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segunda-feira, março 02, 2015

Como é que, sendo pobre, votas em partidos de ricos?

É uma pergunta que ouço frequentemente por defender ideias liberais.
Vou tentar responder:

Primeiro, não me considero pobre. Nem quem me faz a pergunta se deveria considerar pobre. Tenho internet, tenho comida na mesa. Tenho luz eléctrica, tenho água canalizada. Tenho um aquecedor e uma ventoinha. Tenho um carro, tenho roupa no corpo. Ok., o meu carro é velho, as refeições nem sempre são grande coisa e a roupa é comprada nos supermercados e algumas peças têm mais de 10 anos, mas tenho tudo isso que cerca de 80% das pessoas no mundo não tem. Logo, eu não sou pobre. Eu estou entre os 20% mais ricos do mundo, tal como quem agora está a ler este post está (porque se o faz é porque tem, pelo menos, a luz eléctrica e a internet - calculo que tenha tudo o resto).
Segundo, mesmo que seja pobre dentro do conceito do "rico" da pessoa que me faz a pergunta do título - rico esse que se compara com os 20% mais ricos que ele e não com os 80% mais pobres - não sou ladra, invejosa, nem rancorosa e sou, completamente, contra o roubo. Assim sendo, não creio que vote em "partidos de ricos", voto sim em partidos de gente que não defende a política de roubar ao outro para me dar a mim (e mesmo que me considerem pobre não creio que tenha direito de roubar ao outro em meu benefício).
Terceiro: pela definição de partido de ricos e partido de pobres da pessoa que me faz a pergunta, podem crer que prefiro votar em partidos que defendem a riqueza do que em partidos que defendem a pobreza. Basta olhar para o exemplo do mundo para perceber que  quanto mais se "defendem os pobres" e se "atacam os ricos" mais pobres se cria, porque não se estão a defender políticas económicas que estimulem a criação de riqueza e sim, e apenas, políticas económicas que defendem a distribuição da riqueza criada. Ora, se não se cria riqueza o que sobra para "distribuir"?

quinta-feira, fevereiro 12, 2015

Não quero saber dos ricos...

Não me faz confusão a existência de ricos no mundo, faz-me confusão a existência de pobres e não me importo com quem vive melhor do que eu, importo-me com quem vive pior. Não quero a distribuição da riqueza existente, quero a produção de mais riqueza. Não quero que todos tenhamos de pagar o mesmo nível de saúde e educação, quero que quem é pobre tenha acesso gratuito a saúde e educação de qualidade e quem pode pague para a ter.


terça-feira, fevereiro 03, 2015

Somos pobres?

O gasto anual com tabaco na EUROPA é de cerca de 60 mil milhões de euros. Com esse dinheiro era possível oferecer educação gratuita a todas as crianças do mundo, oferecer serviços de saúde e nutrição gratuitos, equipar o mundo inteiro de saneamento básico...



E que tal se deixasse de fumar e passasse a oferecer o que poupa a instituições de solidariedade?

terça-feira, dezembro 30, 2014

Uma sociedade sem classes


Li algures que o objectivo da esquerda era uma sociedade sem classes e quando as pessoas entendessem que era melhor para elas votavam esquerda (isto enquanto se justificava, culpando a direita, o facto de países que levaram a cabo as políticas marxistas não tiveram sucesso). 

Ora eu pergunto e peço que pensem bem nisto:

Como é que, NA PRÁTICA, se consegue uma sociedade sem classes? Ou seja, uma sociedade na qual todos têm o mesmo nível de "riqueza"?


Ora para o alcançarmos, agora, teríamos de roubar quem já tem mais e distribuir por todos os outros mesmo que esses outros nunca tenham feito um "pentelho" na vida. E, imaginando que isso é viável, depois de dividirmos tudo, impedimos quem quer enriquecer de o fazer? Como? E se alguém quiser trabalhar mais horas, para receber mais, não recebe? Se não recebe também não trabalha, certo? E, se assim é quem é que vai ter o trabalho de abrir empresas e criar trabalho? Porque se ganho o mesmo esperando que criem o meu trabalho então eu espero que algum parvo o faça. Vai ser o Estado a ter todas as empresas? E quem vai ser o chefe das empresas? Porque eu sei que não quereria a responsabilidade de ser chefe se não ganhar mais por isso... Fazemos cooperativas, é isso? (como as que se fizeram no pós-25/4 que deram no que deram?).  E quem é que vai tirar cursos superiores se fica a ganhar o mesmo sem ele? Para quê o trabalho? Então como vamos ter técnicos qualificados? Obrigando as pessoas a estudar para isso e depois a trabalhar por tuta e meia, é isso? 
E se eu trabalhar menos recebo menos? se recebo menos os outros ficam mais "ricos" do que eu e passamos a ter classes, certo? então pagamos o mesmo a todos independentemente de trabalharem muito ou pouco? Então para que raio hão-de as pessoas trabalhar mais? Como resolvemos isso? Obrigamos as pessoas a trabalhar? Como? à lei da bala, do chicote ou ameaçando com cadeia?

sábado, dezembro 27, 2014

Conceitos de precariedade...



A propósito desta notícia:

Comércio Hipermercados: um em cada quatro trabalhadores é temporário


Precariedade?! 26% de trabalhadores COM CONTRATO temporário e acham que isso é precariedade?! os restantes pertencem aos quadros das empresas?! precariedade?! precariedade é estar anos a fio a recibo verde, sem direitos, só com deveres. A pagar mais do que todos os outros em impostos e contribuições e se ficar sem emprego ficar a chuchar no dedo porque nem a subsídio de desemprego tem direito. Isso sim é precariedade... sempre que tive contrato, mesmo que de seis meses, não me senti precária... senti-me precária quando trabalhei, para empresas, a ganhar o ordenado mínimo a recibos verdes e deixar logo mais de metade disso no Estado e no fim ficar a chuchar no dedo... isso sim é ser precário! Neste país ninguém pensa nos verdadeiros precários (e neste momento, apesar de continuar com recibos verdes sou uma "verdadeira recibos verdes" - sou-o por escolha. Sou para não me queixar do estupor do patrão, criei o meu emprego, porque queixar de quem o cria é muito fácil, criar é que não é para todos... seja como for, devíamos era andar preocupados com os "falsos" recibos verdes e não com malta que, apesar de tudo, tem contrato e alguma segurança).

Os Dois Países por Miguel Sousa Tavares



Caminhamos para um confronto civil entre dois países dentro da mesma nação: o país dos que apenas pagam os custos do Estado, na proporção dos seus rendimentos, e sem pouco ou nada esperar dele em troca, e o país dos que pagam (e, muitas vezes, não pagam) os custos, mas esperam tudo em troca. Não somos originais na existência des­tes dois mundos, o independente e o dependente, mas somo-lo na situação de confronto entre eles para que todos os dias caminhamos. Porque, entre uma di­reita liberal que odeia a própria noção de Estado e que, se pudesse, reduzia-o apenas às Forças Armadas e à política externa, e uma esquerda obtusa que acha que ainda vive no pós-guerra e no baby boom e para quem qualquer recuo do Estado é uma afronta ideológica, há, e fatalmente terá de haver, espaço para um compromisso mútuo. E esse compromisso terá de assentar em ideias, mas também em factos. Ao contrário do que os liberais gostam de imaginar, não existem mundos perfei­tos onde todos os que têm valor e se esfor­çam não precisam do Estado para nada: pelo contrário, o que existe, naturalmen­te, são condições de desigualdade estrutu­rais — que começam no berço, conti­nuam na escola e em casa e prolongam-se para a vida profissional. O Estado não pode, pois, demitir-se da sua função de correcção das injustiças pré-existentes e, não o conseguindo, acorrer aos que, sem ajuda e sem protecção, não têm o míni­mo de condições de dignidade de vida: é para isso que pagamos impostos. Mas se o Estado não pode abandonar os que na­da mais têm, também não pode, como gosta de imaginar alguma esquerda, acor­rer a todos, mesmo aos que, tendo-se ha­bituado a viver protegidos, não fazem ne­nhum esforço e não têm qualquer desejo de não precisar de ajuda. Não pode, por­que não tem meios para tal e cada vez vai ter menos. As circunstâncias demográfi­cas, a evolução da esperança de vida, a sofisticação crescente dos recursos médi­cos, a globalização da produção e dos mercados (que, convém recordar, reti­rou centenas de milhões de pessoas da miséria), faz com que os países do welfare state já não possam sustentar, intoca­do, o maravilhoso catálogo de direitos so­ciais que a todos era garantido, quando eu, por exemplo, entrei no mercado de trabalho. Hoje sei, todos sabemos, que a geração de reformados que agora protes­ta contra os cortes nas suas pensões tem muito melhores condições de reforma do que o que eu irei ter e seguramente mui­tíssimo melhores do que aquelas que irão ter os meus filhos — se ainda houver di­nheiro para lhes pagar qualquer pensão. Nos primeiros dez anos deste século, a percentagem do PIB que Portugal gasta a pagar as pensões de reforma quase du­plicou, passando de 9,5% para 18%, e a relação entre trabalhadores activos, con­tribuintes do sistema, e beneficiários, que há uns vinte anos era de 3 para 1, hoje é de 1,4 para 1. Estamos perante uma pro­gressão aritmética (as receitas do Esta­do) a concorrer com uma progressão geo­métrica (as despesas sociais do Estado). E, que eu me lembre da matemática, ja­mais a primeira conseguirá alcançar a se­gunda. Isto não são ideias, são factos, e é sobre os factos que se deve raciocinar. 
Mas há uma cultura instalada de depen­dência do Estado que não autoriza, se­quer, que se raciocine. Vem de muito lon­ge, mas foi cimentada com o salazaris­mo, o gonçalvismo e o Portugal dos di­nheiros europeus. Volto a dizer que subs­crevo quase todas as críticas à política de combate à crise das dívidas soberanas que são feitas à troika, à UE e à Alema­nha, e que conseguiram juntar a uma cri­se financeira dos Estados uma crise eco­nómica das nações. Mas, independente­mente das razões de queixas externas que temos, nada — a não ser a demago­gia dos políticos, sufragada pelo comodis­mo dos eleitores — nos pode dispensar de olhar para as responsabilidades próprias na tragédia que nos aconteceu e que só irá piorar, se insistirmos em meter a cabe­ça na areia e repetir até à náusea que a culpa é "deles" (essa entidade semiabstracta que deveria ser capaz de fazer nas­cer petróleo nas Berlengas e euros na de­funta Casa da Moeda, onde antes nas­ciam escudos).
Olhar para as responsabilidades pró­prias significa, hoje e nesta conjuntura, encontrar um compromisso para um Es­tado, que assegure o essencial a todos e mais do que isso apenas a uma minoria. Fazendo-o com os meios razoáveis ao seu dispor e não à custa da ruína do país. Isso passa por reformar o Estado, reduzi-lo na sua dimensão e funções? Com certeza que sim, mas antes um Es­tado diminuído do que um país falido. E passa por rever a Constituição? Com cer­teza que sim, mas antes uma Constitui­ção revista e menos populista do que um país de desempregados e emigrados, no pleno gozo de todos os direitos constitu­cionais imagináveis.
Olho, por exemplo, para os mais recen­tes focos de contestação sócio-profissional, e constato que todos os sectores ac­tivos estão ligados ao Estado: os trans­portes públicos — o cancro financeiro das contas públicas e a tropa de choque da CGTP, sempre disponíveis para as greves e para a luta pela manutenção de alguns privilégios impensáveis no sec­tor privado; os professores a mando da Fenprof, que já ninguém se incomoda sequer em saber o que os incomoda, porque tudo os incomoda; os magistra­dos e a PJ (que, com um carro por cada dois agentes e uma sede sumptuosa à beira da inauguração, protestam contra as "condições de trabalho"); as Forças Armadas, que acham pouco 5000 pro­moções num ano e num país onde há anos ninguém mais é promovido e que continuam a sua luta para nos conven­cer de que uma apendicite de um mari­nheiro não pode ser tratada no mesmo hospital que a apendicite de um artilhei­ro ou de um mecânico de aviões, e que acabam de fazer a escandalosa desco­berta de que têm de esperar por uma consulta, como se fossem utentes do SNS. A todos eles apetece repetir a céle­bre frase de Vítor Gaspar: "Não há di­nheiro. Qual destas três palavras é que não perceberam?".
Mas, entre os milhares de empresas que foram à falência desde que a crise co­meçou, não há uma só empresa ou servi­ço público. Não há um funcionário do Es­tado despedido entre os mais de 600.000 portugueses desempregados. E, entre os 100.000 que se estima que terão emigrado este ano, não há um servi­dor do Estado que o tenha feito depois de perder o emprego. No Estado, nada se extingue, nenhum trabalhador efectivo é dispensado, não há lay-off, as horas ex­traordinárias são sempre pagas e as redu­ções salariais têm de passar pelo Tribu­nal Constitucional. Não sou, como acima disse, um adversário ideológico do Esta­do e, menos ainda, penso que os trabalha­dores do Estado sejam piores do que os outros: pelo contrário, nada me provou até hoje a verdade dessa crença. Mas não há maior mentira acerca desta crise do que dizer que são os trabalhadores do Es­tado que têm pago o grosso da factura. E até seria natural que assim fosse, pois quem faliu e quem necessita de reduzir despesa é o Estado e não a economia. Mas quem tal diz, ignora por completo o que sejam os inúmeros dramas que suce­dem "cá fora" e a ginástica que tantos fa­zem para sobreviver todos os dias, sem qualquer tribunal que os proteja e sem voz que chegue à imprensa. Tomara uma pequena parte que fosse dos quase qua­tro milhões de trabalhadores do sector privado deste país poder arriscar uma greve "por melhores condições de traba­lho"! Onde isso já vai!
Ou nós controlamos o "monstro" de uma vez por todas ou ele nos arrasta a todos para o fundo. Quem diz o contrá­rio, mente. E foi essa mentira continua­da que nos trouxe até aqui.

Artigo publicado no Expresso a 9/11/2013 (http://expresso.sapo.pt/os-dois-paises=f840039
 
)

sexta-feira, dezembro 26, 2014

O Estado Social e os pobres como reféns

A função pública faz greve para exigir a manutenção dos direitos que "adquiriu" em tempos de ressaca de ditadura e de vacas gordas (com dinheiro alheio, mas gordas), tendo assim o país refém das suas exigências. Os pais, os pobres, reféns da sua vontade de ter ou não escola para os filhos. Os doentes, os pobres, reféns da sua vontade de lhes oferecer ou não cuidados de saúde. Os trabalhadores, os pobres, reféns da sua vontade de os transportar ou não. E tem-nos a todos reféns das suas vontades porque todos temos de as pagar, quer queiramos quer não. Só eles podem querer ou não. Nós "pagamos e calamos", somos obrigados a isso ou retiram-nos o que é nosso pela força. 

A função pública e o Estado Social têm os pobres como reféns (os ricos têm sempre escolha). O Estado Social e quem o defende, têm como bandeira os pobres, a moral. Apontam dedos aos outros. Gritam palavras de ordem e assustam os pobres com fantasmas de fascismos, e os pobres nem se percebem que são os maiores reféns das suas vontades. 

Quando querem impedir a existência de coisas como o cheque-ensino (que dá liberdade aos pobres, tal como os ricos já têm), o desejo é manter os pobres reféns das suas vontades. Como podem depois os professores fazer greve se os pobres escolherem escolas privadas para colocar os filhos? que efeito terão essas greves? Quando se opõem a uma extensão da ADSE para todos, permitindo aos pobres o acesso a clínicas privadas (tal como os ricos têm), desejam apenas manter os pobres reféns das suas vontades. Como podem depois fazer greves se os pobres tiverem outra saúde que não a pública à qual recorrer? Quando querem impedir a concessão das empresas de transportes públicos a empresas privadas, ou a privatização das mesmas, o que desejam é manter os pobres seus reféns. Que efeito teria a greve em transportes públicos se os pobres tiverem opções privadas por preço semelhante? 

O Estado Social não é moralmente justo. O Estado Social com o discurso mentiroso de ajuda aos mais necessitados (mentiroso porque a saúde e educação são gratuitas para todos e não apenas para os mais necessitados), mantém os pobres reféns das suas vontades, dá benefícios a classes que enriquecem à conta desses pobres e a outras que beneficiam de gratuitidades que não precisam. 

Mas os pobres continuam a cair na cantiga e a pagar a factura, dos maus serviços, ao final do mês. Eles agradecem.

terça-feira, dezembro 23, 2014

Comissão Europeia ataca aumento do salário mínimo em Portugal

"A Comissão Europeia (CE) alerta que o aumento do salário mínimo (SMN) para 505 euros, em vigor desde 1 de Outubro, poderá abrandar o ritmo de redução do desemprego e dificultar a entrada dos mais vulneráveis no mercado de trabalho."

A malta "politicamente correcta" e que gosta de chamar a si os pobrezinhos e usar palavreado como "justiça social", chamará "faxistas" ao pessoal da CE... Quem saiba fazer contas, quem saiba como funciona um negócio, entende a verdade do que está a ser dito.
É um facto que os salários em Portugal são baixos, mas também é um facto que são mais elevados do que a produção... Ora não se pode pagar sem produzir (a não ser recorrendo a crédito que leva onde já chegámos). É óbvio que os mais vulneráveis (aqueles cujo trabalho não vale os 505 euros) não vão arranjar trabalho. É óbvio que vão haver empresas em dificuldades para suportar os aumentos e, provavelmente, muitas irão dispensar funcionários para poderem continuar em funcionamento... Mas é claro que todos nós gostávamos de pensar que era possível que o ordenado mínimo fosse 505 euros sem problemas... e, já agora, por que não 5000 euros de ordenado mínimo? O que impede que isso aconteça? (talvez o mesmo que prejudica a economia aos 505).

Mas, como mencionei anteriormente. Fácil fácil é ser de esquerda porque é só dizer: "fascistas! no Luxemburgo pagam mais que isso e ninguém diz nada, hipócritas!"; ou "Fascistas! eles é que haviam de viver com 505 euros para verem se é muito"; ou então revoltarem-se contra autores de textos como o meu dizendo: "falas de barriga cheia, sua fascista de merda"...

Fácil, fácil manter o discurso de esquerda porque é impossível para alguém desmentir que um ordenado de 505 euros é uma miséria, porque é... entender que mesmo essa miséria é difícil de pagar, vai prejudicar os mais vulneráveis, vai traduzir-se num aumento de desemprego, com a economia actual é que é mais complicado de entender e aceitar.

sábado, março 22, 2014

O risco de pobreza em Portugal reduziu, ou seja, os pobres estão menos pobres, mas as desigualdades sociais aumentaram (porque os ricos estão mais ricos). A conclusão que eu retiro daqui é que há mais dinheiro no país, há mais riqueza e fico feliz que os pobres estejam menos pobres e que os ricos estejam mais ricos. Frustra-me, no entanto, o permanente discurso do "pois, mas os ricos estão cada vez mais ricos" - como se isso fosse um enorme problema, como se o facto de o "Manuel" ser rico, mesmo que nós tenhamos mais 5 euros no bolso do que tínhamos antes, nos prejudicasse de alguma forma...