Ainda hei-de ver o dia em que o voluntariado vai ser proibido porque "estão a roubar postos de trabalho". Já faltou mais.
"Explain again how sheep's bladders may be employed to prevent earthquakes."
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sexta-feira, fevereiro 27, 2015
quinta-feira, fevereiro 05, 2015
Coisas...
Se um país desenvolvido tem como objectivo formar os seus cidadãos para empregos especializados e superiores, depois, esse mesmo país, não se pode queixar que os imigrantes, de países menos desenvolvidos, apanham os trabalhos não especializados. Se um país desenvolvido educa, desde tenra idade, os seus cidadãos a serem exigentes, depois esse mesmo país desenvolvido não pode queixar-se porque pessoas de outro país apanham os empregos porque exigem menos e trabalham mais. Se um país desenvolvido forma uma grande percentagem de cidadãos em cursos superiores sabendo que a economia real não vai absorvê-los a todos, depois esse mesmo país desenvolvido não pode queixar-se que os seus cidadãos especializados têm de sair. Se os cidadãos de um país desenvolvido querem ter empregos especializados, depois esses mesmos cidadãos não podem sair a chorar porque têm de ir trabalhar para onde existe necessidade desses mesmos trabalhos em países que não formaram tanta gente para trabalho especializados e que agora trocam com esse país desenvolvido os especialistas pelos menos especialistas que para lá vão.
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domingo, dezembro 28, 2014
Quantos empregos criou o Daniel Oliveira?
Li uma crónica do Daniel Oliveira onde o referido senhor mencionava que ele teria criado tantos postos de trabalho como o Balsemão ou qualquer outro empresário...
Ao ler os motivos que o levavam a afirmar não pude deixar de pensar que Daniel Oliveira é muito cheio de si mesmo e acha que tem muito mais importância para o mundo, e para o jornal onde trabalha, do que aquela que, na verdade, tem. Na verdade pareceu-me que Daniel Oliveira considera que, caso ele deixe de trabalhar para o Expresso, o mesmo perde boa parte dos leitores que possui porque, esses leitores, compram o expresso por sua causa.
O problema de argumentos como os do Sr. Oliveira é que não olham para o panorama global e sim para o seu umbigo e a sua vida pessoal e acham sempre que são pessoas muito importantes no panorama global. Não somos, nenhum de nós é. Se eu agora deixar de trabalhar para os meus clientes, que gostam muito do meu trabalho, nenhum deles entra em depressão e deixa de saber o que fazer, qualquer um deles, depressa, arranja substituto para fazer o mesmo que eu faço... O mesmo acontece com quase qualquer outra pessoa no mundo. Todas são substituíveis e, a maior parte de nós, com muita facilidade (poucas são difíceis de substituir).
Ora, na minha vida a minha filha é a pessoa mais importante do mundo. Não tenham dúvidas. Por ela morria e matava. Mas, no panorama global, a minha filha tem tanta importância como qualquer outra criança. Na escola dela há pessoas para quem ela tem mais importância e pessoas para quem não interessa nada. O mesmo se passa com todos nós. Eu sou uma das pessoas mais importante do mundo de quem me ama, mas muita gente não hesitaria em matar-me se isso salvasse a vida de outra pessoa "mais importante do mundo". Somos todos insignificantes no panorama geral, mas todos temos importâncias diferentes no panorama particular de algo.
Voltando ao Expresso. O Daniel Oliveira há-de ser importante para alguns leitores e, por isso, terá sim alguma importância para o Expresso (ou já não estaria lá), mas não faria grande mossa no panorama geral do jornal se o Daniel Oliveira se despedisse. O jornal iria, com toda a certeza, continuar com o mesmo sucesso que até aqui e, provavelmente, seria muito fácil substituir o Daniel Oliveira por outro qualquer cronista com ideia semelhantes (o que não falta para aí é gente a escrever bem com ideias semelhantes às do Daniel Oliveira).
Por isso quando o Daniel Oliveira afirma: "criei tantos postos de trabalho como qualquer trabalhador, consumidor ou empresário" deu-me vontade de rir... Não! não criou Daniel, não criou. Alguém criou uma empresa para onde o Daniel só teve de candidatar-se. Alguém lhe paga o ordenado porque gosta do resultado do que o Daniel faz e, enquanto assim continuar, o Daniel continuará a receber o ordenado. Mas acredite que o Balsemão não ia entrar em depressão se o Daniel se despedisse do Expresso e depressa arranjaria substituto. Sim, se o Daniel não se tivesse candidatado a essa empresa o Daniel não tinha o SEU posto de trabalho. Ponto final. Fora isso nada mais fez. Se o Daniel não fosse o cronista do "Antes pelo Contrário" outra crónica, com outro autor, surgiria no mesmo espaço que o Daniel ocupa (por isso continuaria a existir o mesmo número de postos de trabalho o que faz com que o Daniel não tenha criado nada para o panorama geral, apenas para a sua vida particular). Isso só não aconteceria se quem investiu, arriscou, pensou, idealizou e criou o Expresso não o tivesse feito... Isso não existiria se quem hoje investe no Expresso deixasse de o fazer. E sim, essa pessoa, para o "universo Expresso" é a mais importante, todas as outras são peões substituíveis. É isto que tem de ser entendido em vez de andarmos todos cheios de nós mesmos a acharmos que somos insubstituíveis e a exigir o que não pode ser dado porque, sem nós (em particular) não havia lucro... havia... não havia connosco, havia com outra pessoa qualquer que nos substituía.
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quarta-feira, março 26, 2014
Voluntários são pessoas que trabalham de graça porque querem!
A propósito deste post.
Concordando, em parte, com o que é dito, só tenho uma coisa a acrescentar: VOLUNTÁRIOS! Os jovens são VOLUNTÁRIOS. Não são obrigados! eles metem 400 voluntários, e candidatam-se MILHARES para trabalhar "de graça". Podemos ficar muito raivosos porque achamos que todo o trabalho tem de ser pago, mas nada nos dá o direito de impedir as outras pessoas (e pelos vistos há milhares) a não concordarem connosco e a quererem participar gratuitamente no evento. Digo mais: se eu fosse jovem provavelmente também me candidatava porque é uma boa experiência e porque ainda podia ver os concertos gratuitamente. Se alguns amigos fossem voluntários comigo, tanto melhor! por isso gritem o que quiserem, fiquem raivosos o que quiserem, mas enquanto outros milhares estão a gastar dinheiro para ir aos concertos há alguns que trabalham para poder ir. Não há tanta gente, que tanto elogiam, por exemplo, a Andresa Salgueiro - aquela miúda que está a viver há mais de 2 anos através do sistema de "trocas" (ela trabalha por coisas e não por dinheiro), dando assim um exemplo de como se pode viver "sem" capitalismo (meto o "sem" porque alguém lhe paga a internet e as contas e os impostos) - e agora ficam muito chateados porque há uns miúdos que se voluntariam para trabalhar em troca de poderem ir a concertos (cujos bilhetes custam 60 euros por dia - o que significa que eles, na verdade, estão a ganhar 60 euros por dia)?
Concordando, em parte, com o que é dito, só tenho uma coisa a acrescentar: VOLUNTÁRIOS! Os jovens são VOLUNTÁRIOS. Não são obrigados! eles metem 400 voluntários, e candidatam-se MILHARES para trabalhar "de graça". Podemos ficar muito raivosos porque achamos que todo o trabalho tem de ser pago, mas nada nos dá o direito de impedir as outras pessoas (e pelos vistos há milhares) a não concordarem connosco e a quererem participar gratuitamente no evento. Digo mais: se eu fosse jovem provavelmente também me candidatava porque é uma boa experiência e porque ainda podia ver os concertos gratuitamente. Se alguns amigos fossem voluntários comigo, tanto melhor! por isso gritem o que quiserem, fiquem raivosos o que quiserem, mas enquanto outros milhares estão a gastar dinheiro para ir aos concertos há alguns que trabalham para poder ir. Não há tanta gente, que tanto elogiam, por exemplo, a Andresa Salgueiro - aquela miúda que está a viver há mais de 2 anos através do sistema de "trocas" (ela trabalha por coisas e não por dinheiro), dando assim um exemplo de como se pode viver "sem" capitalismo (meto o "sem" porque alguém lhe paga a internet e as contas e os impostos) - e agora ficam muito chateados porque há uns miúdos que se voluntariam para trabalhar em troca de poderem ir a concertos (cujos bilhetes custam 60 euros por dia - o que significa que eles, na verdade, estão a ganhar 60 euros por dia)?
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sábado, março 15, 2014
É falsificação quando dá jeito ser falsificação... é verdade quando eu acho que sim.
Alguém argumenta que o aumento de emprego que se deu no último trimestre é mentira, falsificação estatística. Eu pergunto se o aumento do desemprego dos últimos anos também era uma mentira estatística, se também foi falsificado, e obtenho esta resposta: "O aumento do desemprego não é mentira é uma realidade! A falsificação das estatísticas só se faz quando dá jeito" - Pronto. A esta "carpideira" dá jeito, agora, dizer que é mentira, mas antes era verdade. É outro dos "coisos", ou dos "argumentos matrioska".domingo, fevereiro 02, 2014
Começa a política de esbanjamento...
Já vejo o PSD a falar em 70 mil empregos na construção civil, a falar da modernização das autarquias... ui... MEDO! por favor Troika, não vás embora pá!
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terça-feira, janeiro 07, 2014
É sazonal... é do coiso...
E nas notícias de hoje:
Portugal dos empreendedores: Não eram criadas tantas empresas em Portugal desde 2009
É sazonal... é do coiso...
Portugal dos empreendedores: Não eram criadas tantas empresas em Portugal desde 2009
É sazonal... é do coiso...
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