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terça-feira, julho 07, 2015

Todos temos de ajudar a Grécia... menos eu.

De acordo com os dados das últimas legislativas, temos em Portugal mais de 900 mil pessoas que votaram em partidos com ideias radicais. Ou seja, pelo menos mais de 900 mil pessoas em Portugal concordam com as ideias do Syriza. O número subirá se considerarmos que muitos daqueles que votam PS também concordam (basta ouvir as declarações do líder socialista para o concluir). Mas fiquemo-nos pelos 900 mil radicais. 900 mil pessoas que querem que o dinheiro chegue à Grécia e, como tal, não se importarão de pagar para tal acontecer. 900 mil só em Portugal, muitos milhões por essa Europa fora.

Um Britânico levou a cabo uma tentativa de reunir €1,600,000,000 EUR num fundo para o qual se doava através da internet. Queria esse Britânico alcançar esse valor em 8 dias contando com o apoio de todos os "Syrizas" europeus. A verdade é que ao fim de 8 dias nem aos 2 milhões chegaram e só conseguiram doações de 108,654 pessoas por toda a Europa (menos de metade dos que votaram no BE).

E assim, mais uma vez comprovamos que os radicais gostam muito de exigir que a "sociedade" lhes pague a vida. Desde que a "sociedade" não sejam eles.

sábado, janeiro 31, 2015

Pagar a irresponsabilidade democrática alheia?

Até me dá um arrepio na espinha quando ouço demagogos afirmarem coisas como "temos de respeitar a vontade democrática dos Gregos", para insinuar que a Europa tem de fazer o que os Gregos querem dado que foi essa a vontade democrática do povo.

- Qualquer povo quer ter maior qualidade de vida, não são precisas eleições para o concluir.
- Qualquer povo quer coisas grátis,  não são precisas eleições para o concluir.
- Qualquer povo quer boa educação, boa saúde, segurança,  não são precisas eleições para o concluir.
- Qualquer povo quer bons ordenados,  não são precisas eleições para o concluir.
- Qualquer povo quer emprego total,  não são precisas eleições para o concluir.

... Enfim, não são precisas eleições para saber o que se quer. As eleições existem para escolhermos quem achamos que tem um programa de governo que o consegue alcançar. Um programa de governo realista. Os restantes povos da Europa não têm culpa que os Gregos acreditem na "história da Carochina" e achem que basta querer para ter. Também os portugueses com dois palmos de testa não têm de ser penalizados por aqueles que acham que basta querer para ter e que respeitar a vontade democrática dos Gregos significa atirar-lhes com um molho de dinheiro para cima para que eles, sem o esforço que todos os outros tiveram e têm, obtenham mais do que os outros têm.

Se os Portugueses agora votarem num partido que prometa 5000 euros de ordenado mínimo para todos, mesmo os que não têm emprego, terá a Europa de nos financiar, de acordo com a nossa vontade, para que a "vontade democrática" se cumpra?

Sim, a vontade democrática dos Gregos deve ser respeitada. Mas respeitar implica apenas deixar o Syriza levar a cabo as políticas que se propôs e não pagar para que lhes seja possível fazê-lo. O Syriza tinha um programa de governo que garantiu ao povo ser possível levar a cabo, agora tem de demonstrar que, realmente, é, mas não pode obrigar os outros povos, que não acreditam nas ditas políticas, a pagá-las. Se alguém tem de pagar as políticas nas quais votou, esse alguém é o povo Grego.
Também não deixo de achar graça que os mesmo que falam em respeitar a vontade democrática dos Gregos, sejam aqueles que andam há mais 3 anos e meio a pedir eleições antecipadas e a acusar um governo democraticamente eleito de ser ilegítimo...