"Hoje em dia todos querem ser "o rei". Todos se acham no direito. Todos questionam por que é que o Bill Gates tem e eu não?! E isso retira o esforço na sociedade e torna-a medíocre".
Ruby Wax
"Explain again how sheep's bladders may be employed to prevent earthquakes."
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sábado, fevereiro 28, 2015
quinta-feira, fevereiro 12, 2015
Cliché #10 – “Eu tenho o Direito!” -
Excertos do artigo de Michael Silva no site do Instituto Mises Portugal
"A próxima vez que disser, “Eu tenho um direito,” pergunte: “Quem tem o dever?” Se há alguém que tenha o dever de fazer o que quer que seja excepto abster-se de interferir consigo, pergunte: “Com que argumentos é que eu reivindico o direito a subordinar a vontade daquele individuo à minha?
se algo é um direito humano, aplica-se a todos os indivíduos meramente em virtude da sua humanidade. Se uma pessoa tem tal direito, todos os outros seres humanos deverão logicamente ter os mesmos direitos. Um não pode, sem se contradizer, reclamar um direito humano para si excluindo-o a outros. Fazê-lo seria admitir que aquele direito não é um direito “humano”.
Se, quando exerço um direito que reclamei, é impossível para outro individuo exercer direito idêntico em simultâneo, a minha acção implica que o alegado direito não faz parte integrante da natureza humana. A minha acção implica que é meu direito e não o direito de outra pessoa.
Por exemplo, supúnhamos que eu reivindico o direito a um emprego. Se esta reivindicação significar que eu serei empregado sempre que assim desejar (que mais poderá significar?) deve haver outra pessoa com o dever de o providenciar. Mas esta pessoa não terá o mesmo direito que eu. O meu direito é ser empregado, o seu “direito” é providenciar um emprego. O meu direito cria um dever para ele agir positivamente mas que ele poderá não querer exercer. Não obstante sermos ambos humanos, a sua liberdade de escolha está subordinada à minha liberdade de escolha.
Existe algum direito humano fundamental relacionado com emprego no sentido Jeffersoniano? Sim, é o direito de todos os indivíduos oferecerem comprar ou vender a sua mão-de-obra nas suas condições. Eu tenho o direito de propor vender a minha mão-de-obra nos termos que eu desejar tal como tu.
Podemos todos fazê-lo sem negar esse direito a outros. Aqueles aos quais apresentamos as nossas propostas têm a liberdade de rejeitar. No exercido destes direitos não impomos qualquer dever em empreender qualquer acção positiva para com outra pessoa.
A visão progressista e Jeffersoniona dos direitos não são apenas diferentes, são incompatíveis. Sempre que um direito reclamado por alguém impõe um dever noutro para assumir uma acção positiva, o alegado direito não pode ser exercido por ambas as partes simultaneamente sem contradição lógica."
"A próxima vez que disser, “Eu tenho um direito,” pergunte: “Quem tem o dever?” Se há alguém que tenha o dever de fazer o que quer que seja excepto abster-se de interferir consigo, pergunte: “Com que argumentos é que eu reivindico o direito a subordinar a vontade daquele individuo à minha?
se algo é um direito humano, aplica-se a todos os indivíduos meramente em virtude da sua humanidade. Se uma pessoa tem tal direito, todos os outros seres humanos deverão logicamente ter os mesmos direitos. Um não pode, sem se contradizer, reclamar um direito humano para si excluindo-o a outros. Fazê-lo seria admitir que aquele direito não é um direito “humano”.
Se, quando exerço um direito que reclamei, é impossível para outro individuo exercer direito idêntico em simultâneo, a minha acção implica que o alegado direito não faz parte integrante da natureza humana. A minha acção implica que é meu direito e não o direito de outra pessoa.
Por exemplo, supúnhamos que eu reivindico o direito a um emprego. Se esta reivindicação significar que eu serei empregado sempre que assim desejar (que mais poderá significar?) deve haver outra pessoa com o dever de o providenciar. Mas esta pessoa não terá o mesmo direito que eu. O meu direito é ser empregado, o seu “direito” é providenciar um emprego. O meu direito cria um dever para ele agir positivamente mas que ele poderá não querer exercer. Não obstante sermos ambos humanos, a sua liberdade de escolha está subordinada à minha liberdade de escolha.
Existe algum direito humano fundamental relacionado com emprego no sentido Jeffersoniano? Sim, é o direito de todos os indivíduos oferecerem comprar ou vender a sua mão-de-obra nas suas condições. Eu tenho o direito de propor vender a minha mão-de-obra nos termos que eu desejar tal como tu.
Podemos todos fazê-lo sem negar esse direito a outros. Aqueles aos quais apresentamos as nossas propostas têm a liberdade de rejeitar. No exercido destes direitos não impomos qualquer dever em empreender qualquer acção positiva para com outra pessoa.
A visão progressista e Jeffersoniona dos direitos não são apenas diferentes, são incompatíveis. Sempre que um direito reclamado por alguém impõe um dever noutro para assumir uma acção positiva, o alegado direito não pode ser exercido por ambas as partes simultaneamente sem contradição lógica."
quinta-feira, janeiro 15, 2015
Um guia para a Ana Gomes não ofender os muçulmanos
Pergunta a eurdeputada Ana Gomes: “Porquê insistir na representação do Profeta, que se sabe ofender os muçulmanos?”
Pergunto eu à Ana Gomes:
Porquê insistir em usar maquilhagem, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em andar vestida com a cabeça destapada, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em andar com a cara destapada, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em andar com as mãos destapadas, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em fazer declarações sendo mulher, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em comer porco, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em ter outra religião (ou não ter nenhuma), que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em postar no twiter livremente, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em conduzir sendo mulher, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em andar na rua sozinha sendo mulher, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em ler livros não islâmicos, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em defender o casamento homossexual, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em ser eurodeputada, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em ir ao médico que se sabe ofender os muçulmanos?
Por que tirou um curso sendo mulher, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em dar umas gargalhadas, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em usar saltos altos, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em aparecer em meios de comunicação sendo mulher, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em usar calças, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em ser fotografada e filmada, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porque insistir em ver televisão, ouvir rádio, ver filmes, cantar, que se sabe ofender os muçulmanos?
E se beber cerveja, não o faça, porque se sabe ofender os muçulmanos.
Pergunto eu à Ana Gomes:
Porquê insistir em usar maquilhagem, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em andar vestida com a cabeça destapada, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em andar com a cara destapada, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em andar com as mãos destapadas, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em fazer declarações sendo mulher, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em comer porco, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em ter outra religião (ou não ter nenhuma), que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em postar no twiter livremente, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em conduzir sendo mulher, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em andar na rua sozinha sendo mulher, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em ler livros não islâmicos, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em defender o casamento homossexual, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em ser eurodeputada, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em ir ao médico que se sabe ofender os muçulmanos?
Por que tirou um curso sendo mulher, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em dar umas gargalhadas, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em usar saltos altos, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em aparecer em meios de comunicação sendo mulher, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em usar calças, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porquê insistir em ser fotografada e filmada, que se sabe ofender os muçulmanos?
Porque insistir em ver televisão, ouvir rádio, ver filmes, cantar, que se sabe ofender os muçulmanos?
E se beber cerveja, não o faça, porque se sabe ofender os muçulmanos.
sábado, dezembro 27, 2014
Conceitos de precariedade...
A propósito desta notícia:
Comércio Hipermercados: um em cada quatro trabalhadores é temporário
Precariedade?! 26% de trabalhadores COM CONTRATO temporário e acham que isso é precariedade?! os restantes pertencem aos quadros das empresas?! precariedade?! precariedade é estar anos a fio a recibo verde, sem direitos, só com deveres. A pagar mais do que todos os outros em impostos e contribuições e se ficar sem emprego ficar a chuchar no dedo porque nem a subsídio de desemprego tem direito. Isso sim é precariedade... sempre que tive contrato, mesmo que de seis meses, não me senti precária... senti-me precária quando trabalhei, para empresas, a ganhar o ordenado mínimo a recibos verdes e deixar logo mais de metade disso no Estado e no fim ficar a chuchar no dedo... isso sim é ser precário! Neste país ninguém pensa nos verdadeiros precários (e neste momento, apesar de continuar com recibos verdes sou uma "verdadeira recibos verdes" - sou-o por escolha. Sou para não me queixar do estupor do patrão, criei o meu emprego, porque queixar de quem o cria é muito fácil, criar é que não é para todos... seja como for, devíamos era andar preocupados com os "falsos" recibos verdes e não com malta que, apesar de tudo, tem contrato e alguma segurança).
sábado, dezembro 20, 2014
A TOURADA, RAZÃO DA EXISTÊNCIA DO TOURO BRAVO? - Por Hugo Evangelista – Biólogo
Um dos argumentos frequentemente mencionados em debates sobre touradas é o da importância em manter a espécie do touro bravo. Os proprietários das ganadarias mantêm os touros nos seus terrenos, não porque tenham uma grande consciência ecológica e ambiental, mas porque daí retiram dinheiro. Muito dinheiro. No dia em que os touros deixarem de ser vendidos a 2000 euros cada (sem contar com chorudos subsídios europeus), cerca de 2600 animais por ano (DN,2007), os proprietários das ganadarias rapidamente se esquecerão de qualquer importância ecológica ou da biodiversidade do touro bravo. É esta a principal, senão a única, verdadeira razão para a continuação das touradas no nosso país -um forte interesse económico de um pequeno grupo de pessoas. É claro que, para desculpar o indesculpável, atiram para os olhos o argumento de se querer proteger uma espécie. Mas nem o touro bravo é uma espécie, porque é sim uma raça ou subespécie, nem a extinção desta raça é irremediável e obrigatória quando as touradas acabarem. A extinção desta raça não é irremediável porque nada impede a criação de parques naturais, santuários ou outras soluções viáveis para a conservação destes animais. O que não pode nunca acontecer é justificarmos a crueldade para com uma animal para o poder "conservar". Cabe na cabeça de alguém que a conservação do panda passe por lhe espetar bandarilhas no dorso? Que o repovoamento do lince ibérico na Península Ibérica passe por lhe cortar as orelhas e rabo? A conservação de espécies / raças, não é argumento para continuar as touradas. É um papel que tem de ser assumido pelos portugueses e pelo Estado e não por empresas que da exploração desses animais retiram avultados lucros. Existe outro argumento frequente, que é o da conservação dos ecossistemas, mas este é ainda mais frágil. É que estamos a falar de um animal totalmente domesticado, que só existe por selecção artificial de características de interesse, que no caso do touro bravo é essencialmente a bravura. Ou seja, o touro bravo não existe no campo por estar em total equilíbrio e conjugação com a Natureza. Está lá porque os ganadeiros assim o fizeram e ali o colocaram. Isto significa que um touro bravo é, no mínimo, um elemento supérfluo na manutenção dos montados portugueses. Voltamos então ao único argumento de peso para a manutenção das touradas. Os interesses económicos. Interesses esses que vivem de um espectáculo que promove a ideia de que existe justiça e igualdade em colocar um animal num local estranho e com regras definidas pelos humanos; que coloca animais numa luta que estes não desejam mas são forçados a entrar; que vive da diabolização da imagem de um herbívoro territorial e faz disso um espectáculo de entretenimento. É vital rejeitarmos esta visão subversiva da realidade. É preciso dizer que a tourada não é uma fatalidade e que podemos acabar com uma das formas mais indignas e desumanas de tratamento dos animais da actualidade. O caso muito recente de Viana do Castelo dá-nos força e entusiasmo. É vital agora a maioria silenciosa que se opõe às touradas mostrar o seu descontentamento, de forma pró-activa e com um único compromisso: o respeito pelos animais e pela Natureza.
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