Há milénios que se educam crianças. Não indo a milénios, vamos aqui aos últimos 60 ou 50 anos. Acham que os adultos entre os 30 e os 60 anos saíram mal? estão todos traumatizados? Ninguém sabe viver? Por que raio, hoje em dia, a educação das crianças tem de obedecer a regras criadas por pedagogos. Por que raio há cada vez mais livros para "sabermos educar as criancinhas"? Por que raio agora tudo os pode traumatizar? Estamos aqui quase todos. Os nossos pais souberam amar-nos, souberam dar o melhor deles, souberam educar-nos. Não precisámos de dezenas de actividades extra-curriculares, não precisámos que se protegessem os que tinham mais dificuldades. Não precisámos que passassem o tempo a estimular a nossa auto-estima. Aprendemos a gostar de nós mais cedo ou mais tarde, mas fomos aprendendo. Hoje tudo é um problema. O menino ri muito, deve ter um distúrbio qualquer, o menino ri pouco, deve ter um distúrbio qualquer. Andamos todos formatados e a formatar. Há milénios que se educam filhos sem livros e sim com instinto e com amor. E a humanidade tem conseguido coisas fabulosas...
"Explain again how sheep's bladders may be employed to prevent earthquakes."
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quinta-feira, outubro 01, 2015
quinta-feira, fevereiro 05, 2015
Coisas...
Se um país desenvolvido tem como objectivo formar os seus cidadãos para empregos especializados e superiores, depois, esse mesmo país, não se pode queixar que os imigrantes, de países menos desenvolvidos, apanham os trabalhos não especializados. Se um país desenvolvido educa, desde tenra idade, os seus cidadãos a serem exigentes, depois esse mesmo país desenvolvido não pode queixar-se porque pessoas de outro país apanham os empregos porque exigem menos e trabalham mais. Se um país desenvolvido forma uma grande percentagem de cidadãos em cursos superiores sabendo que a economia real não vai absorvê-los a todos, depois esse mesmo país desenvolvido não pode queixar-se que os seus cidadãos especializados têm de sair. Se os cidadãos de um país desenvolvido querem ter empregos especializados, depois esses mesmos cidadãos não podem sair a chorar porque têm de ir trabalhar para onde existe necessidade desses mesmos trabalhos em países que não formaram tanta gente para trabalho especializados e que agora trocam com esse país desenvolvido os especialistas pelos menos especialistas que para lá vão.
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terça-feira, fevereiro 03, 2015
Somos pobres?
E que tal se deixasse de fumar e passasse a oferecer o que poupa a instituições de solidariedade?
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segunda-feira, janeiro 05, 2015
Pagar o mesmo com menos direitos
Eis uma das coisas que critico no nosso sistema de "protecção social" socialista.
A notícia é do ano passado mas, INFELIZMENTE, mantém-se actual.
Como podemos ter as pessoas de Mirandela a pagar, durante a vida, a mesma percentagem do seu ordenado para a Segurança Social que as pessoas do Porto e de Lisboa? Como podemos ter pessoas com reformas para cima dos 1000 euros a ter os mesmos benefícios (ou falta deles) que as pessoas que têm reformas de 300 euros? Mas quando digo que a saúde e a educação não deviam ser tendencialmente gratuitas para toda a gente e sim GRATUITAS para QUEM PRECISA, tendo os outros de pagar de acordo com o que ganham, sou uma "ultra-liberal" quando não nomes piores. Porque toda a gente, com um mínimo de coração, critica que coisas destas aconteçam, mas abdicar das suas "gratuitidades" para que o dinheiro seja canalizado para quem realmente precisa, isso já nem pensar e quem o sugere é um perigoso fascista...
A notícia é do ano passado mas, INFELIZMENTE, mantém-se actual.
Como podemos ter as pessoas de Mirandela a pagar, durante a vida, a mesma percentagem do seu ordenado para a Segurança Social que as pessoas do Porto e de Lisboa? Como podemos ter pessoas com reformas para cima dos 1000 euros a ter os mesmos benefícios (ou falta deles) que as pessoas que têm reformas de 300 euros? Mas quando digo que a saúde e a educação não deviam ser tendencialmente gratuitas para toda a gente e sim GRATUITAS para QUEM PRECISA, tendo os outros de pagar de acordo com o que ganham, sou uma "ultra-liberal" quando não nomes piores. Porque toda a gente, com um mínimo de coração, critica que coisas destas aconteçam, mas abdicar das suas "gratuitidades" para que o dinheiro seja canalizado para quem realmente precisa, isso já nem pensar e quem o sugere é um perigoso fascista...
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sexta-feira, dezembro 19, 2014
Não é fácil ser criança...
Acho que hoje se exige demasiado das crianças. A sociedade evoluiu de um modo que não permite às crianças serem, simplesmente, crianças. Desde, pelo menos, os 3 anos (muitos antes), os miúdos têm de saber estar em sociedade, em grupo. Têm regras e momentos para brincar. Antigamente todos os momentos eram para brincar e depois havia alguns, poucos, durante os quais tínhamos de obedecer a regras. Fora isso o mundo era nosso. Tínhamos a liberdade de andar na rua, ninguém se preocupava. Hoje pensamos nisso como uma grande irresponsabilidade dos adultos da altura: deixarem as crianças andar sozinhas na rua, mas a verdade é que se crescia assim, se vivia. Podíamos fazer os nossos disparates sem ter logo a voz de um adulto a impedir. Hoje não. Hoje os miúdos estão confinados, desde os 3 anos (muitos antes) a salas com outros miúdos e a serem vigiados pelos adultos. São vigiados quase 24 horas por dia e não lhes são permitidas falhas. Na escola são avaliados desde a pré-escolar e, se o menino se "atrasa", de acordo com os padrões definidos pela sociedade, a saber vestir, comer, lavar os dentes, escrever, etc. lá vão os pais saber, lá se "persegue" o menino até ele saber aquilo que nós, adultos, definimos como normal.
Depois queixamo-nos que eles são respondões, que têm um estado de espírito diferente daquele que nós tínhamos. Pudera!!! Por um lado exigimos que tenham o espírito conformado e feliz das crianças, por outro exigimos que se comportem como adultos, e forçamo-los a saber, já, coisas que, eles, particularmente, podem não estar preparados para apreender, só porque assim foi instituído, assim é normal. E os pais, mesmo que não gostem que assim seja, não têm grande alternativa. Ou emigram para um país "não civilizado", ou um "mais civilizado", onde ainda se deixa as crianças serem crianças e as pessoas serem indivíduos únicos, ou são obrigados a alinhar, porque a escola assim os formata e porque, caso não aceitem a "formatação", são excluídos, colocados de parte, maus alunos, enviados para psicólogos...
Não deve ser nada fácil ser criança nos dias de hoje...
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