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domingo, março 01, 2015

Combate o capitalismo! é possível! tudo começa em ti.

Não queres trabalhar para um rico?
 - cria o teu próprio emprego e trabalha para ti.
Tens raiva do dinheiro que o Belmiro de Azevedo faz?
 - não compres nada no continente nem adquiras qualquer produto ou serviço Sonae.

Se tens raiva de qualquer um dos mais ricos de Portugal não vás ao Pingo Doce; não compres nada que possa ter rolhas que venham das cortiças do Américo Amorim; não vás a nenhum centro comercial da mundi centre, etc... só vences os ricos se não consumires os seus produtos (e ninguém é obrigado a fazê-lo, certo?). Se és contra o capitalismo, não adquiras produtos e serviços de capitalistas, desde ter contas em bancos, a beber coca-cola, a ter conta no facebook, passando pela Zara, HP, mcDonalds, ou Compal. E assim, e só assim podes vender o sistema contra o qual te encontras.

quinta-feira, fevereiro 12, 2015

Não quero saber dos ricos...

Não me faz confusão a existência de ricos no mundo, faz-me confusão a existência de pobres e não me importo com quem vive melhor do que eu, importo-me com quem vive pior. Não quero a distribuição da riqueza existente, quero a produção de mais riqueza. Não quero que todos tenhamos de pagar o mesmo nível de saúde e educação, quero que quem é pobre tenha acesso gratuito a saúde e educação de qualidade e quem pode pague para a ter.


terça-feira, dezembro 30, 2014

Uma sociedade sem classes


Li algures que o objectivo da esquerda era uma sociedade sem classes e quando as pessoas entendessem que era melhor para elas votavam esquerda (isto enquanto se justificava, culpando a direita, o facto de países que levaram a cabo as políticas marxistas não tiveram sucesso). 

Ora eu pergunto e peço que pensem bem nisto:

Como é que, NA PRÁTICA, se consegue uma sociedade sem classes? Ou seja, uma sociedade na qual todos têm o mesmo nível de "riqueza"?


Ora para o alcançarmos, agora, teríamos de roubar quem já tem mais e distribuir por todos os outros mesmo que esses outros nunca tenham feito um "pentelho" na vida. E, imaginando que isso é viável, depois de dividirmos tudo, impedimos quem quer enriquecer de o fazer? Como? E se alguém quiser trabalhar mais horas, para receber mais, não recebe? Se não recebe também não trabalha, certo? E, se assim é quem é que vai ter o trabalho de abrir empresas e criar trabalho? Porque se ganho o mesmo esperando que criem o meu trabalho então eu espero que algum parvo o faça. Vai ser o Estado a ter todas as empresas? E quem vai ser o chefe das empresas? Porque eu sei que não quereria a responsabilidade de ser chefe se não ganhar mais por isso... Fazemos cooperativas, é isso? (como as que se fizeram no pós-25/4 que deram no que deram?).  E quem é que vai tirar cursos superiores se fica a ganhar o mesmo sem ele? Para quê o trabalho? Então como vamos ter técnicos qualificados? Obrigando as pessoas a estudar para isso e depois a trabalhar por tuta e meia, é isso? 
E se eu trabalhar menos recebo menos? se recebo menos os outros ficam mais "ricos" do que eu e passamos a ter classes, certo? então pagamos o mesmo a todos independentemente de trabalharem muito ou pouco? Então para que raio hão-de as pessoas trabalhar mais? Como resolvemos isso? Obrigamos as pessoas a trabalhar? Como? à lei da bala, do chicote ou ameaçando com cadeia?

terça-feira, dezembro 23, 2014

Comissão Europeia ataca aumento do salário mínimo em Portugal

"A Comissão Europeia (CE) alerta que o aumento do salário mínimo (SMN) para 505 euros, em vigor desde 1 de Outubro, poderá abrandar o ritmo de redução do desemprego e dificultar a entrada dos mais vulneráveis no mercado de trabalho."

A malta "politicamente correcta" e que gosta de chamar a si os pobrezinhos e usar palavreado como "justiça social", chamará "faxistas" ao pessoal da CE... Quem saiba fazer contas, quem saiba como funciona um negócio, entende a verdade do que está a ser dito.
É um facto que os salários em Portugal são baixos, mas também é um facto que são mais elevados do que a produção... Ora não se pode pagar sem produzir (a não ser recorrendo a crédito que leva onde já chegámos). É óbvio que os mais vulneráveis (aqueles cujo trabalho não vale os 505 euros) não vão arranjar trabalho. É óbvio que vão haver empresas em dificuldades para suportar os aumentos e, provavelmente, muitas irão dispensar funcionários para poderem continuar em funcionamento... Mas é claro que todos nós gostávamos de pensar que era possível que o ordenado mínimo fosse 505 euros sem problemas... e, já agora, por que não 5000 euros de ordenado mínimo? O que impede que isso aconteça? (talvez o mesmo que prejudica a economia aos 505).

Mas, como mencionei anteriormente. Fácil fácil é ser de esquerda porque é só dizer: "fascistas! no Luxemburgo pagam mais que isso e ninguém diz nada, hipócritas!"; ou "Fascistas! eles é que haviam de viver com 505 euros para verem se é muito"; ou então revoltarem-se contra autores de textos como o meu dizendo: "falas de barriga cheia, sua fascista de merda"...

Fácil, fácil manter o discurso de esquerda porque é impossível para alguém desmentir que um ordenado de 505 euros é uma miséria, porque é... entender que mesmo essa miséria é difícil de pagar, vai prejudicar os mais vulneráveis, vai traduzir-se num aumento de desemprego, com a economia actual é que é mais complicado de entender e aceitar.

sábado, março 22, 2014

O risco de pobreza em Portugal reduziu, ou seja, os pobres estão menos pobres, mas as desigualdades sociais aumentaram (porque os ricos estão mais ricos). A conclusão que eu retiro daqui é que há mais dinheiro no país, há mais riqueza e fico feliz que os pobres estejam menos pobres e que os ricos estejam mais ricos. Frustra-me, no entanto, o permanente discurso do "pois, mas os ricos estão cada vez mais ricos" - como se isso fosse um enorme problema, como se o facto de o "Manuel" ser rico, mesmo que nós tenhamos mais 5 euros no bolso do que tínhamos antes, nos prejudicasse de alguma forma...

sábado, fevereiro 08, 2014

same old, same old...



Seguro promete reabrir todos os tribunais encerrados e ainda promete criar um especial para litígios que envolvam montantes de investimento de capital estrangeiro (no fundo promete criar um tribunal para os ricos)... É isto que nos espera quando voltar o socialismo. As poucas poupanças e reformas de Estado alcançadas (e são muito poucas relativamente ao que é necessário) são eliminadas e daí a uns tempinhos teremos os socialistas novamente a demitirem-se com uma desculpa esfarrapada qualquer e a troika a entrar... same old, same old.