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quinta-feira, maio 19, 2016

Geração de meninos mimados...

Vamos lá então aos novos conceitos tirados deste artigo:

- "Apropriação da cultura alheia" 
É errado. (e eu que sempre achei que vestirmos ou usarmos algo de outras culturas era parte do multiculturalismo e uma forma de mostrar aceitação). Mas vamos a exemplos (e resumos das palavras no artigo): Brancos (brancas) não podem usar tranças porque estão a apropriar-se da cultura alheia e isso está errado. As negras não têm outra opção, e são marginalizadas e têm de usar tranças, as brancas não podem porque retiram às negras o que lhes pertence e as negras, apesar de isso se tornar moda e aceite, continuam a ser marginalizadas. Calculo que o mesmo para peças de roupa de outras culturas.

- "Micro-agressão"
São palavras e actos que temos sem pensar e que são ofensivos. Ora não podemos dizer que os asiáticos são inteligentes (mesmo que sejam). Não podemos tocar no cabelo dos negros (mesmo que seja porque estamos a gostar do vemos/sentimos), é uma micro-agressão. Não os podemos dar como exemplos de "diversidade"...

- "Espaço seguro" 
Resumindo: um espaço proibido aos brancos (ai se fossem os brancos a pedir isto...). Um apartheid, portanto, mas ao contrário (e ninguém vê nada de errado nisto).

- "Sinal de Alarme"
Basicamente um aviso para que quem pensa diferente deles esteja caladinho.

E quando os chamamos de mimados a resposta é, basicamente:




terça-feira, janeiro 20, 2015

Um gesto abominável que deu importância à insignificância

Num mundo com sete mil milhões de pessoas há um país com 65 milhões de habitantes que edita uma revista com uma tiragem de 60 mil números. Ou seja, num mundo de sete mil milhões de pessoas havia 60 mil alminhas que compravam uma revista que quase todos os outros consideravam de mau gosto.
Mas o mau gosto tem o direito de existir, ou deve ter.

Essa revista de mau gosto gozava com o que muitos consideram sagrado. Tinha cartoons que muitos consideram nojentos. Era lida por uma minoria ínfima da população e a grande maioria das pessoas ignorava a sua existência ou, simplesmente, optava por ignorar a sua presença. Não interessava. Não tinha piada para a grande maioria da população. Tinha até vários cartoons que metiam nojo à grande maioria da população... É assim que o mundo funciona. As coisas existem. Algumas são-nos visualmente desagradáveis, outras ao ouvido, outras pelo cheiro, etc. Por norma, aquilo que nos desagrada e incomoda até pode perturbar-nos por uns instantes, deixar-nos o "coração na boca", mas somos suficientemente crescidinhos, civilizados, para respirar fundo e passar à frente; ignorar o que nos perturba, porque é mesmo só isso que faz: perturba. Vai contra a nossa opinião, as nossas crenças ou ideologias e levamo-lo a peito - por uns instantes. Uns instantes apenas. Somos, na maioria, crescidinhos e conseguimos conviver com quem tem crenças e ideologias diferentes das nossas. Conviver ou, simplesmente, ignorar.

Mas nem todos são assim.

Existe um grupo de pessoas para quem aquele "coração" nunca sai da boca. Para quem aquela perturbação se transforma numa fúria, numa raiva, que os leva a querer eliminar todos aqueles que vão contra as suas crenças ou as suas ideologias. E não sabem, nem querem saber, conviver com qualquer pessoa que tenha uma opinião, por mínima que seja, diferente da sua. E não se adaptam ao mundo, exigindo que o mundo se adapte a si. São os ditadores em potência. E aqueles desenhos que 60 mil pessoas compravam, e dos quais poucos mais que isso riam, foram razão suficiente para matar quem tinha "um lápis na mão". E aquela revista, ignorada pela grande maioria da população mundial, passou a ser do conhecimento dessa mesma população. E aquela revista sem importância, que muitos consideram de mau gosto, que satiriza com aquilo que os assassinos (e os defensores dos mesmos) consideram sagrado, passou a ser do conhecimento da quase totalidade do 7 mil milhões de pessoas que o mundo tem... e aquela revista que tinha uma tiragem de 60 mil números, que 60 mil alminhas compravam e à qual um número irrisório de pouco mais que isso achava graça, passou a ser defendida pela grande maioria, e comprada por 7 milhões de almas. E aqueles homens que tinham um lápis na mão, que gozavam com o que para muitos era sagrado, que eram desconhecidos da grande maioria das pessoas que vivem no mundo, tornaram-se símbolos de liberdade, tiveram os seus nomes escritos por jornais de todo o mundo, "ouviram" sinos a soar por si, deram origem a manifestações. E aqueles cartoons com os quais a grande maioria nem concorda, transformaram-se num direito, numa demonstração de "não cedência". Porque já vamos cedendo em não mostrar outros símbolos religiosos, porque a nós não nos incomoda dado que a maioria ocidental é ateia, mas agora exigem que deixemos de desenhar e, se cedemos, amanhã mata-se uma mulher que vá na rua com calças porque isso também os ofende e de seguida vamos fechar todos os bares e proibir o álcool, ou os sinos das igrejas vão ser proibidos de soar porque os ofende... E, com este gesto, com esta violência, aqueles que se ofenderam com os desenhos que pouco mais de 60 mil pessoas viam, tornaram-nos conhecidos para quase 7 mil milhões de pessoas, fizeram-nos perceber que existe um número significativo de extremistas que querem que recusemos a nossa cultura para não ofender a sua, levaram o mundo inteiro a comentar e deram visibilidade mundial àquilo que não queriam que fosse visto.

Resta saber se, depois da "ressaca" dos ataques, vamos ceder mais um bocadinho ou vamos mostrar que "basta!": Esta é a nossa cultura, são os nossos países. Não gostamos de tudo, temos muitos defeitos, há coisas das quais nem todos gostamos, mas convivemos com isso. Há pessoas que riem de coisas de mau gosto. Mas é preferível concordar que existam pessoas a rir de um desenho de mau gosto, do que concordar que uma criança rebente e mate dezenas à sua volta, que uma mulher que seja violada só porque usava rímel ou que um jornalista seja degolado para transmitir a mensagem que todos os que não acreditam no mesmo que nós podem ter esse destino.
No nosso mundo ocidental temos muitos defeitos mas, regra geral, aprendemos a conviver uns com os outros e aceitamos que todos para aqui venham viver as suas culturas e ter as suas crenças, desde que não nos exijam que abdiquemos das nossas e da liberdade que temos vindo a conquistar ao longo dos anos.

sexta-feira, janeiro 16, 2015

Tolerância ou respeito?

Devíamos substituir a palavra tolerância pela palavra "respeito". Porque respeito implica que alguém o ganhou e nós o damos, tal como nos é dado. Tolerância implica que algo nos incomoda mas temos de o tolerar, por muito mau que seja, porque faz parte daquilo que o outro é.
Ora, "o outro" não pode ser o que lhe apetece, sem respeito por "nós", escudando-se na palavra tolerância e na acusação de racismo/xenofobia. A tolerância tem de ter um limite e o limite está nas regras, na boa educação e no respeito. Regras essas estabelecidas pelo país onde se está e não pelo país de onde se veio.
Imaginemos o seguinte: Se cuspir na cara de quem passa por nós fizer parte de uma cultura e pessoas dessa cultura vierem para Portugal, temos de aceitar que nos cuspam na cara de cada vez que passamos em frente às pessoas dessa cultura? Não! Porque isso, na nossa cultura, é ser porco e mal educado. A tolerância tem de ter um limite. Quem chega a um país, quem escolhe certo país para viver, tem de passar a conhecer e respeitar as regras do local escolhido e não o contrário. Não é quem recebe que tem de adaptar-se, é quem chega. Podemos dar um tempo de habituação, mas não desculpar maus comportamentos para sempre. Voltando ao exemplo de "cuspir na cara", talvez tolerássemos uma ou duas vezes, mas chamávamos à atenção, se calhar até dávamos um "piparote" e explicávamos que, por cá, isso é inaceitável! Se não conseguirem viver sem cuspir na cara dos outros, têm bom remédio e voltam para o seu local de origem onde a cuspidela é bem aceite.

Existem cerca de 400 mil emigrantes a viver no nosso país, são menos de 5% da população geral, de várias culturas diferentes. A cultura com maior representatividade, os Brasileiros, representa cerca de 1% e, apesar de tudo, têm uma cultura semelhante à nossa, por isso, no geral, não chocam connosco. Há culturas que, provavelmente, representam não mais de 0,2% e, no entanto, mudam-se aspectos da cultura de 99,8% da população para nos adaptarmos àqueles 0,2% e por aí adiante. Chega a um ponto em que ninguém está satisfeito porque todos tiveram de ceder algo e já ninguém se respeita ou tolera. Não será melhor permitir que 5% da população se adapte à cultura original dos 95% do país onde escolheu viver?

terça-feira, janeiro 06, 2015

Falta de verba para cultura pode ser "bênção escondida", defende compositor britânico

Falta de verba para cultura pode ser "bênção escondida", defende compositor britânico:

""Em Portugal descubro um particular entusiasmo por eventos culturais que envolvem profundamente as comunidades - e nessas comunidades há uma riqueza de cultural tradicional que parece muito satisfeita em relacionar-se com culturas novas, mais recentes".

Tim Steiner declara, por isso, que "as dificuldades financeiras de montar grandes espectáculos em palcos tradicionais são, de certa forma, uma bênção escondida - podem levar os artistas a procurarem novos contextos de trabalho e podem conduzir o público a experimentar o negócio da arte ou da criação musical de uma forma muito mais pessoal e relevante"."

quinta-feira, dezembro 11, 2014

Temos grandes talentos no nosso país. É com alegria que partilho esta notícia:

Músico de Lustosa premiado na Califórnia

Um jovem lousadense acaba de conquistar o 2.º prémio no "Pasadena Showcase House Instrumental Competition", concurso para intérpretes do estado da Califórnia, nos Estados Unidos da América.




Sérgio Coelho, clarinetista de 22 anos, já conquistou outros prémios como 2.º lugar no Prémio Jovens Músicos em 2014 - prémio Inatel, que distingue os melhores alunos da Academia Nacional Superior de Orquestra. O músico já tocou a solo com a Orquestra Académica da Metropolitana e a Orquestra Metropolitana de Lisboa.

Começou a estudar música aos nove anos

Foi na categoria de sopros-madeiras que o clarinetista se distinguiu nesta competição americana para jovens intérpretes. Sérgio Coelho, vive em Lustosa, Lousada, e iniciou os seus estudos musicais aos nove anos na Sociedade Filarmónica Vizelense. Aos 12 anos, o jovem ingressou na Escola Profissional Artística do Vale do Ave (ARTAVE), na classe de clarinete. Concluiu a sua licenciatura na Academia Superior de Orquestra da Metropolitana e actualmente estuda na University of Southern California (Los Angeles), onde trabalha com o professor Yehuda Gilad.



Do seu currículo constam participações em várias orquestras, nomeadamente, a orquestra APROARTE nos anos de 2008, 2009 e 2010, Orquestra Académica da Metropolitana, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Sinfónica da Beira Interior, Aurora Chamber Music Festival (Suécia) e USC Thornton Symphony. Foi seleccionado para a World Orchestra em 2012 e reserva da Gustav Mahler Jurgendorchester em 2013.

Já conquistou vários prémios, como o 2.º lugar no Prémio Jovens Músicos em 2014 - prémio Inatel. (notícia de O Verdadeiro Olhar)

quinta-feira, fevereiro 20, 2014

Crime cultural

Nas notícias de hoje: Lisboa: AML aprova retirada da calçada portuguesa até 2017

Lisboa: AML aprova retirada da calçada portuguesa até 2017

Ui vão vender os mirós, cai o Carmo e a Trindade e o PS acusa o governo. Ui o Tordo foi embora para o Brasil porque andou a fugir aos descontos da Segurança Social e agora só tem uma reforma de 200 euros. Aparece o Louçã a partilhar essa "desgraça" no facebook. Ai vão retirar a Calçada Portuguesa... (shhhhhhhhhhhh)

quarta-feira, janeiro 29, 2014

Mirós a leilão! ai que desgraça para a cultura!

Hipocrisias: exigir que o governo "invista" mais em arte e cultura ao mesmo tempo que se condena o Vaticano por ter demasiadas riquezas das quais se devia desfazer para acabar com a fome no mundo...