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sábado, fevereiro 14, 2015

Santo dos Namorados: São Valentim ou Santo António?


De acordo com a Igreja Católica as origens de S. Valentim são obscuras e ninguém sabe muito bem de que se trata e onde acaba a mentira para começar a verdade.
O Santo hoje celebrado pode ser um de três. Um que teria sido condenado à prisão por se recusar a converter à religião de Cláudio II e ter-se-ia apaixonado pela filha do carcereiro que o visitava regularmente, a quem terá escrito cartas de amor assinando: "Do teu Valentim". Um segundo, da mesma época que  diz que o imperador, também o Cláudio II, proibiu os casamentos com o argumento de que os rapazes solteiros e sem laços familiares, eram melhores soldados. Valentim terá ignorado as ordens e continuado a fazer casamentos em segredo a jovens que o procuravam. Segundo a lenda, Valentim foi preso e executado no dia 14 de Fevereiro, por volta do ano 270 d.C. E um terceiro que sarou o filho de um filósofo...

Para a Igreja Católica este é um feriado pagão, sem sentido. Faria muito mais sentido o dia dos Namorados ser celebrado a 13 de Junho pois Santo António  trata muito melhor dos amores perdidos ou encontrados. Ainda por cima, é culturalmente português, universal e caseiro, e só os portugueses - e os brasileiros, que lhe ganharam igual ligação - é que lhe reconhecem o dote de namoradeiro e casamenteiro.

Seja no que for que acreditemos, o amor não deve ter hora marcada e o dia dos namorados são todos aqueles em que se ame. Por isso feliz dia dos namorados, hoje, ontem, amanhã e também dia 13 de Junho ;)

Informações e alguns excertos do texto retirados daqui: http://www.paroquias.org/noticias.php?n=341

Dia de S. Valentim

terça-feira, fevereiro 10, 2015


"Ninguém na Terra tem o direito de dizer a qualquer outra pessoa que o seu amor por outro ser humano é moralmente errado." 


Barbra Streisand

(sobre o casamento gay)


quarta-feira, janeiro 29, 2014

O lado fabuloso da praxe

Se durante a praxe me tivessem mandado atirar da ponte D. Luís eu não o faria (nem do tabuleiro mais baixo), se durante a praxe me tivessem mandado rebolar na lama eu faria pelo simples facto que já ia para a praxe com roupa pronta a "deitar fora" (nunca foi preciso, mas se fosse também o faria). Na praxe reúnem-se pessoas que não se conhecem de lado nenhum e a praxe é muitas vezes feita em grupos (com provas de grupo de 2, 3, 4, 5 pessoas), com jogos populares (por vezes adaptados) que fazem com que essas pessoas, que estão a vários km de casa sem conhecer ninguém, convivam e façam equipa, lutem, esforcem-se, divirtam-se, conheçam, cantem, dancem com outras pessoas na mesma situação. Dificilmente se conhece alguém, na idade adulta, com a mesma facilidade (a de "queres brincar comigo"?) que se faz em praxe. Irrita-me a facilidade com que se fica contra a praxe sem nunca se ter passado por ela. Continuo amiga de bastantes pessoas que me praxaram, e bastantes pessoas que eu praxei. Casais, já com filhos, de pessoas que se conheceram na praxe. Existe um lado fabuloso na praxe e é triste que uma cretinice que levou a que jovens perdessem a vida leve a que tanta gente, que desconhece qualquer realidade de praxe, se meta em bicos de pés contra a mesma.