboradores da 365. Enviem textos, fotos, pinturas ou desenhos para:

Revista365 - Recrutamento
Apartado 333
4431-904 Vila Nova de Gaia

A Revista 365 tem como director Fernando Alvim.
Porto - União de Leiria

Final da Taça de Portugal, no Jamor. A jornalista da TVI entrevista José Eduardo Moniz, Director de Programação da TVI, sobre a TVI, sobre o sucesso da TVI. Zé Eduardo dá uns toques na bola, faz uma piada sobre a TVI e despede-se com "cá nos vemos pró ano, na TVI".
Televisão à portuguesa...e eu pergunto-me: Onde está o Emplastro? Como é possí­vel ainda não ter visto o Emplastro? Algo está errado!
Os melhores amigos, por Jerry Seinfeld

O texto já é velhinho, mas é intemporal e brilhante!

"Até hoje pensava que a pior frase que podia ouvir de uma rapariga era: "Temos que falar...". Mas não! A pior frase de todas é: "Eu também gosto de ti...
mas como amigo." Isto significa que para ela tu és o mais simpático do mundo, aquele que melhor a compreende, o mais dedicado... mas nunca vai sair contigo. Vai sair com um gajo nojento que apenas quer ir para a cama com ela. Aí­ sim, quando o outro lhe faça alguma das dele, ela chamar-te-á para te pedir conselhos. É como se fosses a uma entrevista de trabalho e te dissessem:
- "Você é a pessoa ideal para o posto, tem o melhor currículo, é o que está melhor preparado... mas não vamos contratá-lo. Vamos contratar um incompetente. Só lhe pedimos uma coisa, quando esse gajo fizer asneira, podemos chamá-lo para nos tirar da embrulhada em que ele nos meteu?"
Eu pergunto: "O que é que fiz mal? Fomos ao cinema, rimo-nos, passámos horas em cafés... e depois de quantos cafés ficámos amigos de verdade?
Depois de cinco? Seis? Com um café a menos tinha ido para a cama com ela??!!

Para as mulheres, um amigo rege-se pelas mesmas normas de um Tampax: podem ir para a piscina com ele; podem montar a cavalo; dançar..., mas, a única coisa que não podem fazer com ele é ter relações sexuais.
Ainda por cima, bem vistas as coisas... se para uma mulher considerar-te "seu amigo" consiste em arruinar a tua vida sexual, o que fará ela com os inimigos? A mim parece-me muito bem que sejamos amigos, o que não percebo é porque é que não podemos "ir para a cama como amigos". Eu penso que a amizade entre homens e mulheres não existe, porque se existisse saber-se-ia.
O que acontece é que quando ela te diz que gosta de ti como amigo, para ela significa isso e pronto. Mas para ti não. Para ti quer dizer que se numa noite estão na praia, ela já com uns copos, está lua cheia, os planetas estão alinhados e um meteorito ameaça a Terra... podias muito bem ir para a cama com ela!!
Por isso engoles... Por isso nunca perdes a esperança.
Ela sai com o Joe? Isso vai acabar. E quando isso acontecer, tu atacas com a técnica de consolador:
- Não chores, o Joe era um chulo. Tu mereces muito melhor, alguém que te compreenda, alguém que esteja no sí­tio certo quando tu precisas, que seja baixinho, que seja moreno, que não seja muito bonito, que se chame John...COMO EU!!

Pelo menos, sendo amigo podes meter nojo para eliminar a concorrência. É a técnica da "lagarta nojenta". Quando ela te diz:
- Que simpático é o Paul, não é?
- O Paul? É muito simpático... só é pena ser um pouco estrábico.
- Ele não é estrábico, o que tem é um olhar muito ternurento.
- Sim, tens razão. No outro dia reparei nisso quando olhava para a Marta.
- Não estava a olhar para a Marta, estava a olhar para mim!
- Vês como é estrábico?

O cúmulo dos cúmulos, é o facto dela considerar, que ter uma relação "super especial" contigo, é quando pode dormir na mesma cama sem que se passe nada.
COMO É QUE É?!! Então o "super especial" não seria que se passasse algo?!

Um dia depois de uma festa, tu ficas a ajudá-la a limpar, como fazes SEMPRE, e quando acabam ela diz:
- UH! Que tarde. Porque e que não ficas cá a dormir?
- E onde é que durmo?
- Na minha cama.
Aí, até te tremem as pernas.
- "Esta é a minha noite, alinharam-se os planetas!". Passados uns minutos, dás-te conta que não são precisamente os planetas que se alinharam, porque ela, como são amigos, com toda a confiança fica em roupa interior e tu, pelo que vês, pensas:
- "Vou ter que ficar de boxers. Com todo o alinhamento de planetas que tenho em cima..." E, assim que te metes na cama, dobras os joelhos para dissimular. Ela mete-se na cama, dá-te uma palmada no rabo e diz-te "Até amanhã". E põe-se a dormir! "COMO É QUE É?!! Como é que se pode pôr no ronco tão cedo? E esta fulana não reza nem nada?" Estás na cama com a rapariga dos teus sonhos. No iní­cio nem te atreves a mexer, para não tocar em nada. Sabes que se nesse momento fizessem um concurso, ninguém te podia ganhar: és o gajo mais quente do mundo.
E como é longa a noite! Vem-te à cabeça um monte de perguntas: "Tocar uma mama com o ombro será de mau amigo? E se é a mama que toca em mim?" Mas depois de muitas horas, já só fazes uma pergunta:
- "SEREI REALMENTE UM FROUXO?!"
Não podes acreditar que estás na mesma cama e não se vai passar nada. Confias que, a qualquer altura, ela vai dar a volta e dizer "Anda lorpa, que já sofreste bastante. Possui-me!" Mas não. Para as mulheres parece que nunca sofremos o suficiente. E como sofres...Porque tens todo o sangue do corpo acumulado no mesmo sítio. Já houve mesmo casos de homens que rebentaram... Mas ainda não acabou a tua humilhação. Às 7 da manhã tocam à campainha:
- AH! É o Joe!
- O Joe? Mas ele não te tinha deixado?
- Depois conto-te tudo. Estou com pressa. Esqueci-me de te dizer que o Joe ia trazer o cão. Como vamos à praia eu disse-lhe que ficando contigo o cão não podia estar em melhores mãos. Porque tu és um verdadeiro amigo!
- UH?!
- Estás com má cara. Dormiste bem?

E aí­ ficas tu com o cão, que esse sim é o melhor amigo do homem."

Mr. Jerry Seinfeld
RAP e ABB

Apesar de ser muito cool designar as pessoas pelas siglas do nome, eu, NRS, prefiro chamar Ricardo Araújo Pereira ao RAP e Abel Barros Baptista ao ABB.
Ora, diz o Ricardo Araújo Pereira, no Gato Fedorento, que, quando for grande, quer ser o Abel Barros Baptista.
Eu, pela parte que me toca, não quero ser esta pessoa!

Obrigado pai, obrigado mãe!
Uma gata tão meiguinha

Falou aqui o Nelson da nossa ida a uma esplanada nas Azenhas do Mar com uma amiga e uma gatinha recentemente dada, e um grunho português na mesa ao lado.
Não, não vou repetir a história do grunho porque considero que o Nelson já a contou muito bem. Gostava, no entanto, de vos falar daquela gatinha recentemente dada:

Soubemos que um casal conhecido tinha uma gata para dar. Rapidamente aquela nossa amiga, a São, a quem tinha morrido uma gata recentemente, se ofereceu para ficar com a dita. Assim contactámos o casal conhecido, a Anabela e o Nuno, e combinámos como a iríamos buscar. E aqui vem a parte da história que me comoveu e que quero partilhar.

A Anabela apareceu-nos carinhosamente com a gata ao colo. Começou logo por dizer que a gatinha era muito meiga e estava muito mimada porque a Anabela tinha andado sempre a dar-lhe colo. Perguntei como tinha a gata aparecido lá por casa: respondeu-me que não tinha aparecido. Aquela gata, de apenas um mês, estava presa no motor de um carro e a Anabela andou «armada em mecânica» a tentar tirá-la de lá. Imagino as arranhadelas que uma gata, assanhada numa situação daquelas, lhe terá dado. Mas a Anabela não desistiu e levou-a para casa.
Soube depois que a gata estava há apenas 48 horas com este casal. Já tinha, porém, ido ao veterinário. À São a Anabela explicou tudo. A gata está constipada e tem de ser colocado este soro nos olhos de tantas em tantas horas, tem este antibiótico para tomar também. Além disso está a ser desparasitada e tem de tomar um determinado produto nos dias X - comida, uma garrafa com água, «porque ela sofre muito com o calor», e a areia para o xixi, que ela só faz na caixa!
Enquanto eu falava com o Nuno, sempre atencioso, tí­mido e meigo, ia observando o carinho com que a Anabela explicava tudo. Depois o olhar já de saudade por se despegar daquela simpática gatinha que esteve com ela «apenas» 48 horas.

Pensei: «bolas, é bom ver que ainda existem pessoas que fazem destes gestos de uma forma tão descomprometida». A Anabela e o Nuno já salvaram vários bichinhos e arranjaram donos para todos. De todos se despedem com a mesma saudade. E o mais incrí­vel é que esta Anabela e este Nuno são um daqueles casais que poderiam aparecer naquelas revistas do jet set nacional a mostrar a sua casa e a vangloriarem-se por salvarem tanto animal, mas não o fazem. Não vou dizer o seu sobrenome, porque, tal como eles, acho que estes gestos são tão bonitos que devem ser conhecidos pelo gesto em si e não pela pessoa que o executa.

Obrigada Anabela e Nuno

P.S. - A gatinha ainda não tem nome... ninguém se consegue decidir. Mas já ronrona para a nova dona e se aninha ao seu lado na cama (o xixi só na caixa).
Uma esplanada...Sol...mar...cerveja e um português bruto

Ontem fui beber café, ao finalzinho da tarde, a um dos meus lugares preferidos, um cafezinho modesto mas com uma vista incrível ali para as Azenhas do Mar, concelho de Sintra. Boa companhia, uma bela duma imperial, Sol, uma gatinha linda com um mês de idade que tínhamos ido buscar para a sua nova dona, boa conversa, enfim, um bom Sábado. Descontraí­do, relaxado, agradável. Tudo para se estar ali na maior das inércias que se possa imaginar.
Mas eis que entra em cena, o belo do português bruto.
Explicando: o senhor, e uso a palavra senhor no mais largo significado possível, foi, tal como nós beber um café com a esposa e amigos. Além do tom de voz, vários decibéis acima do resto das pessoas presentes na esplanada, começa a implicar com a empregada (atenciosa e simpática, por sinal) porque o pagamento era feito ao balcão e não na mesa. Não sendo a 1ª vez que o tal senhor deveria provocar discussão no estabelecimento, a empregada avisou-o de que não podia fazer o pagamento e receber o troco à mesa. Regras da casa que o senhor, diga-se, já parecia conhecer.
Conclusão: O senhor foi levantando o tom, com palavras como estúpidos, espelunca, incompetentes e por aí adiante... A empregada acabou por lhe levar o troco à mesa, com um "Muito obrigado, boa tarde". O senhor calou-se, pensam? Oh, mas quão errados estão! Claro que não. Depois disso vangloriou-se, repetindo 10 vezes (contadas) a seguinte frase: "Eu pago à mesa, quero o troco à mesa, mas quem é que esta gente pensa que é. São todos estúpidos". Além disso, acusou as pessoas de serem chulos por não reclamarem como ele, o arauto da justiça naquela espelunca (palavra do senhor que, pelos vistos, gosta de levar a mulher e os amigos a beber café, num Sábado à tarde, a uma espelunca onde é mal atendido por estúpidos e onde os outros clientes são chulos). Das duas uma, ou o senhor é particularmente masoquista ou não tem sexo vai p'ra três-quinze dias. Ou as duas coisas! Haja paciência com gente assim. A única parte boa é que foi o momento de humor da tarde! É sempre bom ouvir um bruto a fazer figura de urso!
Desculpe, sô Dr. Mário Soares, importa-se de repetir?

O senhor Doutor Mário Soares, essa grande figura da democracia portuguesa, o homem que nos livrou dos comunistas, o herói que levou nas trombas na Marinha Grande porque deu jeito para 10 anos de presidência "isenta" e conciliadora, referiu-se (finalmente) ao escândalo da rede de pedofilia (aparentemente) organizada de que se fala no seu país desde há uns meses a esta parte. O título da notícia é por si só assustador: "Provas insuficientes:"
Mas o texto, esse então, é brilhante. Senão, reparem. Então o que disse o Senhor Doutor Mário Soares, amigo de Carlos Melancia, pai do senhor Doutor João Soares que "caiu" em Angola com um avião sobrelotado de....ar?
Ora, este verdadeiro rei sem trono do Portugal pós-25 de Abril brinda-nos com as seguintes palavras:

"Julgo que não há provas suficientes contra os acusados, vamos para o processo no tribunal, com debates, interrogatórios, os advogados de defesa vão insistir na insuficiência de provas, eles provavelmente não serão condenados."
"A magistratura e a justiça do nosso país vão sair muito mal, o que será muito grave."
"Quando os olharem na rua, as pessoas vão achá-los sempre culpados."

Portanto o excelentí­ssimo rei das carapaças de tartaruga sabe de coisas que nós não sabemos, deita-se a adivinhar o que acontecerá nos julgamentos e nos pós-julgamentos, e finalmente passa a mão conciliadora pelos pobres acusados que terão que viver sobre um estigma de culpabilidade o resto das suas vidas (Paulo Pedroso certamente agradecerá as sábias palavras do mestre). Mas, será que esta gente não ganha vergonha? Senhor Doutor Mário Soares, a parte boa de vivermos numa democracia é essa. Deixe os tribunais, os juí­zes e a polí­cia cumprirem o seu dever e cale-se homem. Isto não é só para você. Mas não diga mais disparates! Já devia ter deixado de mandar bitaites há uns bons 15, 20 anos. Ah, e não se preocupe, parece que o seu filho, neste escândalo, não está envolvido. Suspire de alí­vio, são tão poucos os escândalos em Portugal em que o seu nome de família não apareça envolvido!
Vera, que merde!

Sem querer desancar na senhora com 2 t's no sobrenome (em Portugal chega para ser colunista e/ou colunável), hoje, na leitura do Diário de Notícias dei com isto...desculpem, com esta crónica... não desculpem mesmo, com esta bela merda. Pardon, com esta belle merde!
Depois do Ricardo Araújo Pereira, do Gato Fedorento, se ter deliciado com o texto da senhora Camila Coelho sobre o lixo ou sobre os pombos coxos, eis que surge Vera Roquette, não menos inspirada que a senhora anterior, com este "texto sublime":

Paris, merde!
Je m'emmerde, tu t'emmerde, en s'emmerde. Tout le monde s'emmerde: o país s' emmerde.

Um salto a Paris. Três dias. Chance, chance, merde!

Paris du monde, des arts, des lettres: Paris lumière. Paris de Marat e Robespierre, de Balzac, de Hugo, de Rousseau e Voltaire, de Gide, de Valéry, de Verlaine e Baudelaire, Paris café de la Paix, Fantôme de l'Opéra.

Paris, toujours de sempre. Paris au coin du ciel, sacadas de frescas sardinheiras, Paris das boulangeries, das pâtisseries, des tartes aux pommes, Paris des roses, dos lilases e papoilas, rubains em vasos de latão. Paris de Brel, de Chevalier, de Bécaud, de Piaf et Moustaky, Liberté! Paris das Tulherias, das tricoteuses e vendeuses envinagradas e chauffers furibonds, que atiram com a porta au nez dos clientes.

Paris Rive Gauche, Paris Rive droite: Sena de braços abertos, «elle coule, coule, coule...»

Paris de baixo, Paris de cima. Paris Chanelle, Paris Zara. Paris des Lafayettes: inferno dos homens. Um, ressona, outro, espreguiça-se, coça a cabeça, regarde la montre, outro encore, lê um calhamaço. Espreito: Tolstoi! Ela, chega en retard, vietnamita, a arfar, redonda, rempli de sacos e esperanças, trapos e facturas. La vie en rose!

Paris, Global. Louvre: entram nipónicos de olhos em bico e saem de olhos fisgados, ainda mais em bico, de dedo ininterrupto na câmara, a filmar, a filmar aos «s», em círculos que estonteiam, fous com a Gioconda. Ela, trocista, s'en moque - que mais vale cair em graça. E sorri, das vénias, dos parlapiés, das multidões, dos flashes e acotovelamentos, sorri, dos muitos sorrisos de Leonardo, de outras Virgens Nossas Senhoras.

Paris dos ténis a pisarem tapetes fofos e a insultarem frescos. Mais, voilá! que ela passa, chic, esguia, na saia traçada da cor do linho. Paris, quand même!

Paris crème de la crème, dos gourmets, dos Chandons, dos Fauchons, dos Bocuses. Paris des vaudevilles, de Queen et chez Castel, Paris des escargots, des huîtres et cornichons, Paris des trottoirs, des cafards, des voyous et des sous.

Paris des brasseries, des Faubourgs, des grands boulevards e promenades, des foules, des rêves, chance, chance, merde!

No hotel. Hesito: vejo ou não vejo o Telejornal? Vejo. Merde!

Seguem-se anúncios: Fernando & Fernandes, enterros de pompa e circunstancia! «Queremos continuar a servir amavelmente os nossos clientes» (Irra!), e ele, o Fernandes, imponente, à secretária, de bigodes farfalhudos.

Saio. É noite. Paris, reflecte luz. Rendo-me. Paris Concorde, Paris St Germain, Paris Montparnasse. Olho o cartaz da Benetton: «De la nourriture pour la vie». Um homem musculado tem, no lugar da mão direita, uma prótese com colher. Amanhece. As pessoas continuam a correr, folles, a desgastar-se nas montras. A reinventarem-se. «De la nourriture pour la vie».

Salut! Paris, Bonjour ... L'important, c'est la rose.

Et maintenant? Maintenant, vite! Paris Orly, au revoir, à bientôt, je reviens te chercher, Paris: «De la nourriture pour la vie». Beauté ivresse, intranquilité, la foule, la rose, la seine... ça y est! Paris."

Comentários para quê, é uma cronista portuguesa, ou à portuguesa. Vera, com sotaque e com 2 t's...queres um encore da crónica? Cá vai, aponta aí!

"Croissant, merde;
Roland Garros, merde;
Jacques Chirac, merde;
Merde, chien, merde;
Beacoup de merde;
Rien de rien, merde, Piaff, merde;
Oh la la, que merde! Oui, que merde!
Vera, porquois...porquois...merde!"

Só uma pergunta...o DN paga por estas colunas? É que se paga...que merde, l'argent....oh l'argent, que merde!

Tanta gente com coisas para dizer e tanta merde nos jornais que temos!
Manobras de diversão

Esta noite, aproveitei a noite quente de Lisboa e o ambiente da Feira do Livro para assistir, no Auditório ao espectáculo (e a palavra aqui é bem apropriada) das Manobras de Diversão. Não estavam completas, mas o trio composto por Marco Horácio, Manuel Marques e Bruno Nogueira dominou por completo um auditório a encher de gente, tudo apertadinho uns contra os outros (ah! o calor humano) e apertadinho de tanto rir. As Manobras dissertaram sobre as "Comédias da Vida Literária", o mundo dos livros e, em particular, dos escritores e leitores portugueses e que dissertação, meus amigos. Ninguém escapou, desde uma batalha entre as claques de Saramago e de Lobo Antunes, uma marcha de Sto. António ao copy-paste de Clara Pinto Correia ou a promoção de livros no Continente, com figuras do jet set na apresentação (não escapou Pedro Santana Lopes). No conjunto, mais de uma hora de muito humor, critica social muito bem apontada e 3 excelentes desempenhos. Alegro-me em poder dizer que qualidade, como referi num outro post, à coisa que não falta pelo nosso paí­s. Pena que, em termos de humor, por exemplo, tenhamos que gramar com a 1000ª reposição dos Malucos do Riso...Basta, olhem para esta gente nova e incrivelmente saudável que está aí, à espera de brilhar. Por isso, não percam, a partir de dia 20, se não me atraiçoa a memória, no Teatro São Luiz, em Lisboa, o espectáculo das Manobras de Diversão. Não se arrependerá...satisfaction garanteed!

sábado, junho 14, 2003

Vitórias para a música

Na quinta-feira passada, dia 5, foi lançado o mais recente trabalho dos Metallica, St. Anger. Nesse mesmo dia me dirigi eu a uma loja com um amigo, que ia comprar o álbum e após ouvir um pouco resolvi comprá-lo também, não resisti. Acontece que ao pegar no cd não pude deixar de me lembrar do MTV Icon deste ano que foi precisamente dedicado aos Metallica, e muito bem a meu ver, e de me lembrar que na parte inicial do programa começaram por falar das dificuldades do grupo nos últimos anos com a saída de um dos seus membros, o baixo Jason Newsted, e com a desintoxicação de James Hetfield. E foi precisamente esta última parte de que mais me lembrei: a desintoxicação de James Hetfield, e ao lembrar-me de tal a ouvir o cd senti uma enorme satisfação por ver que o vocalista de uma das minhas bandas favoritas se encontra em excelente forma, com a mesma voz poderosa de sempre, e a fazer muito boa música.

Pouco depois nessa mesma loja ao pesquisar as novidades encontrei o 1º cd a solo de Dave Gahan, o vocalista dos Depeche Mode, e estabeleci uma ligação imediata com o que tinha pensado ao pegar no St. Anger porque também Dave Gahan passou por um processo de desintoxicação há anos atrás, voltando os Depeche Mode em 2001, e novamente me senti satisfeito por ver que boa música continua a ser feita por Dave Gahan que deu voz a músicas que ainda hoje me marcam, como "Enjoy the silence".

Lembrei-me de escrever isto sobre a vitória destes músicos que tanto prezo sobre o álcool, no caso de Hetfield, e sobre as drogas, no caso de Gahan, ontem enquanto ouvia, precisamente, o St. Anger dos Metallica. E realmente escrevi, mas isto foi-se abaixo não sei porquê, de qualquer maneira a inspiração fornecida pela música não foi menor hoje ao som da minha favorita, que também se deparou com problemas com drogas em tempos, os Aerosmith e que passados mais de 10 anos de deixarem as drogas continuam a fazer excelente música, há mesmo quem diga que cada vez melhor, e cujos álbuns em que se encontram já sóbrios são a meu ver e a ver de mais uns quantos fãs superiores aos anteriores. Estas vitórias destes músicos magníficos e que são também vitórias para a música.
Blogosfera

Passeando pelos blogs, deparei-me com a opinião de Ví­tor Ribeiro e Pacheco Pereira, no blog Replicar, sobre a blogosfera. Coloquei lá um comentário, pois também o Replicar nos dá essa oportunidade, mas gostava de o repetir aqui:

Abri um blog depois de ter assistido ao «Isto é a cultura, estúpido!» exactamente sobre este tema. Na altura achei que a forma como algumas pessoas falavam da blogosfera era do mais exagerado que alguma vez ouvi. Dizer que ter um blog nos tira horas de sono ou de estudo é exagero. Tenho um blog porque gosto de escrever (sou jornalista). A publicação para a qual escrevo (Tempo Medicina) limita-me a um tema (saúde). Achei que o blog era uma excelente oportunidade para escrever sobre outras coisas das quais gosto. Foi por isso que o abri. Estou lá eu e mais dois amigos (um deles escreve para lá mais do que eu porque tem mais tempo). Não vejo o blog como uma obrigação, e antes como um prazer. Escrevo quando posso e quando me sinto inspirada para o fazer. Julgo que deveria ser assim que todos deveríamos encarar a blogosfera e é bom vir encontrar noutro blog pelo menos dois bloguistas que pensam como eu. Obrigado!

sexta-feira, junho 13, 2003

Quem é que se anda a queixar de mim?

É verdade! Pela 1000ª vez, recebi um mail nos seguintes termos: "Ganhe até mais 5 centímetros em comprimento; aumente o diâmetro até 20%; acabe com os problemas de ejaculação precoce; consiga erecções fortes como uma rocha - Clique aqui para consegui-lo agora!".
Mas o que é isto? Será que alguma ex-namorada anda a fazer queixas das minhas fracas performances sexuais? Será que as dimensões do meu pénis são assim motivo para tanta preocupação por parte de centenas de empresas, apostadas em fazer de mim um John Holmes dos tempos modernos?
Caramba, que começo a ficar farto disto e a sentir-te também deveras inseguro. Se descubro quem foi a gaja que foi falar de mim a estes tipos, racho-a ao meio...se conseguir, claro!
David Fonseca e a vida após os Silence 4

Aqui pelo blog, a Sara já nos disse o que pensa do 1º álbum a solo do vocalista dos Silence 4, David Fonseca.
Resolvi dar a minha opinião acerca do mesmo assunto, porque na realidade, me parece justo que se transmita o quanto este CD tem para oferecer.
Antes do lançamento deste disco, tinha dado um pulo ao site do David, onde fui encontrar criticas do tipo "Ele sozinho não vale nada, o sucesso da banda era do trabalho do Rui Costa.", ou ainda, "O som dos Silence 4 é repetitivo e sempre igual. Não vai a lado nenhum sozinho".

Ora, eu tenho ambos os cd's de Silence 4.
O primeiro, "Silence becomes it", foi dos poucos álbuns até hoje pelo qual me apaixonei à primeira audição, desde os primeiros acordes do "Borrow" na rádio ou do som do "Dying young" no spot de publicidade que passava na TVI ao Seinfeld. O seguinte, "Only pain is real", já não teve o mesmo impacto a início mas, à medida que me ia acostumando a ouvi-lo, acabei por gostar ainda mais do que do anterior. Ainda hoje sei praticamente os álbuns de uma ponta à outra e ouço-os com frequência. Músicas como "Angel song"; "Empty happy song"; "Only pain is real" ou "Dying young" ainda hoje me fazem vibrar.
Por isso, quando soube que o David Fonseca ia lançar um trabalho a solo, dois pensamentos me vieram de imediato à cabeça. Será que é o fim dos Silence 4? Será que ele se "safa" sozinho? E depois ouvi o single de estreia..."Someone who cannot love". A reacção foi imediata, fiquei apaixonado pela música, pela letra, pelo som intimista a que já me tinha habituado nos trabalhos com a banda. Mesmo assim, tinha algum cepticismo acerca do restante do trabalho do David. Até que o ouvi na Best Rock FM, no Programa da Manhã, a apresentar o novo álbum, a conversar sobre ele, sobre os Silence 4, sobre o futuro e o passado e a interpretar uma versão soberba (ou não) do "U can't touch this", de MC Hammer (onde surgiu a teoria de que Fátima Felgueiras estaria realmente escondida nas calças de MC Hammer, numa casa na Buraca). Também nesse programa ouvi pela primeira vez o "The 80's" e partes de outras músicas e foi então que resolvi comprar o álbum o mais depressa possí­vel. E se bem o pensei, melhor o fiz.

À primeira vista, o que impressiona é a qualidade da caixa do CD, está espectacular e quase que vale o dinheiro só por si. Depois, ouvi o CD entre Lisboa e Sines, por volta das 10 da noite e, meus amigos, se as 2 músicas que já conhecia me tinham conquistado, o resto do disco foi só a confirmação de que vos estou a falar dum enormíssimo trabalho.
Desde a introdução até ao último acorde do "My sunshine and my rain", que delí­cia ouvir o David expor a sua alma, a sua vida, daquela maneira. Como disse a Sara, estas músicas não foram feitas pensando em serem editadas, e nota-se. É tudo tão puro, tão simples, tão íntimo e ao mesmo tão bem produzido pela mão desse génio chamado Mário Barreiros, que não poderia ser melhor.
Aconselho vivamente a aquisição deste excelente álbum de música(s): Chama-se "Sing me something new" e é simplesmente divinal.

"So this is how it feels to be young,
let's turn off the lights, let's blackout the Sun,
we can't be bought and can't be sold,
we figure out ways of deranging the World"

So you want to save the World - David Fonseca
Euro 2004 : Prós e contras

Faltam exactamente 364 dias para o primeiro jogo do Euro 2004, a ser realizado no estádio do Dragão, no Porto. Para a realização deste evento desportivo, o maior alguma vez realizado em Portugal, estão a ser construí­dos ou a ser totalmente remodelados dez estádios de futebol.

Numa altura em que a crise económica no país se faz sentir no bolso de todos os portugueses já foram despendidos 952,82 milhões de euros, até à data, para a organização deste evento. Quer gostemos ou não de futebol estamos todos a ser obrigados a pagar os custos deste evento através dos nossos impostos.

Diz-se que o facto de estarmos a organizar tal acontecimento traz grandes oportunidades em termos de emprego. Mas até agora, se olharmos para quem constrói os estádios, deparamo-nos com muitos africanos, muitos homens de leste, muitos brasileiros e muito poucos portugueses. De qualquer modo, para a parte logística e organizacional da questão ainda estão a ser recrutadas pessoas e julgo que, para tal, será dada prioridade aos portugueses (esperamos). Há porém o pedido de voluntários feito pela organização deste evento e aqui lá se vai a oportunidade de emprego pois acredito que muito «futebol-maníaco» não se importe de trabalhar de graça só para poder ver os jogos «gratuitamente».
Um aspecto positivo será a revitalização das áreas envolventes aos novos estádios. No entanto, actualmente, na grande maioria dos dez estádios essas obras estão atrasadas, algumas não tendo previsão para o seu iní­cio ou conclusão.
Outra coisa que a organização deste acontecimento poderá trazer é a divulgação do nosso paí­s no estrangeiro. Sendo Portugal riquíssimo em termos de recursos turí­sticos (turismo que, na minha opinião, poderia ser a nossa maior fonte de receitas), esta é uma excelente oportunidade para nos divulgarmos e mostrarmos aquilo de que Portugal é feito (história e belas praias: haverá algo mais apelativo para os turistas?).
Porém, a promoção do torneio tem sido fraquí­ssima. Foram feitas escassas acções publicitárias fora das fronteiras e mesmo dentro é o que se tem visto. Em declarações ao Público, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol e da Sociedade Euro 2004, Gilberto Madaíl, garantiu que tudo estava a ser feito dentro dos prazos e que o evento será amplamente publicitado.
Cá dentro, e apesar da crise, a corrida aos bilhetes deu-se logo no dia do anúncio da venda sendo que, em apenas dez dias, foram feitas 100 mil reservas.

quinta-feira, junho 12, 2003

Sing me something new

Muitos de vós já ouviram, quase de certeza, o single «Someone that cannot love» deste primeiro trabalho a solo de David Fonseca. Se gostam desta música gostarão, quase de certeza, de todo o álbum. Não que as músicas sejam todas "iguais", mas são todas excelentes.
Este foi dos primeiros discos que me fascinaram logo à primeira audição, o que me fez querer logo tê-lo. Começa com a fantástica «The 80's» que, não sendo uma música dos anos oitenta, consegue transmitir o espírito dessa, já mí­tica, década. A quem passou a sua juventude durante esses anos, esta música dirá muito e, com certeza, animará. Segue-se o «Someone that cannot love». E quem já não passou por isso na vida? Amar sem ser amado, ser amado sem conseguir amar, todos nós já sentimos uma ou ambas as emoções. Por isso esta música aplica-se e pode ser sentida por todos. «Playing bowies with me»; «So you want to save the world», que nos fala do espí­rito jovem de quem quer salvar o mundo, de quem acredita que o consegue fazer. «You make me believe» - quando se acredita e se confia em alguém a quem não conseguimos dizer tudo mas que nos faz acreditar em nós próprios. «You and I (letter to S.)» - Com esta música, somos invadidos por um ambiente familiar. Começamos por ouvir o som de uma máquina de escrever, e depois por uma melodia muito simples que nos faz sonhar e nos coloca um sorriso na cara. «Haunted home», talvez a minha favorita. É a história de alguém que não se deixa descobrir mas que necessita que o descubram. Alguém que quer «abrir a porta» de uma «casa assombrada» que nada mais é do que o seu «sitio» de memórias que precisa de arrumar. Fala do medo de deixar alguém entrar, mas da confiança de abrir aquela porta e deixar-se acompanhar nessa árdua tarefa que é afastar os fantasmas para sempre, limpar e reconstruir aquela «casa assombrada». «Summer will bring you over» - esperança. «Now that I am you»; «Revolution» - absolutamente revolucionária. «In love with yourself»; «Do you really believe that love?»; «Sing me something new»; e por fim outra das que eu prefiro «My sunshine and my rain» que fala de medos e de defesas, de pensamentos escondidos e de como não se vão revelar. Explica como as pessoas não são tão simples como por vezes aparentam.

De acordo com o próprio David Fonseca, estas músicas não foram pensadas para serem editadas. No entanto foram-no e ainda bem. Revelam muito sentimento e muita pureza e, acima de tudo, um extraordinário talento deste grande músico da actualidade portuguesa.
Matrix reloaded

Finalmente consegui ir ver a sequela de um dos filmes que mais me marcou nos últimos anos. Fui quase a medo, tal a quantidade de pessoas que me disseram não ter gostado do Matrix reloaded, mas fui. Tinha que ver, para tirar teimas!
E o curioso é que gostei do filme. Gostei mesmo, e só lhe tenho a apontar 2 defeitos, a extensão das sequências de acção e o facto de, por assim dizer, não terminar. Na realidade, parece-me um pouco de crueldade fazer-nos pagar um bilhete de cinema para depois sermos quase obrigados a voltar, uns meses depois, para ver como acaba a história. Enfim, modernices com as quais não concordo. Por outro lado, tudo bem que construíram um troço de auto-estrada de propósito para o filme mas...15 minutos de perseguição automóvel, por muito bem filmada que esteja, apesar daquela incrível banda sonora por trás e da parafernália de efeitos especiais verdadeiramente assustadora, ao fim de algum tempo torna-se meio entediante.
No entanto parece-me que o problema maior de Matrix Reloaded é precisamente o 1º filme - o próprio Matrix. É que, enquanto este nos apanhou completamente de surpresa, apresentando-nos a um universo novo e extremamente rico, o 2º filme da série tem uma tarefa bem mais complicada, que é a de apanhar o fio da meada à história, enriquece-la e ainda para mais, prepará-la para um 3º filme. Tendo em conta isso, acho que essa tarefa foi conseguida, com aqueles dois reparos que fiz, mas foi conseguida. Mas eu nem sou crítico de cinema, por isso, só posso dizer...eu gostei!
Emplastro: Afinal é ele!

Are you talking to me? O Porto é lindo...É só minha impressão ou este senhor é aparentado do Emplastro? Só tem o sinal da bochecha errada!

Ou será que são uma e a mesma pessoa?
Vocês viram o Cabo do Medo?
...medo, muito medo!
American way

Ultimamente tenho ido várias vezes à zona de Sintra, em passeio. Adoro percorrer aquela serra e, em conversa, lembrei-me de, há uns 4 ou 5 anos, estar a passear com amigos pelo Palácio da Pena, e ter por perto um grupo de turistas, entre eles um casal de meia-idade americano. Dizia ele: "Isto é lindíssimo, que maravilha..." ao que ela, incrédula, respondia "Não sejas parvo, é impossí­vel que estas datas estejam certas. Eles colocaram cá isto só para os turistas verem". É este o povo que "domina o mundo"? Pobre mundo. Paz à sua alma. Oremos!