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quinta-feira, março 23, 2017

A lenda do Manuel e do João

O Manel e o João cresceram no mesmo bairro, andaram na mesma escola. O Manuel sempre foi aplicado, o João nem por isso. O Manuel hoje tem um emprego que lhe paga as contas e ainda sobra algum ao final do mês para umas saídas à noite com os amigos. Um desses amigos é o João, que vai fazendo uns trabalhos aqui e ali que nem sempre lhe dão para pagar as contas, mas quer sempre sair à noite. Em Janeiro, Fevereiro e Março o João pediu sempre dinheiro emprestado ao Manuel para "não passar fome". Mas todas as semanas o Manuel continuava a ver o João na noite, a divertir-se. O João não pagava o que tinha pedido ao Manuel, mas continuava a pedir. Às tantas o Manuel, responsável como é, deixou de ter aquele excesso para sair à noite. Falou com o João e explicou-lhe que não lhe podia continuar a emprestar para "mulheres e bebida". O João apontou o dedo e disse ao Manuel que ele também gostava de mulheres e bebida. "pois gosto! Mas eu pago-as do meu dinheiro e tu... bom, pagas do MEU dinheiro. Tens de aproveitar o que te empresto para pagares as tuas contas e tentares investir para melhorares de vida". O João disse que sim.
O Manuel durante os meses seguintes continuou a emprestar ao João com o acordo que ele, João, ia investir e endireitar a vida. Para o fazer o Manuel teve de deixar de sair, de se divertir. Mas era por uma boa causa: o João ia endireitar a vida. Qual não é o seu espanto quando, uns meses depois, vê o João chegar a casa completamente bêbedo, com duas mulheres pelo braço. Ao confrontá-lo, o João chamou-lhe fascista e sexista e disse que não lhe pagava nada porque tinha direito de se divertir e ter a sua vida.
O Manuel está, neste momento, num dilema: deve continuar a emprestar ao amigo para este não passar fome, ou deve parar o empréstimo dado que ele é um ingrato que não se sabe governar?

sábado, fevereiro 21, 2015

Resumo da "vitória" do Syriza

Da Rubrica: Syriza uma comédia que dá que falar...

Tal como prometido em eleições, o Syriza deixou de negociar, e a a Grécia de ser fiscalizada, pela Troika (constituída por FMI, BCE e UE), agora negoceia, e será fiscalizada, pelas Instituições Internacionais (constituídas pelo FMI, BCE e UE), e continuam a ser elas a decidir se a Grécia é, ou não, de confiança para receber o dinheiro dos outros.

Tal como prometido em eleições não vai haver, no presente, mais austeridade. Agora vão apenas continuar com a austeridade que já está a decorrer.

Tal como prometido não vai haver uma extensão do memorando, o que vai haver é uma transição do mesmo.

Tal como prometido não vai haver mais austeridade no futuro, vão haver apenas cortes na despesa.


É certo que deixou cair o perdão da dívida, os aumentos de salário mínimo, as privatizações e tantas outras coisas. Mas o que é isso comparado com a vitória acima descrita?



sexta-feira, fevereiro 13, 2015

Grécia negoceia com BCE, FMI e UE. Não com a troika

"Grécia negoceia com BCE, FMI e UE. Não com a troika - Observador: Temos todo o gosto em deixar de lhes chamar troika, mas as três instituições vão continuar a monitorizar a situação na Grécia", afirmou o porta-voz do Ministério das Finanças da Alemanha.
Martin Jaeger, porta-voz do Ministério das Finanças, diz que a Alemanha tem uma atitude “construtiva” quanto a uma solução para a Grécia mas garante que uma extensão do programa – algo que o Governo grego não deseja – “é a única via"".

Penso que estou esclarecida. O programa é o mesmo, a  Troika continua lá, mas o acordo a que se conseguiu chegar com a Grécia foi: deixamos de lhe chamar troika e pronto. Pode ser que o povo grego (e os "gregos" por esse  mundo fora) acredite que o governo manteve o que prometeu - não negociar a extensão do programa com a Troika... dizem que é um "novo programa" com o BCE, FMI e UE. Siga para bingo, está resolvido!


Imagem do Observador

sábado, fevereiro 07, 2015

Para sair da crise só "à Irlandesa" e não "à Grega"

E, apesar das provas, parece que muitos eleitores continuam, estupidamente, a insistir na receita errada...

Um excerto deste artigo no Irish Times

Em 2010, tanto a Irlanda como a Grécia estavam à beira do descalabro financeiro e foram salves da bancarrota com a intervenção da Europa e do FMI.

A resposta Irlandesa ao resgate foi respeitar o contrato feito e implementar as reformas contidas no programa da Troika. Os Gregos responderam com protestos violentos nas ruas, instabilidade política e atrasos em muitas das reformas acordadas.

Agora, quase cinco anos depois, a Grécia está novamente à beira do desastre, enquanto a Irlanda está em modo de de rápida retoma económica com o desemprego a baixar, a economia a crescer mais depressa do que em qualquer outro país da UE e taxas de juro mais baixas do que as vistas nos EUA.

Todas as evidências sugerem que o percurso Irlandês, e não o Grego, é a receita correcta para lidar com os grandes prejuízos auto-infligidos que ambos os países tiveram de defrontar em resultado da longa condescendência de políticas populistas. 

domingo, janeiro 18, 2015

Portugal deve fechar 2015 com almofada para 90% das necessidades de financiamento de 2016

Vai ser uma festa do pijama para o PS...

OJE | Portugal deve fechar 2015 com almofada para 90% das necessidades de financiamento de 2016:

"Portugal deverá chegar ao final deste ano com uma almofada financeira de 10.000 milhões de euros, o que corresponde a cerca de 90% das necessidades de financiamento de 2016, segundo diz à Lusa a presidente do IGCP, Cristina Casalinho.

Em entrevista à Lusa, a presidente da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) estima que o Tesouro deverá chegar ao final de 2015 com uma almofada de “cerca de 10.000 milhões de euros para necessidades de financiamento de 11.000 milhões”, ou seja, “quase 80/90%” das necessidades de tesouraria do próximo ano."


domingo, dezembro 28, 2014

As prioridades de Sócrates!!!


É sempre curioso relembrar o que ia na cabeça do ex-primeiro ministro na altura de dizer ao país que se estava na pré-bancarrota e que se precisava pedir um enorme empréstimo de emergência... prioridades que definem toda uma personalidade!

quinta-feira, dezembro 25, 2014

Mário Soares “esqueceu-se” que foi ele que recomendou a Sócrates o pedido de ajuda externa



"Infelizmente, um dos principais responsáveis da história portuguesa recente, tem revelado algum esquecimento e incoerência com o que defendeu e fez anteriormente.

Na entrevista que Mário Soares deu sobre a ajuda externa a Portugal, sugerindo que o PS rompesse o memorando de entendimento, contraria inequivocamente com a sua decisão de governar durante dois anos com apoio do FMI.
 Mário Soares foi dos primeiros, senão o primeiro a saber o que é governar em circunstâncias como as actuais - em resgate financeiro - e sabe melhor do que ninguém que reformar Portugal nos dias de hoje, não se coaduna com tacticismos partidários, porque o interesse nacional assim o exige.
 Mesmo que o PS um dia, e esperemos que não, por uma questão de responsabilidade e compromisso, descole do resgate financeiro que pediu depois de seis anos de governação, há nódoas que, aparentemente no melhor pano, nunca descolam.
 Se o Dr. Soares se esqueceu, os portugueses jamais se esquecerão: foram seis anos de má governação socialista, de tácticas ilusórias e irresponsáveis que conduziram Portugal a esta grave situação.
 Para além de estranho, é preocupante e incoerente, que seja o Primeiro Ministro que negociou a entrada de Portugal na CEE a instigar ao incumprimento perante esta e as outras instituições que apoiaram Portugal numa altura difícil.
 Após uma década de governação socialista que levou o país à bancarrota, com os aplausos de Mário Soares, a solidariedade destas instituições internacionais salvou os salários dos funcionários públicos e a solvência do país. 
Mário Soares que, como bom governante à moda socialista, tem uma grande experiência em levar o país à bancarrota e à necessidade de ajuda externa, devia deixar as tristes memórias do tempo em que governou em paz e deixar para o PSD, mais uma vez, a tarefa difícil de reerguer o país dos desvarios socialistas. Note-se a determinada passagem da entrevista tem o desplante de dizer que “nesta altura também não convinha nada ao PS ir para o Governo”, nem para o PS mas muito menos para Portugal.
De referir que Mário Soares, quando pediu ajuda externa, o PSD foi sempre solidário. Agora foi o PS que pediu ajuda, negociou o Acordo e é o PSD que o está a cumprir. António José Seguro tem aqui a oportunidade de separar o trigo do joio e demonstrar se é um Estadista ou apenas mais um líder do PS."






 

quinta-feira, março 06, 2014

Assis defendendo políticas que condenam o país ao fracasso

E nas notícias de hoje ficamos a saber que o cabeça de lista do PS para as eleições europeias defende a política de endividamento que nos levou à pré-bancarrota (só não levou à bancarrota porque nos vieram salvar o "rabo"), levada a cabo por um fulano que há muito deveria estar na cadeia... Assusta-me que tantos portugueses também a defendam.

Assis defende herança de Sócrates



quinta-feira, janeiro 20, 2011

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Ouro pode ajudar Portugal a escapar do FMI

É esbanjar! é esbanjar! uns poupam e chegam os outros não sabem governar e dão cabo das reservas. E depois? E, se um dia, numa futura crise já não houver FMI para ajudar, nós voltarmos ao mesmo (porque esta república ao mesmo regressará) e, na altura, sem ouro, fazemos o quê? não seria melhor recorrer agora ao FMI e o ouro ser, realmente, para quando não exista outra alternativa (em vez do contrário)?