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sábado, julho 18, 2015

Jovens trabalham por tostões. Não foi sempre assim?

Hoje saiu no DN uma notícia com o título: "Trabalhar nas férias a 10 euros por dia para não pedir dinheiro à mãe", na qual se "informa" que há jovens que trabalham 5h30 por dia para ganharem 10 euros. Meto o informa entre aspas porque essa realidade existe desde que me lembro. Não sei qual é a idade da jornalista Ana Bela Ferreira, qual a intenção da "notícia" e qual a realidade que ela viveu, mas a minha realidade sempre foi esta. Desde trabalhar nos bares de praia (esses eram os mais sortudos) a ir para as vindimas. Tudo por uns "míseros" tostões que sabiam muito bem a quem os ganhava e que faziam a pessoa aprender o valor do trabalho e o que custa o dinheiro. Mas talvez a re
alidade da jornalista seja a aquela que permite aos jovens irem para a praia gozar o sol, recebendo os subsídios de sobrevivência pagos pelos contribuintes que, ganhando mais do que 10 euros por dia, deixam mais de metade no estado e não têm como tirar férias.

segunda-feira, janeiro 12, 2015

Uma sociedade sem vergonha

Ouvi uma velhinha de 87 anos afirmar que sente vergonha de uma sociedade que não tem vergonha de viver de subsídios pagos pelos outros: "Chamam progresso, mas eu acho que é exactamente o contrário, quando uma sociedade deixa de ter vergonha e se acha no direito de receber o dinheiro alheio sem trabalhar para isso".

quarta-feira, março 26, 2014

Voluntários são pessoas que trabalham de graça porque querem!

A propósito deste post.

Concordando, em parte, com o que é dito, só tenho uma coisa a acrescentar: VOLUNTÁRIOS! Os jovens são VOLUNTÁRIOS. Não são obrigados! eles metem 400 voluntários, e candidatam-se MILHARES para trabalhar "de graça". Podemos ficar muito raivosos porque achamos que todo o trabalho tem de ser pago, mas nada nos dá o direito de impedir as outras pessoas (e pelos vistos há milhares) a não concordarem connosco e a quererem participar gratuitamente no evento. Digo mais: se eu fosse jovem provavelmente também me candidatava porque é uma boa experiência e porque ainda podia ver os concertos gratuitamente. Se alguns amigos fossem voluntários comigo, tanto melhor! por isso gritem o que quiserem, fiquem raivosos o que quiserem, mas enquanto outros milhares estão a gastar dinheiro para ir aos concertos há alguns que trabalham para poder ir. Não há tanta gente, que tanto elogiam, por exemplo, a Andresa Salgueiro - aquela miúda que está a viver há mais de 2 anos através do sistema de "trocas" (ela trabalha por coisas e não por dinheiro), dando assim um exemplo de como se pode viver "sem" capitalismo (meto o "sem" porque alguém lhe paga a internet e as contas e os impostos) - e agora ficam muito chateados porque há uns miúdos que se voluntariam para trabalhar em troca de poderem ir a concertos (cujos bilhetes custam 60 euros por dia - o que significa que eles, na verdade, estão a ganhar 60 euros por dia)?