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sábado, maio 02, 2015

Venezuela sempre a subir!


Depois de uma taxa de inflação de 68,5% o "democrata" Maduro anuncia, no dia 1 de Maio, à semelhança de anos anteriores, um aumento de 30% no ordenado dos funcionários públicos do país (no fundo "só" perderam 38.5% do ordenado que tinham anteriormente) e salário mínimo que agora passa a ser a exorbitante quantia de 87 euros mensais. Não admira pois que o Camarada Soares continue a elogiar o socialismo venezuelano, pois nos anos 80 fez o mesmo por cá enquanto as pessoas batiam palmas ao aumento sem perceber por que razão, com ordenados mais altos, não conseguiam comprar o mesmo que compravam antes...

Os produtos, por sua vez, tiveram aumentos que vão dos 60% aos 100%. Para terem alguns exemplos, um quilo de cenouras na Venezuela custa cerca de 17 euros, um cabo de vassoura custa 20 euros, um caixa de 36 lápis de cor é mais caro que um ordenado mínimo, fica por 120 euros, uma toalha de banho cerca de 140 euros, e uma barbie são 2 ordenados mínimos... viva o socialismo que com este aumento de 30% no ordenado dá uma estalada no "imperialismo americano" onde qualquer marmanjo tem dinheiro para uma barbie e um quilo de cenouras.


sexta-feira, janeiro 23, 2015

Salário mínimo, sim ou não?

Lido por aí: "O que é que acontece às pessoas cujo trabalho não vale o ordenado mínimo? Ficam no desemprego."

terça-feira, dezembro 23, 2014

Comissão Europeia ataca aumento do salário mínimo em Portugal

"A Comissão Europeia (CE) alerta que o aumento do salário mínimo (SMN) para 505 euros, em vigor desde 1 de Outubro, poderá abrandar o ritmo de redução do desemprego e dificultar a entrada dos mais vulneráveis no mercado de trabalho."

A malta "politicamente correcta" e que gosta de chamar a si os pobrezinhos e usar palavreado como "justiça social", chamará "faxistas" ao pessoal da CE... Quem saiba fazer contas, quem saiba como funciona um negócio, entende a verdade do que está a ser dito.
É um facto que os salários em Portugal são baixos, mas também é um facto que são mais elevados do que a produção... Ora não se pode pagar sem produzir (a não ser recorrendo a crédito que leva onde já chegámos). É óbvio que os mais vulneráveis (aqueles cujo trabalho não vale os 505 euros) não vão arranjar trabalho. É óbvio que vão haver empresas em dificuldades para suportar os aumentos e, provavelmente, muitas irão dispensar funcionários para poderem continuar em funcionamento... Mas é claro que todos nós gostávamos de pensar que era possível que o ordenado mínimo fosse 505 euros sem problemas... e, já agora, por que não 5000 euros de ordenado mínimo? O que impede que isso aconteça? (talvez o mesmo que prejudica a economia aos 505).

Mas, como mencionei anteriormente. Fácil fácil é ser de esquerda porque é só dizer: "fascistas! no Luxemburgo pagam mais que isso e ninguém diz nada, hipócritas!"; ou "Fascistas! eles é que haviam de viver com 505 euros para verem se é muito"; ou então revoltarem-se contra autores de textos como o meu dizendo: "falas de barriga cheia, sua fascista de merda"...

Fácil, fácil manter o discurso de esquerda porque é impossível para alguém desmentir que um ordenado de 505 euros é uma miséria, porque é... entender que mesmo essa miséria é difícil de pagar, vai prejudicar os mais vulneráveis, vai traduzir-se num aumento de desemprego, com a economia actual é que é mais complicado de entender e aceitar.

sexta-feira, janeiro 03, 2014

"Governo dá Trabalho abaixo do salário mínimo"

Notícias de hoje:  Governo dá trabalho abaixo do salário mínimo

"Gosto" muito do título incendiário... Sou contra a existência de Salário Mínimo porque penso que as pessoas devem ser suficientemente crescidinhas para saber o que podem, ou não, aceitar como compensação pelo trabalho (até acho que, se não existisse SM definido por lei a tendência seria as pessoas irem conseguindo subir o seu preço, assim o patrão agarra-se sempre ao SM...). Temos aqui um trabalho social, pago abaixo do valor definido como mínimo, para pessoas que não têm qualquer rendimento (ou que recebem RSI - que, curiosamente, também é (e bem mais) abaixo do SM, mas para as pessoas estarem sem fazer nenhum e isso, pelos vistos, não choca quem se manifesta contra isto. Se acho bem que as pessoas recebam tão pouco? não. Mas acho ainda pior não receberem nada. São rendimentos de 419 euros mais o subsídio de alimentação e, ao contrário do Salário Mínimo, sem taxas e impostos (por isso acaba por equivaler ao SM)...