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terça-feira, março 10, 2015

Afinal, quem ameaça quem?

Depois de ler vezes sem conta a acusação que os fortes ameaçam os fracos, querendo vê-los de mão estendida, sendo os "fortes" a Alemanha e os "fracos" a Grécia, leio isto:

Ministro da Defesa da Grécia faz uma ameaça: "Se eles nos atacarem, iremos atacá-los também a eles". Como? "Uma onda humana vai migrar para Berlim", diz Panos Kammenos. “Será ainda pior para Berlim, porque haverá uma onda de milhões de migrantes por razões económicas mas, também, alguns jihadistas do Estado Islâmico".

Ou seja, se não nos derem o vosso dinheiro, se não prejudicarem os vossos contribuintes, nós mandamos terroristas atacar-vos.

Afinal, quem ameaça quem? Afinal, quem é o forte e quem é o fraco?




segunda-feira, fevereiro 23, 2015

Merkel perdeu. Há uma nova Dama de Ferro na Europa

Há  uns anos havia na Europa uma dama de ferro. Odiada pela esquerda (que costuma odiar as mulheres de pulso) e admirada pela direita (que gosta de pessoas fortes - independentemente de serem homem ou mulher).




Recentemente passou a existir uma outra mulher forte na Europa. Mais uma vez, odiada pela esquerda e admirada pela direita.




Parece que actualmente a pessoa mais forte da Europa não é nem Britânica, nem Alemã, é mesmo Portuguesa. Odiada pela esquerda, admirada pela direita.
Pelas palavras da direita é uma mulher que defende os interesses de Portugal, pelas palavras da esquerda é uma mulher que faz vergar os alemães à sua vontade contra os Gregos, por isso, a mulher mais poderosa da Europa. Ora, como eu não sou Grega, nem que me quero ver tal, fico grata por termos na Europa uma mulher forte a defender os interesses do nosso país, seja ou não a mais poderosa que por lá anda.

sexta-feira, fevereiro 13, 2015

Grécia negoceia com BCE, FMI e UE. Não com a troika

"Grécia negoceia com BCE, FMI e UE. Não com a troika - Observador: Temos todo o gosto em deixar de lhes chamar troika, mas as três instituições vão continuar a monitorizar a situação na Grécia", afirmou o porta-voz do Ministério das Finanças da Alemanha.
Martin Jaeger, porta-voz do Ministério das Finanças, diz que a Alemanha tem uma atitude “construtiva” quanto a uma solução para a Grécia mas garante que uma extensão do programa – algo que o Governo grego não deseja – “é a única via"".

Penso que estou esclarecida. O programa é o mesmo, a  Troika continua lá, mas o acordo a que se conseguiu chegar com a Grécia foi: deixamos de lhe chamar troika e pronto. Pode ser que o povo grego (e os "gregos" por esse  mundo fora) acredite que o governo manteve o que prometeu - não negociar a extensão do programa com a Troika... dizem que é um "novo programa" com o BCE, FMI e UE. Siga para bingo, está resolvido!


Imagem do Observador

sexta-feira, março 07, 2014

Se não produzimos...

"De acordo com dados do Eurostat e dos institutos nacionais de estatísticas reunidos pela Pordata, em 2012, se num índice da União Europeia a 27, a produtividade do trabalho por hora era 100, em Portugal seria 64,3, enquanto na Alemanha o valor era de 124,8." - infelizmente quando se fala nisto aparecem todo o tipo de desculpas. Desde ser culpa exclusiva do patrão, até à culpa das condições. Também a desculpa de "faltar incentivo".

Eu dou outra "desculpa": a Alemanha é um dos países da Europa com menor protecção do trabalhador, Portugal é um dos países da Europa com maior protecção do trabalhador. Se calhar o incentivo também passa por aí.